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Posts Tagged ‘Giovanni dos Santos’

Alemanha 4 X 1 Inglaterra

Alemanha e Inglaterra se enfrentaram na cidade de Bloemfontein, no primeiro duelo de grandes da Copa do Mundo, valendo uma vaga para as quartas de final. O time do técnico Joachim Löw classificou-se em primeiro no grupo D. Já os comandados de Fabio Capello ficaram em segundo no grupo C, atrás dos Estados Unidos.

O jogo começou cadenciado, com as duas equipes tocando a bola e se estudando. O meio campo alemão trocava passes rápidos entre Schweinsteiger, Özil e Müller. Os ingleses se movimentavam bastante com Lampard, Gerrard e Rooney, que voltava para buscar o jogo. Mas nenhum dos times tinha ainda levado perigo ao gol adversário.

A situação mudou aos 20 minutos, quando o goleiro Neuer deu um chutão pra frente. A bola passou por todo o time inglês e chegou até Klose, que protegeu bem e se esticou todo para mandar, com a ponta do pé direito, para o fundo do gol de James. O gol deu confiança aos alemães, que partiram para o ataque. O segundo tento foi questão de tempo. Em uma ótima troca de passes pelo meio, Müller passou para Klose e avançou. O atacante devolveu perfeitamente e Müller cruzou para Podolski na esquerda. Ele ajeitou e bateu rasteiro, sem chances para o goleiro James. A impressão era que a Alemanha iria atropelar os ingleses.

No entanto, os súditos da rainha enfim reagiram. Lampard e Gerrard começaram a participar mais da partida e criavam mais opções de ataque. E aos 37, em cobrança de falta de Gerrard, o goleiro Neuer saiu mal e o zagueiro Upson tocou de cabeça para o gol vazio.

O gol fez bem aos ingleses, que passaram a pressionar. Gerrard avançava pela esquerda e Lampard trocava passes com Johnson pela direita. A Alemanha recuou e esperava o intervalo. Aí veio o lance mais emblemático do Mundial até aqui. Defoe dividiu uma bola na entrada da área e ela sobrou para Lampard que, com categoria, bateu por cima de Neuer e encobriu o goleiro. A bola acertou o travessão e caiu dentro do gol, para sair em seguida. O árbitro uruguaio Jorge Larrionda e o assistente Mauricio Espinosa não marcaram.

Este lance merece destaque devido ao que aconteceu 44 anos atrás, na final da Copa de 1966 entre os dois países. A partida estava empatada em 2×2 quando, na prorrogação, o inglês Hurst bateu pro gol, a bola tocou no travessão e depois em cima da linha. Mas naquela ocasião, a arbitragem deu o gol para os ingleses.

No segundo tempo, a Inglaterra partiu para o ataque. E a Alemanha apostou no contra-ataque, uma de suas principais armas neste Mundial. Logo aos seis minutos, Lampard acertou o travessão, em cobrança de falta. Os ingleses vinham com tudo e o gol parecia questão de tempo.

Mas o futebol tem seus caprichos e eles apareceram mais uma vez. Após cobrança de falta de Lampard parar na barreira, Müller lançou para Podolski e seguiu para o ataque. Podolski avançou pela esquerda e devolveu para Müller, que bateu forte para ampliar o placar. Apesar disso, os ingleses continuaram em busca do segundo gol. Mas outro contra-ataque alemão, aos 25, cravou de vez a faca no coração do ‘English Team’. Klose, ajudando a defesa, recuperou a bola e fez ótimo lançamento para Özil, que ganhou de Johnson na corrida e rolou para o meio. Müller, sempre ele, apareceu livre e definiu a vaga para a Alemanha.

Aí sim a Inglaterra sentiu o golpe. Os jogadores esperavam apenas o fim da partida, pois não havia mais o que fazer. Fim de jogo e classificação alemã garantida para a próxima fase. O time de Joachim Löw fez uma partida sensacional e passou por um rival difícil.

