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Posts Tagged ‘Diego Maradona’

Antigamente, a profissão de técnico de futebol não era nada valorizada. Enquanto uma pequena parte dos jogadores ganhava bons salários, os treinadores eram personagens secundários em suas equipes ou seleções. Dos anos 90 para cá, muita coisa mudou. Além dos já conhecidos salários exorbitantes recebidos pelos jogadores, os técnicos também passaram a ser mais valorizados. O salário aumentou, a procura pelo cargo também, além da responsabilidade, obviamente.

Enquanto uns gostam de ser tratados como ‘manager’, casos esses de Vanderlei Luxemburgo e José Mourinho, outros preferem a alcunha de operários, como o atual treinador do Fluminense, Muricy Ramalho. Independente da qualidade de cada um, os treinadores sofrem. Quando ganham um título no comando de determinada equipe, são ofuscados pelos jogadores decisivos. Se perderem um jogo ou uma competição, logo têm sua qualidade colocada à prova, são chamados de ‘burro’ e, muitas vezes, perdem seus empregos por fracassos de seus comandados no gramado.

Na Copa do Mundo, a história é a mesma. Eles são contestados antes mesmo de o torneio começar. Primeiro por não levar esse ou aquele jogador. Depois, se não conseguirem os resultados esperados pelos dirigentes, patrocinadores e, principalmente, pela torcida, também são crucificados. A pressão sobre o pobre homem que fica se esgoelando na lateral do campo é absurda. Não basta ser um bom entendedor de futebol para ser técnico, é preciso suportar pressão de todos os lados. Jogadores que não toleram a reserva, outros que não conseguem desenvolver o mesmo papel sempre, além é claro da cornetagem da imprensa e da torcida.

Um número que evidencia bem essa afirmação vem da própria Copa do Mundo. Enquanto Uruguai, Holanda, Alemanha e Espanha ainda correm atrás do título, das outras 28 seleções que já foram eliminadas do torneio: 13 técnicos já foram demitidos, oito têm situação indefinida e, apenas sete devem continuar no cargo (veja abaixo a lista com a situação de cada treinador/seleção). Assim sendo, realmente é possível afirmar que ser técnico de futebol não é uma tarefa das fáceis, mesmo ganhando fortunas em alguns casos.

E você leitor, o que pensa sobre o assunto? Aliás, vale a pena ganhar tanto dinheiro e não ser reconhecido quase nunca? Opine!

TREINADORES DEMITIDOS
– Carlos Alberto Parreira (África do Sul)
– Javier Aguirre (México)
– Raymond Domenech (França)
– Huh Jung-Moo (Coreia do Sul)
– Otto Rehhagel (Grécia)
– Rabah Saadane (Argélia)
– Pim Verbeek (Austrália)
– Takeshi Okada (Japão)
– Paul Le Guen (Camarões)
– Marcello Lippi (Itália)
– Gerardo Martino (Paraguai)
– Dunga (Brasil)
– Sven-Göran Eriksson (Costa do Marfim)

TREINADORES COM SITUAÇÃO INDEFINIDA
– Lars Lagerbäck (Nigéria)
– Diego Maradona (Argentina)
– Bob Bradley (Estados Unidos)
– Milovan Rajevac (Gana)
– Ricki Herbert (Nova Zelândia)
– VladimíRr Weiss (Eslováquia)
– Marcelo Bielsa (Chile)
– Reinaldo Rueda (Honduras)

TREINADORES QUE CONTINUARÃO NO CARGO
– Fabio Capello (Inglaterra)
– Matjaz Kek (Eslovênia)
– Radomir Antic (Sérvia)
– Morten Olsen (Dinamarca)
– Kim Jong Hun (Coreia do Norte)
– Carlos Queiroz (Portugal)
– Ottmar Hitzfeld (Suíça)

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O diário Olé, jornal tradicionalmente polêmico, estampou esta capa em sua edição impressa de hoje (sábado), um dia após a eliminação brasileira da Copa do Mundo. Como é habitual, o periódico deu mais importância para o fracasso do Brasil do que para a partida decisiva da Argentina contra a Alemanha.

