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Holanda 0 X 1 Espanha

A grande decisão da Copa do Mundo de 2010 não poderia ser mais emocionante. Enquanto muitos favoritos caíram pouco a pouco, duas seleções taxadas como ‘amarelonas’ apresentaram bom futebol e chegaram à final do torneio. A Holanda, que havia vencido todos os seis jogos que disputou no Mundial, vinha de uma incrível marca de 25 jogos sem derrota. A Espanha, por sua vez, chegou à África do Sul como a principal favorita ao troféu, mas a derrota na estreia para a Suíça colocou o poderio da ‘Fúria‘ em dúvida e tudo levava a crer que, mais uma vez, os espanhóis ficariam pelo meio do caminho.

Enquanto a Seleção Espanhola já entrara para a história por ter chegado pela primeira vez numa final de Copa do Mundo, os holandeses, que disputavam sua terceira (foram derrotados por Alemanha e Argentina, em 1974 e 1978, respectivamente), queriam, enfim, conquistar o tão almejado título. O duelo europeu, disputado no estádio Soccer City, em Joanesburgo, foi bastante truncado, em certas vezes até violento, e, pelo amplo domínio em grande parte do jogo, os espanhóis conseguiram de forma sofrida vencer por 1 a 0 e entraram de uma vez por todas no seleto grupo de seleções campeões mundiais.

A Espanha já era favorita muito antes da Copa do Mundo começar. Depois de conquistar o título da Eurocopa de 2008 com uma equipe recheada de bons talentos, a ‘Fúria’ se credenciou como forte candidata ao troféu e nem o fracasso na Copa das Confederações em 2009 foi capaz de abalar o otimismo dos comandados do técnico Vicente Del Bosque. O MFC, inclusive, um ano atrás, já alertava sobre a força dos espanhóis. Com o título de “A furiosa seleção espanhola”, o post classificava a Espanha como a melhor seleção do mundo e enfatizava que, se o grupo fosse mantido, as chances de  conquistarem o inédito título eram muito grandes (leia o antigo post clicando aqui).

Sem desfalques, os treinadores Vicente Del Bosque e Bert Van Marwijk puderam mandar a campo seus principais atletas. Desde o começo da partida, ficou evidente que a Holanda mudou sua postura em relação as últimas apresentações. Enquanto a Espanha fazia seu jogo tradicional, trocando muitos passes para tentar furar o bloqueio holandês, a ‘Laranja Mecânica‘ ficava completamente retrancada e perdia sua qualidade no meio campo.

Logo aos quatro minutos, por muito pouco a Espanha não abriu o placar, em cabeçada certeira de Sergio Ramos e uma defesa espetacular de Stekelenburg. Aos dez, Sergio Ramos fez boa jogada pela direita, pedalou, invadiu a área e bateu cruzado, mas Heitinga tirou para escanteio. No minuto seguinte, David Villa pegou de primeira, de dentro da área, e mandou a bola na rede pelo lado de fora, assustando o goleiro holandês. Daí para frente, o que se viu foi um jogo completamente faltoso, com muitos lances ríspidos que deram trabalho para o árbitro inglês Howard Webb. A Seleção Holandesa era a mais desleal. Van Bommel, Robben e, principalmente, De Jong, fizeram faltas feias e foram punidos pelo juiz.

Aos 34 minutos, um lance curioso quase deu a vantagem para a Holanda. Num ato de fair play, Heitinga deu um chutão para frente para devolver a posse de bola para a Espanha, mas a bola fez uma curva incrível e por muito pouco não enganou o goleiro Iker Casillas, que precisou mandá-la para escanteio e, aí sim, Van Persie devolveu de forma correta para os espanhóis.

Dois minutos depois, a Seleção Holandesa desperdiçou uma grande chance de abrir o marcador. Robben cobrou escanteio rasteiro, Van Bommel bateu cruzado da entrada da área e, Mathijsen, sozinho, furou e não conseguiu concluir ao gol. A equipe holandesa teve sua principal chance na primeira etapa aos 45 minutos. Robben fez sua tradicional jogada, avançou pela direita, cortou para o meio e bateu firme de esquerda, mas Casillas caiu bem e fez boa defesa.