Já a Inglaterra decepcionou. Seus principais jogadores (Lampard, Gerrard e Rooney) não corresponderam à expectativa em torno de seu futebol. A Alemanha avança com um futebol bonito e eficiente e se credencia como um dos favoritos ao título. O gol inglês não marcado favoreceu os alemães, pois o empate naquele momento deixaria o jogo totalmente aberto. Mas a qualidade técnica superior da Alemanha ficou evidente e não pode ser ignorada, pois o melhor time venceu.

Argentina 3 X 1 México

Argentina e México se enfrentaram no estádio Soccer City, para definir quem encararia a Alemanha. Os argentinos venceram o grupo B com facilidade. Já os mexicanos conquistaram a vaga com o segundo lugar no grupo A.

A partida começou melhor para o time do técnico Javier Aguirre, que apostava na velocidade de Giovanni dos Santos, Bautista e Hernandez. Aos sete minutos, Salcido soltou uma bomba de longe, mas acertou a trave. Na sequência, Guardado fez boa jogada e chutou com efeito, mas a bola caprichosamente raspou a trave e foi pra fora.

As investidas mexicanas despertaram o craque argentino Lionel Messi, que apostava em sua velocidade para tentar o gol. Ele tentou encobrir o goleiro Pérez, sem sucesso. O México tinha o controle da partida e conseguia impedir os avanços de Messi e Tevez. Mas aí o apito amigo apareceu para alegrar os argentinos.

Messi lançou Tevez, que dividiu com o goleiro Pérez, e bola foi afastada. No rebote, o jogador do Barcelona bateu por cima e Tevez, impedido, tocou de cabeça e abriu o placar. O telão do estádio mostrou o lance e deixou clara a posição irregular do ex-corintiano. Os mexicanos partiram pra cima do árbitro, mas ele validou o gol.

E o domingo era mesmo dia de presente para a Argentina. Desta vez foi o zagueiro Osório que errou na entrada da área. A bola sobrou limpa para Higuaín driblar Pérez e marcar o segundo. O atacante é agora o artilheiro isolado da Copa do Mundo, com quatro gols.

A vantagem deu tranquilidade aos comandados de Maradona e deixou os mexicanos abatidos. A Argentina percebeu que poderia definir o confronto ainda no primeiro tempo e atacou ainda mais. Di Maria, aos 36, bateu cruzado e Pérez fez ótima defesa. Aos 40, Higuaín subiu livre e por pouco não marcou o terceiro.

Na volta do intervalo, Javier Aguirre tirou Bautista e colocou o atacante Pablo Barrera, na tentativa de diminuir o prejuízo. Mas a tática foi por água a baixo logo aos sete minutos, quando Tevez tentou o passe e Maza dividiu com ele. O argentino ficou com a sobra e soltou uma pancada da entrada da área. Golaço para definir a classificação da ‘Albiceleste’.

Com a vaga praticamente garantida, o México tentou ao menos fazer o gol de honra. Aos 24, Barrera chutou, mas Heinze tirou em cima da linha. Logo em seguida, o bom Hernandez recebeu na entrada da área, fez o giro e saiu na cara de Romero. O mexicano encheu o pé e diminuiu o placar.

Apesar do gol sofrido, a Argentina não se abalou. Messi, em partida apenas regular, tentava marcar o seu. E no final do jogo quase conseguiu. Ele recebeu pela direita e fez sua jogada mais típica: driblou em diagonal para a entrada da área e chutou forte, mas Pérez salvou.

Vitória boa do time de Maradona, que mostra deficiências na defesa, mas tem um ótimo ataque. Messi, Tevez e Higuaín podem dar ainda muito trabalho neste Mundial. Resta saber se a defesa argentina vai conseguir parar Klose, Podolski, Özil e Müller.