A manchete em letras garrafais “Comprate un LCD (Compre uma televisão de LCD)“, faz alusão que agora os brasileiros só verão os jogos decisivos do Mundial pela televisão. Porém, com a vexatória surra que levaram da Alemanha hoje, qual será a capa do Olé na edição deste domingo?

Vale lembrar que, enquanto eles gozam o insucesso da Seleção Brasileira na África do Sul, a camisa mais tradicional do Planeta carrega cinco estrelas no peito, enquanto os “hermanos” têm apenas duas, sendo que uma delas deveria ter um asterisco no lugar da estrela. Assim sendo, nossos vizinhos precisarão de, no mínimo, 12 anos para alcançarem nossas conquistas, algo pouquíssimo provável.

Chora, Argentina!

Chora, Maradona!

Chora, Olé!

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Argentina 0 X 4 Alemanha

O duelo de duas potências do futebol mundial válido pelas quartas de final da Copa do Mundo tinha tudo para ser o grande jogo da competição. De um lado, uma Argentina empolgada e parecendo viver uma lua de mel com seu treinador Diego Maradona. Do outro, uma Alemanha renovada com um futebol rápido e envolvente. Porém, o que se viu no gramado do estádio Green Point, na Cidade do Cabo, foi uma avalanche alemã que atropelou os argentinos sem dó nem piedade e venceu facilmente por 4 a 0.

Antes mesmo do início da partida, Maradona deve ter se preocupado e rezado muito por seus defensores. Os resultados positivos contra seleções medianas até então, escondiam um problema crônico da atual Seleção Argentina: a defesa. O sistema defensivo formado por um goleiro fraco e zagueiros lentos, seria o prato cheio para a habilidade e velocidade dos jovens da Alemanha. E isso se comprovou logo aos dois minutos. Schweinsteiger cobrou falta pela esquerda, a zaga argentina ficou só olhando e Thomas Müller, de cabeça, antecipou o goleiro Sergio Romero para abrir o marcador. O começo fulminante dos europeus assustou os sul-americanos.

Prensados no campo de defesa, os argentinos não conseguiam criar jogadas ofensivas e esbarravam na forte marcação da Alemanha. Acusando o golpe, a Argentina quase levou o segundo gol aos 23 minutos. Müller fez boa jogada pela direita e rolou a bola para Klose, que finalizou para fora e desperdiçou grande oportunidade. Como não poderia deixar de ser, todas as tentativas dos argentinos passavam pelos pés de Messi, que recebia marcação de dois ou três adversários e, assim, não conseguia criar suas tradicionais jogadas.

Aos 33, num dos raros momentos interessantes, Higuaín recebeu a bola dentro da área, girou e bateu no canto, mas Neuer defendeu. No minuto seguinte, Messi cobrou falta e a bola bateu na barreira. No rebote, Heinze dominou e lançou para Tevez, que passou para Higuaín marcar o gol. Porém, o árbitro Ravshan Irmatov, do Uzbequistão, invalidou o tento acertadamente, já que Tevez e Higuaín estavam impedidos no lance.

O primeiro tempo terminou com a vantagem alemã. Assim, restavam 45 minutos para a Argentina melhorar seu futebol e tentar a virada. Entretanto, os planos dos sul-americanos foram ruíndo pouco a pouco. Com a postura diferente, os argentinos tiveram ao menos cinco chances de empatar o jogo até os 20 minutos, mas a falta de pontaria não assustou o goleiro alemão. Se aproveitando dos erros do rival, a Alemanha tratou de resolver o jogo. E o segundo gol saiu com imensa facilidade. Aos 22, Müller conseguiu tocar a bola mesmo caído para Podolski, que avançou sem marcação, esperou Klose se posicionar e só rolou para o artilheiro fazer o segundo dos germânicos.

Percebendo a fragilidade do adversário, os alemães sentiram que poderiam fazer mais gols. E fizeram mesmo. Aos 28 minutos, Schweinsteiger fez uma brilhante jogada pela esquerda, driblou três argentinos e, na saída do goleiro, só rolou para Friedrich mandar para o fundo do gol. O placar apontava 3 a 0 e cabia mais. Atônita, a Argentina sentiu o baque e passou a assistir o show da equipe de Joachim Löw. Aos 35, Podolski quase marcou o seu, em chute forte de fora da área bem defendido por Romero.

