Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Hector Baldassi’

Por: Erik Rodrigues

Internacional e São Paulo fizeram o primeiro duelo das semifinais da Taca Libertadores da América no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Antes da parada para a Copa do Mundo, o time gaúcho trocou de técnico, reforçou o elenco e venceu os quatro jogos do Campeonato Brasileiro. Já o Tricolor do Morumbi manteve o criticado Ricardo Gomes, trouxe o atacante Ricardo Oliveira e ganhou apenas um ponto dos 12 disputados no torneio nacional.

A torcida Colorada lotou o estádio e fez uma festa bonita para receber a equipe. E o resultado disso foi o domínio das ações em todo o primeiro tempo. Sim, eu disse TODO o primeiro tempo. Jogando em casa e contra um adversário covarde, o Inter partiu para cima. Taison e o argentino D’Alessandro comandavam as investidas no ataque, apoiados por Nei e Kléber nas laterais. Mas apesar da maior posse de bola, o time gaucho não chegava com perigo ao gol de Rogério Ceni. A primeira conclusão à meta tricolor foi aos 18 minutos, com D’Alessandro. Em uma bela troca de passes invertida da direita para a esquerda, Kléber recebeu e cruzou na área. O atacante Taison tocou de cabeça, mas o goleiro são-paulino voou e defendeu com segurança. Já o São Paulo nem dava sinais de que queria jogar futebol e praticava o antijogo em sua mais perfeita concepção. Fernandão e Dagoberto ficavam isolados na frente e todos os outros jogadores simplesmente davam bico para qualquer lado. Um horror!

Na segunda etapa o cenário se manteve, mas desta vez o Inter conseguiu concluir a gol com mais perigo. Logo no início, Andrezinho arriscou de fora da área, mas Rogério defendeu. Logo depois, Kléber avançou na área, mas o goleiro são-paulino saiu bem e evitou a conclusão. O gol Colorado era questão de tempo. Aos 20 minutos, o técnico Celso Roth trocou Andrezinho pelo jovem Giuliano. E o talismã, que já tinha salvado o clube no duelo contra o Estudiantes nas quartas de final, trouxe mais uma vez a sorte para o time. Três minutos depois de entrar, D’Alessandro passou para Alecsandro na entrada da área. O atacante sofreu falta, mas o árbitro Hector Baldassi corretamente deu vantagem. Na sequência, Giuliano girou e bateu no canto direito de Rogério Ceni, que nem se mexeu.

O gol premiou a equipe que relmante jogou futebol e buscou o ataque com mais eficiência. E o Colorado não parou por ai. Taison, Kléber e Alecsandro tiveram boas oportunidades, mas não conseguiram ampliar o placar. Vendo seu time acuado, o treinador Ricardo Gomes tirou o inócuo Dagoberto e promoveu a reestreia de Ricardo Oliveira. Também colocou Cléber Santana no lugar de Richarlyson, a fim de reconquistar o meio campo. As mudanças, alinhados a um recuo do adversário, surtiram um pouco de efeito. O São Paulo conseguiu, enfim, após quase 70 minutos de partida, arriscar um chute a gol. Hernanes e Ricardo Oliveira tentaram, mas sem levar perigo à meta de Renan.

Vitória mais do que merecida do Internacional que, mesmo sem criar tantas chances claras, conseguiu dominar a partida. Ao São Paulo, cabe escolher se vai voltar a jogar futebol ou mais uma vez vai fazer este papelão e apresentar uma proposta de jogo covarde diante de seu torcedor. A partida de volta será na próxima quinta-feira (05/08), no Morumbi, em São Paulo.

Anúncios

Read Full Post »

Por: Erik Rodrigues*

Argélia 0 X 1 Eslovênia

Mais um jogo truncado e fraco tecnicamente nesta primeira fase. Assim foi Eslovênia x Argélia, que se enfrentaram no estádio Peter Mokoba, em Polokwane. O fato curioso foi a presença do craque Zinedine Zidane nas tribunas de honra. O ex-jogador francês é descendente de argelinos e foi apoiar o time, mas não levou muita sorte.

No primeiro tempo, a partida ficou basicamente centralizada no meio de campo. Prova disso é que cada time tinha apenas um atleta no ataque. A Argélia pressionou por meio da bola parada em duas oportunidades, mas sem levar muito perigo. Já a Eslovênia deu trabalho ao goleiro Chaouchi apenas aos 42 minutos. O sono era grande…

No segundo tempo, a partida continuou devagar. Confesso que cheguei a cochilar por uns dez minutos, mas tenho certeza que nada de importante aconteceu neste período. O jogo permaneceu o mesmo do primeiro tempo, lento e truncado pelo meio. Sem talentos individuais, ninguém tentava um lance mais ousado. Até que o atacante argelino Ghezzal, que tinha entrado no intervalo, foi expulso por ter colocado o braço na bola (ele já tinha levado o cartão amarelo ao dar um carrinho, no início da segunda etapa).

A Eslovênia se animou e partiu pra cima. Após pressão, o capitão Koren chutou de fora da área, sem muita força. Aí o bravo goleiro argelino Chaouchi tentou encaixar, mas a bola passou ao lado de seu corpo e foi para o fundo do gol. Não fosse esta falha, teríamos mais um 0x0 na Copa.

Surpreendentemente, a Eslovênia lidera o grupo C, já que Inglaterra e Estados Unidos empataram ontem. Na próxima rodada, dia 18, os eslovenos encaram os norte-americanos em Joanesburgo. E a Argélia joga contra a Inglaterra na Cidade do Cabo.