O México de despede com uma boa participação, como sempre, e mantém a média de chegar ao menos nas oitavas de final, algo que faz continuamente desde 1994. Assim como em 2006, Argentina e Alemanha jogam nas quartas de final da Copa do Mundo. Este grande duelo será no próximo sábado (3/7), na Cidade do Cabo, às 11h. Imperdível!

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Argentina 4 X 1 Coreia do Sul

A vitória sobre a Nigéria na primeira rodada da Copa do Mundo deixou os argentinos com ‘sabor de quero mais’. O resultado por um gol de diferença contra uma seleção amplamente inferior fez Diego Maradona e seus comandados acreditarem que podiam mais. E, de fato, eles podem muito mais. Isso ficou provado no jogo de hoje, quando não precisaram se esforçar muito para golear a Coreia do Sul por 4 a 1 e praticamente selar uma vaga nas oitavas de final.

A Argentina não pôde contar com o meia Juan Verón, que está lesionado e foi poupado pela comissão técnica. Dessa forma, a única diferença em relação à estreia foi a escalação de Maxi Rodriguez no meio campo. Os sul-coreanos, que vinham de boa vitória ante a Grécia, logo perceberam que não poderiam fazer frente aos sul-americanos e ainda fizeram questão de ajudá-los. Aos 16 minutos, Messi cobrou falta na área e a bola tocou caprichosamente na canela do atacante Chu-young, traindo o goleiro Sung-ryong e abrindo o placar para a ‘Albiceleste’.

As duas equipes tiveram chance de marcar após a abertura do placar. Maxi Rodriguez isolou a bola e desperdiçou sua oportunidade, aos 17. Na sequência do lance, quem perdeu foi a Coreia do Sul. Sung-yueng viu o goleiro Romero adiantado e fuzilou, mas a bola passou por cima da baliza. Dez minutos depois, Tevez cobrou falta com perigo também. Aos 32 minutos, Messi rolou para Maxi Rodriguez que cruzou para a área, a bola desviou no zagueiro Burdisso e sobrou livre para Higuaín fazer de cabeça o segundo, contando com ajuda do goleiro.

Seis minutos mais tarde, Higuaín fez ótima jogada pela direita, arrancou e chutou cruzado, o arqueiro sul-coreano espalmou a bola para o meio da área e, no rebote, Di Maria encheu o pé e viu Sung-ryong operar outro milagre, evitando o terceiro tento. Aos 43, outra chance perdida. Messi, o melhor jogador do mundo, fez uma jogada de cinema, passou por quatro adversários e deu um leve toque, mas a bola passou rente a trave. Ainda deu tempo de a Coreia descontar. O goleiro deu um chutão despretensioso para frente, a zaga argentina bateu cabeça e Demichelis entregou a bola de bandeja no pé de Lee Chung-yong, que avançou e tocou na saída do arqueiro da Argentina.

Mesmo sem apresentar um futebol perfeito, os argentinos foram muito melhores que os adversários. Se tivessem calibrado a pontaria, poderiam ter feito mais gols na primeira etapa. O segundo tempo começou quente e logo aos seis minutos, duas chances foram perdidas pela ‘Albiceleste’. Primeiro Higuain finalizou em cima do goleiro sul-coreano, que fez ótima defesa novamente. Alguns segundos depois, Tevez arriscou da entrada da área e viu Sung-ryong defender outra.

Não fosse o arqueiro da Coreia do Sul, a equipe de Maradona teria feito pelo menos uns cinco gols até os 30 minutos do segundo tempo. Mas quem tem Messi, tem tudo. O craque do Barcelona deu uma arrancada típica dele, chutou e o goleiro defendeu, no rebote o camisa 10 tentou de novo e a bola bateu na trave, sobrando livre para Higuaín marcar o terceiro tento argentino na partida. Quatro minutos depois, Messi aprontou outra das suas. Cercado por quatro adversários, o meia achou uma brecha e encontrou Sérgio Agüero livre na esquerda. O genro de Maradona tocou de primeira para o meio da área e Higuaín só teve o trabalho de testar a bola para o fundo do gol e dar números finais ao jogo.