Mas aos 43 minutos, os argentinos não conseguiram escapar do quarto gol alemão. Em rápido contra-ataque, Podolski avançou com a bola, passou para Özil cruzar e encontrar Klose sozinho na área. O jogador, com a calma peculiar de um matador, tocou de primeira e fez o quarto. O gol fechou o caixão argentino neste Mundial, colocou o alemão na vice-artilharia do torneio, com quatro gols e, de quebra, atingiu à marca de 14 tentos na história das Copas do Mundo, se igualou ao seu compatriota Gerd Müller e ficou a apenas um gol de Ronaldo, o maior artilheiro de todas as competições.

A contundente vitória alemã provou que a renovação feita por Joachim Löw, de fato, foi positiva. Depois de um início avassalador na estreia da Copa, a Alemanha teve sua qualidade colocada à prova após perder para a Sérvia. Mas, de lá para cá, o que se viu foram grandes atuações dos germânicos. Thomas Müller e Özil são as grandes revelações do torneio, enquanto Podolski e Schweinsteiger são os maestros do time, além do já conhecido faro de gol do artilheiro Miroslav Klose. Assim, a equipe europeia aparece como a grande favorita para levar a taça neste ano e conquistar seu tetracampeonato.

Aos argentinos, só restam as lágrimas. O semblante de Maradona ao término da partida evidenciava o estrago que os alemães fizeram. O ex-jogador confiava demais na conquista de uma Copa do Mundo como treinador. Apostava em sua principal estrela, Lionel Messi, que nada fez no Mundial. A Argentina segue em sua sina de não conseguir um bom resultado sequer há 20 anos, desde a Copa da Itália, em 1990, quando foram derrotados pelos mesmos adversários de hoje na decisão.

Paraguai 0 X 1 Espanha

O jogo decisivo entre paraguaios e espanhóis no Ellis Park, em Joanesburgo, tinha um roteiro anunciado antecipadamente. Se tudo corresse dentro dos conformes, a Espanha venceria facilmente o Paraguai, que teve seu méritos ao chegar até as quartas de final, mas que, ao mesmo tempo, atingiu esta fase como a pior equipe entre as finalistas. Como o futebol é um esporte totalmente imprevísivel, os europeus estiveram perto de perder a vaga na semifinais e, depois de uma reviravolta, conseguiram vencer com muito suor o adversário por 1 a 0 e obtiveram a classificação.

O primeiro tempo da partida foi amarrado demais. Os paraguaios apresentaram novamente seu conhecido ferrolho e impuseram muitas dificuldades aos espanhóis. Dessa forma, nenhuma chance real de gol foi criada e os goleiros foram meros espectadores do jogo. Parecia que toda a emoção estava reservada para a segunda etapa.

Aos 11 minutos, Edgar Barreto cobrou escanteio da esquerda e, enquanto a bola viajava pela área, o zagueiro Piqué agarrou Cardozo. O árbitro não hesitou ao marcar o pênalti e o próprio Cardozo bateu e viu Iker Casillas defender. O atacante desperdiçou uma chance e tanto de ver sua equipe continuar fazendo história nos gramados da África do Sul.

Após a defesa da penalidade, Casillas lançou a bola para o campo de ataque e, de forma incrível, David Villa avançou e foi derrubado por Alcaraz dentro da área. O árbitro guatemalteco Carlos Batres exagerou e marcou outro pênalti. Xabi Alonso cobrou e fez o gol, mas o juiz mandou voltar por ter visto uma invasão na área. Assim, o espanhol cobrou de novo e Justo Villar defendeu. Em um minuto, o jogo chato se transformou e ganhou emoção para todos os gostos. Com os erros de Cardozo e Xabi Alonso, o placar persistiu e quem se saiu bem foram os goleiros.