Sem alterações, as equipes voltaram para o segundo tempo mais dispostas. Aos dois, Xavi cobrou escanteio, Puyol desviou de cabeça e Capdevila, de forma incrível, furou dentro da pequena área. Com a Holanda se preocupando menos em bater e mais em jogar futebol, o talento começou a aparecer. Aos 16 minutos, Sneijder dominou a bola antes da linha do meio de campo, viu Robben correr e, numa bela enfiada, tocou a bola entre quatro jogadores espanhóis. O craque do Bayern de Munique avançou sozinho, demorou muito para concluir e chutou em cima de Casillas, que com o pé fez uma defesa espetacular e evitou o gol holandês.

Percebendo a falta de ofensividade, Vicente Del Bosque tirou o inoperante Pedro Rodríguez e colocou Jesús Navas em seu lugar. Logo em seu primeiro lance, aos 23, o atacante do Sevilla avançou pela direita e chutou cruzado para o meio da área. O artilheiro David Villa apareceu sozinho atrás da zaga adversária e, de dentro da pequena área, chutou, mas Heitinga conseguiu intervir deitado no gramado e mandou a bola para escanteio.

A Espanha melhorou na partida novamente e pressionou a Holanda. Aos 31, Xavi cobrou escanteio, Sergio Ramos subiu sozinho e mandou de cabeça por cima da meta. Os holandeses pareciam querer apenas se defender e apostar nos contra-golpes. Aos 37, Robben perdeu outra incrível chance. Numa rápida jogada, Van Persie deu um despretensioso toque de cabeça para o ataque, o meia holandês correu muito, tomou a frente de Puyol e, na cara de Casillas, viu o goleiro operar outro milagre e sair para pegar a bola nos seus pés.

Com a igualdade no placar, a decisão do título foi para a prorrogação. Devido a intensidade do jogo, as duas equipes pareciam muito cansadas e o mais óbvio é que o campeão saísse apenas na disputa por pênaltis. Mas a Espanha continuou procurando mais o jogo e usou suas últimas forças para buscar o gol. Aos cinco, Iniesta deu um passe açucarado para Fàbregas, que havia entrado no lugar do volante Xabi Alonso. O jovem jogador do Arsenal chutou fraco e Stekelenburg defendeu com os pés. Aos dez, Jesús Navas avançou pela direita e chutou forte, a bola desviou em Van Bronckhorst e saiu pela linha de fundo.

O segundo tempo da prorrogação teve o mesmo cenário. A ‘Fúria‘ dominava o jogo e tentava de todas as formas abrir o marcador, enquanto os holandeses ficavam retrancados e, cansados, não conseguiam mais emplacar os contra-ataques. De tanto insistir, a Espanha foi premiada a cinco minutos do fim. Fernando Torres, que substituiu David Villa, começou a jogada pela esquerda. Lançou a bola para a área, mas o zagueiro tirou. No rebote, Fàbregas dominou e, de forma magistral, encontrou Iniesta, que não titubeou e mandou uma bomba para fazer o gol da vitória, o gol do inédito título, o gol mais importante da história do futebol espanhol.

Restando poucos minutos para o final, a Holanda não tinha mais forças para reagir. As câmeras de televisão flagravam o desespero de Robben e Sneijder, que entregaram os pontos e já se lamentavam ainda enquanto a bola rolava. Do outro lado, Casillas chorava e parecia ainda não entender o tamanho da façanha que ele e seus companheiros acabavam de fazer.

O jogo terminou e os jogadores da Espanha comemoraram muito. Entre choro de alegria e êxtase, a maioria dos 84.490 torcedores presentes no estádio aplaudiram de pé a conquista espanhola. O título foi totalmente merecido, já que a Seleção Espanhola está apresentando o melhor futebol do mundo há pelo menos dois anos. A geração de Iker Casillas, Sergio Ramos, Carles Puyol, Gerard Piqué, Joan Capdevila, Xabi Alonso, Sergio Busquets, Andrés Iniesta, Xavi Hernández, David Villa, Pedro Rodríguez, Raul Albiol, Carlos Marchena, Fernando Torres, Cesc Fàbregas, Victor Valdes, Juan Mata, Alvaro Arbeloa, Fernando Llorente, Javier Martinez, David Silva, Jesús Navas e Pepe Reina está eternizada no mundo do futebol e, principalmente, na história do país. Depois de tantos fracassos, esses jogadores conseguiram levantar o troféu mais cobiçado do planeta bola.