A vitória mostrou uma equipe entrosada e que chegará longe no Mundial. E Maradona mais uma vez provou ter estrela: peitou a opinião de muitos e bancou a escalação de Higuaín como titular, ao invés do badalado Milito, que segue na reserva. E não deu outra. Higuaín marcou três gols no jogo, fez algo que nem o técnico conseguiu com a camisa argentina – fazer um hat-trick na mesma partida – e ainda se isolou na artilharia da Copa do Mundo.

Grécia 2 X 1 Nigéria

O duelo dos ‘desesperados’ do grupo B foi emocionante. A Nigéria mostrou força no início, viu um de seus jogadores ser expulso em um lance ridículo e, a partir daí, tudo foi por água abaixo. A Grécia, que jamais tinha vencido um jogo em Copas do Mundo e nem marcado um gol sequer, se aproveitou da superioridade numérica e, de virada, venceu o jogo por 2 a 1.

A Seleção Grega foi duramente criticada após a estreia, quando foi derrotada pela Coreia do Sul e apresentou um futebol fraco e nada empolgante. Pelo visto, as críticas deram força para os jogadores e hoje, se não fizeram uma partida primorosa, jogaram com raça e transformaram o dia 17 de junho em uma data histórica para o futebol do país.

Entretanto, quem abriu o placar foi a Nigéria. Aos 16 minutos, o volante Uche cobrou falta para o meio da área, todo mundo ficou olhando, inclusive o goleiro, e a bola entrou direto para o gol. Tudo corria bem para os africanos. O domínio da partida e as melhores chances eram criadas pelos comandados do sueco Lars Lagerback. Até que, aos 33 minutos, o meia Kaita conseguiu a proeza de ser expulso fora de campo. Era lateral para os gregos e o lateral esquerdo Torosidis se preparava para cobrar, quando o nigeriano o chutou. Como o juiz estava próximo do lance, não hesitou e expulsou o jogador da Nigéria. Uma tolice sem tamanho, que pode custar a eliminação dos africanos do Mundial.

Daí para frente, a Grécia pôs ordem na casa e mandou no jogo. Aos 43, Salpingidis recebeu passe açucarado de Katsouranis e, de fora da área, encheu o pé. A bola desviou em Haruna e matou o goleiro Enyeama. Com o jogo empatado, o segundo tempo tinha tudo para ter uma Nigéria totalmente fechada e uma Grécia pressionando em busca da vitória. E não deu outra.

Sendo pressionado, os nigerianos acharam uma brecha e por muito pouco não fizeram o segundo gol. O goleiro Enyeama repôs a bola para o ataque, Yakubu não conseguiu passar pelo goleiro e a bola sobrou para Obasi, que, sem goleiro, conseguiu errar. Depois disso, tome pressão da equipe europeia novamente. Assim como fizera contra a Argentina, Enyeama se destacava com defesas incríveis, principalmente, uma feita aos 23 minutos, numa cabeçada de Samaras. Mas a vida do goleiro é tão ingrata que, num instante, todo o cenário foi alterado. Três minutos mais tarde, Tziolis chutou forte, Enyeama bateu roupa e a bola sobrou no pé de Torosidis, que só teve o trabalho de empurrar para o gol e virar o jogo para a Grécia.

O jogo foi bem movimentado e os gregos mereceram a vitória. Já a Nigéria, que foi muito prejudicada por um ato impensado de seu atleta, fez o que pode e ainda tem chances de avançar de fase. A situação do grupo é a seguinte: a Argentina tem seis pontos, Coreia do Sul e Grécia somam três (os asiáticos levam vantagem por terem marcado um gol a mais) e a Nigéria aparece na lanterna, sem pontuação. A última e decisiva rodada do grupo B será disputada no dia 22 (terça-feira). A Nigéria pega a Coreia do Sul em Durban, às 15h30 e a Grécia encara a Argentina em Polokwane, no mesmo horário.