Com tantas emoções, o jogo melhorou consideravelmente. O Paraguai resolveu sair de trás e a partida ficou aberta. Com a habitual troca de passes, os espanhóis foram com tudo em busca do gol. Aos 17, depois de rápido contra-ataque, Iniesta chutou colocado e Villar fez boa defesa. O gol saiu, enfim, somente aos 37 minutos. Depois de boa triangulação no meio campo, Fábregas tocou para Xavi, que passou para Iniesta. O jogador do Barcelona avançou, driblou dois paraguaios e rolou para Pedro chutar a bola na trave. No rebote, David Villa bateu de primeira e, caprichosamente, a bola tocou nas duas traves antes de entrar. Foi o quinto tento anotado por Villa na Copa do Mundo em cinco partidas disputadas. Assim, o atacante espanhol é o artilheiro isolado do torneio.

Depois de sofrer o gol, o time sul-americano não teve forças para reagir e, dessa forma, se despediu da Copa do Mundo de forma honrosa. Além de ter chegado às quartas de final pela primeira vez na história, os paraguaios venderam caro a derrota para a favorita Espanha, que segue firme no Mundial em busca do inédito feito. Com a vitória, a ‘Fúria‘ quebrou uma marca que já durava 60 anos. A primeira e única vez que os espanhóis chegaram a uma semifinal de Copa do Mundo, aconteceu no longínquo ano de 1950, quando a competição foi disputada no Brasil.

Assim, o que tinha tudo para ser uma Copa América com grife, cada vez mais se transforma numa Eurocopa. O clássico europeu entre Alemanha e Espanha vale uma vaga na decisão do Mundial e acontecerá na próxima quarta-feira (7/7), no estádio Moses Mabhida, em Durban, às 15h30. Os alemães tentam chegar à oitava final de Copa do Mundo, enquanto os espanhóis buscam a primeira.

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Argentina 4 X 1 Coreia do Sul

A vitória sobre a Nigéria na primeira rodada da Copa do Mundo deixou os argentinos com ‘sabor de quero mais’. O resultado por um gol de diferença contra uma seleção amplamente inferior fez Diego Maradona e seus comandados acreditarem que podiam mais. E, de fato, eles podem muito mais. Isso ficou provado no jogo de hoje, quando não precisaram se esforçar muito para golear a Coreia do Sul por 4 a 1 e praticamente selar uma vaga nas oitavas de final.

A Argentina não pôde contar com o meia Juan Verón, que está lesionado e foi poupado pela comissão técnica. Dessa forma, a única diferença em relação à estreia foi a escalação de Maxi Rodriguez no meio campo. Os sul-coreanos, que vinham de boa vitória ante a Grécia, logo perceberam que não poderiam fazer frente aos sul-americanos e ainda fizeram questão de ajudá-los. Aos 16 minutos, Messi cobrou falta na área e a bola tocou caprichosamente na canela do atacante Chu-young, traindo o goleiro Sung-ryong e abrindo o placar para a ‘Albiceleste’.

As duas equipes tiveram chance de marcar após a abertura do placar. Maxi Rodriguez isolou a bola e desperdiçou sua oportunidade, aos 17. Na sequência do lance, quem perdeu foi a Coreia do Sul. Sung-yueng viu o goleiro Romero adiantado e fuzilou, mas a bola passou por cima da baliza. Dez minutos depois, Tevez cobrou falta com perigo também. Aos 32 minutos, Messi rolou para Maxi Rodriguez que cruzou para a área, a bola desviou no zagueiro Burdisso e sobrou livre para Higuaín fazer de cabeça o segundo, contando com ajuda do goleiro.

Seis minutos mais tarde, Higuaín fez ótima jogada pela direita, arrancou e chutou cruzado, o arqueiro sul-coreano espalmou a bola para o meio da área e, no rebote, Di Maria encheu o pé e viu Sung-ryong operar outro milagre, evitando o terceiro tento. Aos 43, outra chance perdida. Messi, o melhor jogador do mundo, fez uma jogada de cinema, passou por quatro adversários e deu um leve toque, mas a bola passou rente a trave. Ainda deu tempo de a Coreia descontar. O goleiro deu um chutão despretensioso para frente, a zaga argentina bateu cabeça e Demichelis entregou a bola de bandeja no pé de Lee Chung-yong, que avançou e tocou na saída do arqueiro da Argentina.