Gana 1 X 0 Sérvia

Finalmente um jogo mais animado neste domingo. Gana e Sérvia se enfrentaram no estádio Loftus Versfeld, em Pretória, para um público de 38.833 pagantes, a maioria deles torcedores da equipe africana. Ambos os times sabiam da importância da vitória, uma vez que estão no grupo da Alemanha e precisam somar o máximo de pontos possíveis até o confronto com os tricampeões mundiais.

No primeiro tempo, a Sérvia já ameaçava. Aos 12 segundos, Pantelic viu o goleiro Kingson adiantado e arriscou de longe, mas a bola foi pra fora. Gana respondeu em seguida, em chute de Annan, que foi pela linha de fundo. Após as investidas iniciais, a seleção africana dominou o meio campo e trocava bons passes, chegando mais perto do gol adversário. Asamoah levantou a bola na área e Mensah mandou para fora. Em outra jogada aérea, Gyan quase abriu o placar.

Percebendo que estava correndo sério risco, a Sérvia reagiu. O time europeu foi ao ataque e conseguiu três conclusões perigosas, mostrando que também poderia marcar. Stankovic, principal jogador sérvio, estava apagado e só arriscou um chute aos 38 minutos.

Na segunda etapa, Gana manteve as bolas levantadas na área. Ayew (filho do maior ídolo de Gana, Abedi Pelé) tinha mais liberdade e chegava com perigo. Parecia que o gol era questão de tempo, mas os erros de finalização se repetiam e deixavam a torcida apreensiva. O time da Sérvia se defendia, com destaque para o zagueiro Vidic, do Manchester United, que estava bem no jogo. Até que, aos 29 minutos, o zagueiro Lukovic recebeu o segundo cartão amarelo e foi justamente expulso pelo árbitro argentino Hector Baldassi. Com este cenário, o técnico Radomir Antic tirou o meia Jovanovic para colocar o defensor Subotic e recompor a defesa.

Mesmo com um a menos, a Sérvia criou boas oportunidades. Em uma delas, Krasic recebeu na área e bateu forte, obrigando o goleiro Kingson a se esforçar para evitar o gol. Ivanovic, lateral direito que joga no Chelsea, avançou pela direita e quase marcou. Como quem não faz toma, aos 37 minutos, após cruzamento na área, o sérvio Kuzmanovic tocou a bola com a mão e o juiz marcou pênalti. Gyan bateu firme e fez o gol da vitória.

O gol abateu o time da Sérvia que, com um a menos, não reagiu. A torcida de Gana comemorou muito a primeira vitória de uma equipe africana na primeira Copa do Mundo realizada no continente. Para comemorar o feito, os jogadores deram uma volta no gramado com a bandeira do país. Uma cena muito legal que mostra toda a empolgação dos africanos com o Mundial.

Alemanha 4 X 0 Austrália

A Alemanha estreou na Copa 2010 mostrando porque deve ser respeitada. Mesmo tendo perdido cinco jogadores no período de preparação, o time do técnico Joachim Löw teve e melhor estreia entre os favoritos ao título. No início da partida, a Austrália até teve uma boa chance, após cobrança de escanteio. Porém, aos oito minutos, Müller foi à linha de fundo e cruzou para trás. Podolski bateu de primeira e abriu o placar para os germânicos.

Ao contrario dos outros times, a Alemanha não se acomodou. Percebendo a fragilidade do adversário, os tricampeões mundiais continuaram atacando. Com o habilidoso Ozil pelo meio e o capitão Lahm pela direita, o segundo gol era questão de tempo. E ele veio aos 26 minutos, após cruzamento de Lahm, Klose completou de cabeça para a rede, marcando seu 11º gol em mundiais.

O meio campo alemão tomava conta do jogo e os australianos não reagiam. As boas trocas de passes entre Schweinsteiger, Ozil e Müller envolviam a defesa adversária. E 2 x 0 no primeiro tempo acabou sendo pouco.

Na segunda etapa, a Austrália melhorou a marcação e conseguiu conter o ânimo alemão. Mas aos 11 minutos, o principal jogador do time, Tim Cahill, deu um carrinho por trás em Schweinsteiger e foi expulso. O que já era difícil ficou praticamente impossível. Com um homem a mais, a Alemanha voltou a dominar e marcou o terceiro gol com Müller, após ótima troca de passes.

Com a partida ganha, o técnico Joachim Löw trocou alguns jogadores. E o brasileiro Cacau entrou no lugar de Klose, para marcar em seguida após bom passe de Ozil. Com o resultado, a Alemanha assumiu a liderança do grupo D pelo saldo de gols. Porém, o mais importante foi o futebol exibido no jogo de estreia. Ao contrario dos outros favoritos como Inglaterra e Argentina, os alemães mostraram que têm um bom conjunto e podem sim brigar pelo tetracampeonato.

Aqui vale uma informação interessante: durante a transmissão da partida pelo canal SporTV, o comentarista Maurício Noriega noticiou que, em conversa com jornalistas alemães, a maioria deles disseram que o elenco gostou do corte do meio campo Michael Ballack. Segundo a imprensa alemã, ele tinha problemas com o elenco e sua saída foi benéfica para o time, que se fechou para provar que pode fazer uma boa campanha na África do Sul.

Na próxima sexta-feira, a Alemanha enfrenta a Sérvia em Porto Elizabeth, enquanto a Austrália encara Gana em Rustemburgo, no sábado.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

Read Full Post »