França 0 X 2 México

O jogo disputado em Polokwane foi importante para evidenciar muitas coisas. A fácil vitória do México por 2 a 0 contra a França, mostrou que os mexicanos têm uma equipe bastante qualificada e que, mesmo ainda jovem, podem ter um futuro promissor, além de provar mais uma vez que a Seleção Francesa não é nada sem Zinedine Zidane.

A primeira etapa do confronto foi fraca tecnicamente e ninguém se destacou. Giovanni dos Santos era o melhor mexicano em campo, mas seus companheiros pareciam não entender suas jogadas, da mesma forma que ocorreu no jogo contra a África do Sul, na semana passada. A equipe do excêntrico técnico Raymond Domenech estava completamente perdida em campo. O treinador deixou Gourcuff e Henry (de novo) no banco de reservas e manteve jogadores inoperantes como Anelka e Govou entre os titulares.

Se o primeiro tempo não foi bom, a segunda etapa foi totalmente diferente. O técnico Javier Aguirre, sabendo que precisava da vitória para continuar sonhando, tirou o volante Efraín Juárez e colocou o atacante Javier Hernández. Não demorou muito para a substituição dar resultado. Veloz e habilidoso, Hernández recebeu a bola em posição duvidosa, driblou o goleiro Lloris e mandou para o fundo do gol, enlouquecendo a grande torcida mexicana no estádio Peter Mokaba. O gol fez justiça a quem queria jogo. Os franceses, dispersos e desunidos, pareciam não ver a hora de o jogo acabar.

Aos 33 minutos, o México deu o golpe de misericórdia. Pablo Barrera, que havia entrado há pouco no lugar do machucado Carlos Vela, avançou pela direita, fez grande jogada e foi derrubado por Abidal dentro da área. O juiz marcou pênalti e, na cobrança, o veterano atacante Blanco fez o segundo gol, fechando o caixão dos ‘Bleus’.

A vitória dos mexicanos foi justa e o técnico Javier Aguirre teve grande parcela nisto, já que foi audaz e fez o time jogar para frente em busca dos gols. Méritos para ele, já que agora o México chegou aos quatro pontos no grupo A, empatou com o Uruguai (só perde para os uruguaios no saldo) e tem tudo para conquistar uma vaga nas oitavas de final. Mexicanos e uruguaios farão o confronto latino na última rodada da chave e, se não quiserem correr riscos, têm tudo para fazer o chamado ‘jogo de compadres’, já que o empate classifica os dois. O jogo será disputado no dia 22 (terça-feira), em Rustemburgo, às 11h. No mesmo dia e no mesmo horário, França e África do Sul jogam suas últimas fichas em duelo que será jogado em Bloemfontein.

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África do Sul 1 X 1 México

A Copa do Mundo de 2010, enfim, começou. Nesta sexta-feira tivemos os dois primeiros jogos, ambos válidos pelo grupo A do torneio e ninguém conseguiu vencer. Pela manhã, a África do Sul inaugurou o bonito estádio Soccer City, em Joanesburgo, e apenas empatou em 1 a 1 com o México, frustrando a barulhenta torcida. Mais tarde foi a vez de dois campeões mundiais se enfrentarem e também empaterem a partida, dessa vez, sem gols.

O jogo entre sul-africanos e mexicanos foi bastante movimentado. Se não houve um primor de técnica, pelo menos a vontade e a velocidade prevaleceu. O primeiro tempo foi totalmente comandando pelo México. Javier Aguirre apostou em um ataque leve e com jogadores jovens. Giovanni dos Santos foi bastante perigoso e levou a equipe para o ataque. Podia ter arriscado mais chutes para o gol, já que o jovem atleta, filho de um brasileiro, mostrava bastante habilidade, mas pecava na hora da finalização. Carlos Vela, outro jovem do elenco, pouco fez, tanto que foi substituído na segunda etapa. Mesmo com muita posse de bola e superioridade, os mexicanos não conseguiram abrir o placar.