Mesmo sem apresentar um futebol perfeito, os argentinos foram muito melhores que os adversários. Se tivessem calibrado a pontaria, poderiam ter feito mais gols na primeira etapa. O segundo tempo começou quente e logo aos seis minutos, duas chances foram perdidas pela ‘Albiceleste’. Primeiro Higuain finalizou em cima do goleiro sul-coreano, que fez ótima defesa novamente. Alguns segundos depois, Tevez arriscou da entrada da área e viu Sung-ryong defender outra.

Não fosse o arqueiro da Coreia do Sul, a equipe de Maradona teria feito pelo menos uns cinco gols até os 30 minutos do segundo tempo. Mas quem tem Messi, tem tudo. O craque do Barcelona deu uma arrancada típica dele, chutou e o goleiro defendeu, no rebote o camisa 10 tentou de novo e a bola bateu na trave, sobrando livre para Higuaín marcar o terceiro tento argentino na partida. Quatro minutos depois, Messi aprontou outra das suas. Cercado por quatro adversários, o meia achou uma brecha e encontrou Sérgio Agüero livre na esquerda. O genro de Maradona tocou de primeira para o meio da área e Higuaín só teve o trabalho de testar a bola para o fundo do gol e dar números finais ao jogo.

A vitória mostrou uma equipe entrosada e que chegará longe no Mundial. E Maradona mais uma vez provou ter estrela: peitou a opinião de muitos e bancou a escalação de Higuaín como titular, ao invés do badalado Milito, que segue na reserva. E não deu outra. Higuaín marcou três gols no jogo, fez algo que nem o técnico conseguiu com a camisa argentina – fazer um hat-trick na mesma partida – e ainda se isolou na artilharia da Copa do Mundo.

Grécia 2 X 1 Nigéria

O duelo dos ‘desesperados’ do grupo B foi emocionante. A Nigéria mostrou força no início, viu um de seus jogadores ser expulso em um lance ridículo e, a partir daí, tudo foi por água abaixo. A Grécia, que jamais tinha vencido um jogo em Copas do Mundo e nem marcado um gol sequer, se aproveitou da superioridade numérica e, de virada, venceu o jogo por 2 a 1.

A Seleção Grega foi duramente criticada após a estreia, quando foi derrotada pela Coreia do Sul e apresentou um futebol fraco e nada empolgante. Pelo visto, as críticas deram força para os jogadores e hoje, se não fizeram uma partida primorosa, jogaram com raça e transformaram o dia 17 de junho em uma data histórica para o futebol do país.

Entretanto, quem abriu o placar foi a Nigéria. Aos 16 minutos, o volante Uche cobrou falta para o meio da área, todo mundo ficou olhando, inclusive o goleiro, e a bola entrou direto para o gol. Tudo corria bem para os africanos. O domínio da partida e as melhores chances eram criadas pelos comandados do sueco Lars Lagerback. Até que, aos 33 minutos, o meia Kaita conseguiu a proeza de ser expulso fora de campo. Era lateral para os gregos e o lateral esquerdo Torosidis se preparava para cobrar, quando o nigeriano o chutou. Como o juiz estava próximo do lance, não hesitou e expulsou o jogador da Nigéria. Uma tolice sem tamanho, que pode custar a eliminação dos africanos do Mundial.

Daí para frente, a Grécia pôs ordem na casa e mandou no jogo. Aos 43, Salpingidis recebeu passe açucarado de Katsouranis e, de fora da área, encheu o pé. A bola desviou em Haruna e matou o goleiro Enyeama. Com o jogo empatado, o segundo tempo tinha tudo para ter uma Nigéria totalmente fechada e uma Grécia pressionando em busca da vitória. E não deu outra.

Sendo pressionado, os nigerianos acharam uma brecha e por muito pouco não fizeram o segundo gol. O goleiro Enyeama repôs a bola para o ataque, Yakubu não conseguiu passar pelo goleiro e a bola sobrou para Obasi, que, sem goleiro, conseguiu errar. Depois disso, tome pressão da equipe europeia novamente. Assim como fizera contra a Argentina, Enyeama se destacava com defesas incríveis, principalmente, uma feita aos 23 minutos, numa cabeçada de Samaras. Mas a vida do goleiro é tão ingrata que, num instante, todo o cenário foi alterado. Três minutos mais tarde, Tziolis chutou forte, Enyeama bateu roupa e a bola sobrou no pé de Torosidis, que só teve o trabalho de empurrar para o gol e virar o jogo para a Grécia.

O jogo foi bem movimentado e os gregos mereceram a vitória. Já a Nigéria, que foi muito prejudicada por um ato impensado de seu atleta, fez o que pode e ainda tem chances de avançar de fase. A situação do grupo é a seguinte: a Argentina tem seis pontos, Coreia do Sul e Grécia somam três (os asiáticos levam vantagem por terem marcado um gol a mais) e a Nigéria aparece na lanterna, sem pontuação. A última e decisiva rodada do grupo B será disputada no dia 22 (terça-feira). A Nigéria pega a Coreia do Sul em Durban, às 15h30 e a Grécia encara a Argentina em Polokwane, no mesmo horário.

França 0 X 2 México

O jogo disputado em Polokwane foi importante para evidenciar muitas coisas. A fácil vitória do México por 2 a 0 contra a França, mostrou que os mexicanos têm uma equipe bastante qualificada e que, mesmo ainda jovem, podem ter um futuro promissor, além de provar mais uma vez que a Seleção Francesa não é nada sem Zinedine Zidane.

A primeira etapa do confronto foi fraca tecnicamente e ninguém se destacou. Giovanni dos Santos era o melhor mexicano em campo, mas seus companheiros pareciam não entender suas jogadas, da mesma forma que ocorreu no jogo contra a África do Sul, na semana passada. A equipe do excêntrico técnico Raymond Domenech estava completamente perdida em campo. O treinador deixou Gourcuff e Henry (de novo) no banco de reservas e manteve jogadores inoperantes como Anelka e Govou entre os titulares.

Se o primeiro tempo não foi bom, a segunda etapa foi totalmente diferente. O técnico Javier Aguirre, sabendo que precisava da vitória para continuar sonhando, tirou o volante Efraín Juárez e colocou o atacante Javier Hernández. Não demorou muito para a substituição dar resultado. Veloz e habilidoso, Hernández recebeu a bola em posição duvidosa, driblou o goleiro Lloris e mandou para o fundo do gol, enlouquecendo a grande torcida mexicana no estádio Peter Mokaba. O gol fez justiça a quem queria jogo. Os franceses, dispersos e desunidos, pareciam não ver a hora de o jogo acabar.

Aos 33 minutos, o México deu o golpe de misericórdia. Pablo Barrera, que havia entrado há pouco no lugar do machucado Carlos Vela, avançou pela direita, fez grande jogada e foi derrubado por Abidal dentro da área. O juiz marcou pênalti e, na cobrança, o veterano atacante Blanco fez o segundo gol, fechando o caixão dos ‘Bleus’.

A vitória dos mexicanos foi justa e o técnico Javier Aguirre teve grande parcela nisto, já que foi audaz e fez o time jogar para frente em busca dos gols. Méritos para ele, já que agora o México chegou aos quatro pontos no grupo A, empatou com o Uruguai (só perde para os uruguaios no saldo) e tem tudo para conquistar uma vaga nas oitavas de final. Mexicanos e uruguaios farão o confronto latino na última rodada da chave e, se não quiserem correr riscos, têm tudo para fazer o chamado ‘jogo de compadres’, já que o empate classifica os dois. O jogo será disputado no dia 22 (terça-feira), em Rustemburgo, às 11h. No mesmo dia e no mesmo horário, França e África do Sul jogam suas últimas fichas em duelo que será jogado em Bloemfontein.

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O maior artilheiro da história do Club Atlético Boca Juniors. Esse é Martín Palermo.

O jogador foi revelado pelo tradicional Estudiantes de La Plata, em 1991, e jogou na equipe até 1997, quando se transferiu para o Boca Juniors. Sua história com a camisa dos Xeneizes não poderia ser melhor. A primeira passagem durou até 2000 e depois de rodar por alguns clubes espanhóis, Palermo retornou ao Boca em 2004.