Os Bafana Bafana parecem nervosos em campo na primeira metade. Porém, Carlos Alberto Parreira os tranquilizou no intervalo e a postura mudou nos 45 minutos finais. Trabalhando melhor a bola e com mais tranquilidade, os sul-africanos equilibraram o jogo e conseguiram abrir o placar. Depois de jogada envolvente que começou ainda no meio de campo, Tshabalala arrancou em velocidade e chutou no ângulo do goleiro, marcando um belo gol aos 9 minutos.

Em desvantagem no placar, os mexicanos se sentiram obrigados a retomar o foco da partida. Giovanni dos Santos, sempre ele, era o único que levava perigo e obrigou o goleiro Khune a fazer grande defesa. Aos 33 minutos, a África do Sul levou o empate. Guardado levantou a bola na área, a defesa sul-africana errou feio no posicionamento e deixou o zagueiro Rafa Márquez livre para dominar e estufar a rede. Nos minutos finais, os Bafana Bafana por pouco não conseguiram a vitória, mas a bola explodiu na trave.

O resultado foi justo, visto que os mexicanos dominaram um tempo, enquanto a África do Sul foi melhor na segunda etapa.

Uruguai 0 X 0 França

Em um jogo muito fraco tecnicamente, uruguaios e franceses não conseguiram sair do zero e imitaram o placar do último confronto entre eles em Copas do Mundo, no mundial de 2002.

O jogo se arrastou no primeiro tempo. Enquanto o Uruguai optava por apenas se defender, a ofensividade da França não era contundente. Os franceses erravam muitos passes e o jogo ficou muito embolado no meio de campo. A Celeste, por sua vez, não tem um meio de campo qualificado. A defesa dava chutão para frente, Diego Forlán, o melhor jogador uruguaio, dominava e tentava criar os lances sozinho, sem ninguém encostar por perto. Dessa forma, isolado, Forlán foi presa fácil para a zaga da França.

A partida teve a mesma tônica no segundo tempo. Forlán perdeu um gol incrível aos 27 minutos e depois só deu França. O uruguaio Nicolas Lodeiro conseguiu a proeza de sair do banco de reservas, ficar apenas 18 minutos em campo e ser expulso. Com um a menos, o Uruguai passou a ser pressionado quando Henry entrou em campo. Mas nada de produtivo foi visto e a partida terminou 0 a 0.

Vale destacar um lance que chamou muita atenção: o atacante Henry, aquele mesmo que dominou a bola com a mão no gol que classificou a França para a Copa do Mundo, teve a cara de pau de reclamar muito com a arbitragem num lance em que a bola tocou no braço de um zagueiro uruguaio, de forma involuntária. Que hipocrisia, não? É brincadeira!

Com os empates na primeira rodada do grupo A, todos somam um ponto na classificação, com vantagem para os sul-africanos e mexicanos que marcaram gols em seu confronto. A segunda rodada acontece na semana que vem. África do Sul e Uruguai se enfrentam dia 16/06 (quarta-feira), enquanto França e México duelam no dia 17/06 (quinta-feira).

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PAÍS: África do Sul
NOME DA CONFEDERAÇÃO: South African Football Association
ANO DE FUNDAÇÃO: 1991
APELIDO: Bafana Bafana
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO:
2 (1998 e 2002)
RESULTADOS: Nos dois mundiais disputados, os sul-africanos foram eliminados na fase grupos.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Por ser o país-sede, a África do Sul se classificou automaticamente, sem disputar as eliminatórias africanas.
DESTAQUE DO TIME: Steven Pienaar (meio-campo do Everton, da Inglaterra)
TREINADOR ATUAL: Carlos Alberto Parreira (Brasil)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– Mesmo com toda a empolgação da torcida, a África do Sul caiu em uma chave difícil. Somando isso com a inexperiência da equipe, as chances de avançar às oitavas-de-final são mínimas.