Depois de nove anos jogando com a camisa da equipe argentina (somando as duas passagens), o atacante atingiu ontem uma marca histórica em sua carreira e também no futebol. Na partida contra o Vélez Sarsfield, válida pelo Torneio Clausura do Campeonato Argentino, Palermo fez o segundo gol do Boca no empate em 4X4 e chegou a incríveis 218 gols pelo clube. Esse gol faz com que o jogador se transforme no maior artilheiro de todos os tempos do Boca Juniors, superando grandes ídolos do passado como Francisco Varallo (único atleta que disputou a Copa do Mundo de 1930 que ainda está vivo) e Roberto Cherro, que tem os mesmos 218 gols, mas 100 foram feitos na era amadora e outros 118 na era profissional.

Palermo nunca foi um craque, mas a sua aplicação tática, o uso da força e o senso de colocação ajudaram o atleta a se tornar um grande goleador. Tanto, que aos 36 anos e com muitos títulos no currículo, o atacante sonha com a chance disputar a primeira Copa do Mundo nesse ano. O técnico Diego Maradona vem convocando o atleta constantemente e a chance de Palermo disputar o mundial é grande. Mesmo sendo o maior artilheiro de um dos clubes mais tradicionais do mundo, Palermo ainda não realizou todos os seus objetivos, como disse em entrevista coletiva ontem: “Ir à Copa do Mundo com a seleção argentina seria o ponto mais alto da minha carreira”.

Grandes jogadores devem ser reverenciados e Palermo colocou definitivamente seu nome na história. Abaixo, vejam o 218° gol do atacante com a camisa do Boca Juniors.

Gol histórico – Martín Palermo

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– Enfim, a Conmebol anunciou sua posição sobre os jogos das oitavas-de-final da Libertadores-09 que envolviam os times mexicanos (Chivas e San Luís). Em comunicado oficial divulgado hoje, a confederação ‘aceitou’ a saída das equipes mexicanas e confirmou que São Paulo e Nacional-URU estão automaticamente classificados para as quartas-de-final. Dessa forma, o São Paulo aguarda o vencedor do duelo entre Cruzeiro X Universidad de Chile e o Nacional-URU espera por Sport ou Palmeiras. Realmente foi um grande papelão da Conmebol, que deixou o fato se prolongar por quase três semanas e só deu o seu veredicto após Chivas e San Luís saírem da competição.

– Cruzeiro e Flamengo, que se enfrentaram ontem pela primeira rodada do Brasileirão-09, anunciaram hoje uma possível troca de jogadores. O meia-atacante Zé Roberto iria para a Toca da Raposa e o atacante Wellington Paulista seria o novo reforço do rubro-negro. Entre Cruzeiro e Zé Roberto está tudo certo, mas W. Paulista demonstrou não ter interesse na troca e pode melar o negócio. Possivelmente amanhã teremos mais informações sobre o caso.

– O Atlético-PR, que foi eliminado pelo Corinthians da Copa do Brasil e estreou com derrota para o Vitória no Brasileirão-09, confirmou interesse na contratação do atacante Roni, do Santos. Roni ainda não se firmou com a camisa do Peixe e tem ficado no banco de reservas nas últimas partidas. Caso a transação se confirme, Roni atuará ao lado de Rafael Moura no restante da temporada. Por enquanto é só especulação.

– Após ter seu contrato rescindido com o Santos, o equatoriano Bolaños acertou sua transferência para o Internacional. Ainda não é oficial, mas o próprio atleta confirmou que jogará pelo Colorado e que pode se apresentar ainda nessa terça-feira no Beira-Rio.

– O goleiro Doni, da Roma e da seleção brasileira, realizou uma artroscopia no joelho direito na tarde dessa segunda-feira, na Bélgica, e deve desfalcar seu clube e a seleção nos próximos três meses. Com isso, Doni pode perder espaço na equipe do técnico Dunga e goleiros jovens como Bruno, do Flamengo e Victor, do Grêmio, estão de olho na vaga e na Copa do Mundo de 2010.

– O atacante Fred, do Fluminense, pode pegar até três jogos de suspensão na Copa do Brasil. O camisa 9 das Laranjeiras deu um tapa em Gomes, do Goiás, no jogo da última quinta-feira entre Fluminense e Goiás, válido pela partida de volta das oitavas-de-final da competição. Mesmo não sendo expulso de campo, Fred pode se complicar, pois o STJD solicitou as imagens da partida e denunciou o atleta. O julgamento será realizado na próxima sexta-feira (15), às 14h.

– O técnico da seleção argentina, Diego Maradona, inovou e convocou apenas atletas que atuam na Argentina para o amistoso contra o Panamá, no próximo dia 20 de maio. A grande surpresa da lista foi a convocação do veterano atacante Esteban “Bichi” Furtes, do Colón de Santa Fe. O fato interessante é que o jogador tem 36 anos e jamais vestiu a camisa argentina, nem mesmo em seleções de base.

– O Estádio das Laranjeiras, do Fluminense, completou 90 anos nessa segunda-feira. Para comemorar essas longas nove décadas, alguns torcedores do Tricolor Carioca estiveram no estádio, levaram bolo, cantaram parabéns e homenagearam o estádio com uma faixa com os dizeres “Aqui nasceu o futebol do Brasil”. Atualmente, o nome verdadeiro do Estádio das Laranjeiras é Manoel Schwartz, presidente do clube na conquista do Brasileirão de 1984.

– Expulso na final do Paulistão-09, o zagueiro Domingos, do Santos, foi suspenso em uma partida pelo TJD-SP e como a punição só vale para competições estaduais, o atleta cumprirá a pena na primeira rodada do Paulistão-10, caso ainda esteja no clube.

– O São Paulo passou por uma inter-temporada forçada nos últimos 17 dias e Muricy Ramalho intensificou os treinamentos visando o mata-mata da Libertadores e o Brasileirão-09. Porém, ontem no Maracanã contra o Fluminense, o Tricolor manteve a apatia dos últimos jogos, pouco produziu e o que se viu foram inúmeras improvisações que não renderam o esperado. Para isso, a diretoria são paulina continua buscando reforços. O meia Marlos, do Coritiba, está muito próximo de acertar sua transferência para o Morumbi e no final de semana, surgiu a hipótese de o São Paulo estar tentando repatriar o meia Ronaldinho Gaúcho, do Milan. Por enquanto é apenas especulação, mas será que o Tricolor terá o mesmo sucesso do Corinthians repatriando um grande astro em má fase? É esperar para ver.

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 Maradona

 

Parece uma mentira cabulosa. Nem Diego Maradona, o mais argentino dos argentinos no meio futebolístico não acreditou. Mas não é mentira. Na tarde de hoje, a seleção argentina subiu o morro e foi até La Paz enfrentar a frágil seleção boliviana. Com amplo favoritismo dos hermanos, a equipe dirigida por Diego Maradona chegou ao jogo com moral após a goleada do último sábado ante a seleção venezuelana. Porém, todo o favoritismo e a moral acabaram logo aos 11 minutos do primeiro tempo. Após uma jogada brasileira, Marcelo Moreno recebeu passe de Alex Rosa (ambos naturalizados bolivianos) e com um bonito drible de corpo fez o primeiro, levando os torcedores à loucura no estádio Hernando Siles. 

O gol animou ainda mais os bolivianos que acuaram os argentinos no campo de defesa. Porém, em uma das poucas vezes que foram ao ataque, os argentinos empataram a partida com Lucho González, que arriscou de longe e contou com uma grande ajuda do goleiro boliviano. Ainda no primeiro tempo, os hermanos voltaram a ser pressionados e a seleção boliviana fez mais dois gols. O segundo foi de pênalti convertido por Botero e o terceiro feito por Alex Rosa.

A segunda etapa começou com uma cena pouco comum na história do futebol. Os torcedores bolivianos gritavam ‘olé’ em alto e bom som, enquanto em campo, a equipe boliviana continuava mandando no jogo. Para dar mais alegria à torcida, Botero fez mais dois gols (um aos 9 e outro aos 18 minutos), selando o vexame portenho. Ainda deu tempo para Carizzo marcar o sexto gol da Bolívia e transformar em história uma simples partida de eliminatórias. Assim como na Copa do Mundo de 1958, quando os argentinos perderam por 6X1 para a Tchecoslováquia, a partida de hoje igualou esse recorde negativo. Derrota justa, histórica e humilhante sofrida pelos hermanos no ‘Dia da Mentira’. Que coincidência!

NOTA: Hoje também aconteceram outros jogos pelas eliminatórias sul-americanas (Equador 1X1Paraguai e Chile 0X0 Uruguai).

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