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PAÍS: França
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Fédération Française de Football
ANO DE FUNDAÇÃO: 1919
APELIDO: Les Bleus
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 12 (1930, 1934, 1938, 1954, 1958, 1966, 1978, 1982, 1986, 1998, 2002 e 2006)
RESULTADOS: Campeã em 1998, vice-campeã em 2006, quarta colocada em 1982 e terceira colocada em 1986.
COMO SE CLASSIFICOU PARA  2010: Só conseguiu a vaga na repescagem da Europa, após vencer a Irlanda.
DESTAQUE DO TIME: Franck Ribéry (meio-campo do Bayern de Munique, da Alemanha)
TREINADOR ATUAL: Raymond Domenech (França)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– Com um elenco altamente qualificado, a França ainda vive uma sindrome da dependência de seu maior jogador na história, Zinedine Zidane. Após a aposentadoria do craque, a equipe ainda não conseguiu  encontrar um jogador que comande o time dentro de campo e que faça a diferença. Pode ser uma boa chance de Franck Ribéry mostrar seu valor. As chances de chegar às semifinais são grandes.

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PAÍS: México
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Federación Mexicana de Fútbol Asociación
ANO DE FUNDAÇÃO: 1927
APELIDO: El Tricolor
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 13 (1930, 1950, 1954, 1958, 1962, 1966, 1970, 1978, 1986, 1994, 1998, 2002 e 2006)
RESULTADOS: Atingiu a sua melhor posição em duas oportunidades (1970 e 1986), quando jogando em casa, chegou às quartas-de-finais. Em outras quatro oportunidades (1994, 1998, 2002 e 2006) avançou até às oitavas-de-final.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Não fez boa campanha nas eliminatórias da CONCACAF, mas conseguiu a classificação pois teve saldo de gols maior que a Jamaica.
DESTAQUE DO TIME: Cuauhtémoc Blanco (atacante do Veracruz, do México)
TREINADOR ATUAL: Javier Aguirre (México)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– Depois de quatro Copas consecutivas, a Seleção Mexicana passou por uma reformulação e alguns jovens talentos surgiram, como por exemplo o meia Giovanni dos Santos, que atualmente defende o Galatasaray, da Turquia. Com a base formada por jovens e complementada pela experiência dos veteranos Rafael Márquez e Blanco, o México brigará com o Uruguai por uma vaga no Grupo A. Se avançar, pode até aspirar uma vaga nas quartas-de-final.

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PAÍS: Uruguai
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Asociación Uruguaya de Fútbol
ANO DE FUNDAÇÃO: 1923
APELIDO: La Celeste Olímpica
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 10 (1930, 1950, 1954, 1962, 1966, 1970, 1974, 1986, 1990 e 2002)
RESULTADOS: Bicampeã mundial (1930 e 1950), a Seleção Uruguaia conquistou o quarto lugar em duas oportunidades (1954 e 1970), chegou às quartas-de-final em 1966 e duas vezes às oitavas (1986 e 1990).
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Só conquistou a vaga no mundial na repescagem, quando venceu o confronto com a Costa Rica.
DESTAQUE DO TIME: Diego Forlán (atacante do Atlético de Madrid, da Espanha)
TREINADOR ATUAL: Oscar Tabárez (Uruguai)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– A Celeste não consegue emplacar uma campanha razoável desde a Copa de 90. De lá para cá muita coisa mudou e hoje o elenco está mais qualificado, mas nada que possa fazer frente para grandes potências do futebol. O capitão e zagueiro Diego Lugano é um dos pilares da equipe, além de demonstrar a famosa raça uruguaia, algo que pode servir como diferencial no mundial. Tem chances de se classificar no Grupo A (lutará com o México) e dependendo do adversário das oitavas-de-final (caso chegue lá), pode até sonhar com as quartas-de-final.

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