Méritos também para o técnico Vicente Del Bosque, que soube mexer bem na equipe quando foi preciso, teve coragem de sacar o badalado atacante Fernando Torres e dar lugar para o jovem Pedro Rodríguez. Além de ter montado um esquema de jogo eficiente, com muita força no meio de campo e solidez na zaga. Em sete jogos, a ‘Fúria‘ obteve seis vitórias e apenas uma derrota. Fez poucos gols (oito), mas sai do Mundial com a marca de melhor defesa de todos os campeões, sofrendo apenas dois gols, igualando o recorde de França, em 1998 e Itália, em 2006.

Parabéns, Espanha!

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Se Holanda e Espanha estão na final da Copa do Mundo, as duas seleções europeias devem muito desse feito, especialmente, a dois jogadores: Wesley Sneijder e David Villa.

Os dois são os principais destaques de suas equipes até aqui. Enquanto o meia holandês da Internazionale de Milão fez gols em todos os jogos de mata-mata (um contra a Eslováquia, dois contra o Brasil e um contra o Uruguai), o atacante espanhol do Barcelona fez simplesmente cinco dos sete gols que a ‘Fúria‘ fez na campanha deste Mundial.

É óbvio que em 90 minutos, outros jogadores podem ser decisivos, mas as grandes esperanças de Holanda e Espanha para a grande decisão do próximo domingo são os dois craques. Quem se dará melhor e ficará com o título?

WESLEY SNEIJDER (HOLANDA)

Data de nascimento: 9 de junho de 1984
Local de nascimento: Utrecht, Holanda
Altura: 1,70 m
Número da camisa: 10
Posição: Meio-campista
Clube atual: Internazionale de Milão (Itália)
Jogos pela seleção holandesa: 67
Gols pela seleção holandesa: 19
Primeira partida internacional: Holanda X Portugal (30/04/2003)
Partidas em Copas do Mundo: 10 (2006 e 2010)

DAVID VILLA (ESPANHA)

Data de nascimento: 3 de dezembro de 1981
Local de nascimento: Langreo, Espanha
Altura: 1,75 m
Número da camisa: 7
Posição: Atacante
Clube atual: Barcelona (Espanha)
Jogos pela seleção espanhola: 64
Gols pela seleção espanhola: 43
Primeira partida internacional: Espanha X San Marino (09/02/2005)
Partidas em Copas do Mundo: 10 (2006 e 2010)

COMPARATIVO DOS CRAQUES NA COPA DO MUNDO

SNEIJDER X VILLA
6 (jogos) 6
532 (minutos jogados) 529
5 (gols feitos) 5
22 (finalizações) 26
10 (chutes ao gol) 16
13 (faltas cometidas) 2
10 (faltas sofridas) 13
1 (cartões amarelos) 0
230 (passes completos) 148
24 (lançamentos) 19
13 (escanteios cobrados) 0
4 (cruzamentos completos) 4
1 (assistências) 1
2 (impedimentos) 2

Fonte: dados FIFA

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FINAL

Jogo: Holanda X Espanha
Data: 11/07/2010 (domingo)
Horário: 15h30
Local: Estádio Soccer City, em Joanesburgo

Campanha da Holanda: 6 jogos (Vitórias: 6 / Gols pró: 12 / Gols contra: 5)
Campanha da Espanha: 6 jogos (Vitórias: 5 / Derrotas: 1 / Gols pró: 7 / Gols contra: 2)
Histórico em Copas do Mundo: Nunca se enfrentaram
Histórico do confronto: 9 jogos (Holanda: 4 / Empates: 1 / Espanha: 4)

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Conheça as estatísticas das seleções finalistas do Mundial:

Melhor ataque: Holanda (12 gols)
Melhor defesa: Espanha (2 gols sofridos)
Artilheiro: Wesley Sneijder/Holanda e David Villa/Espanha (5 gols cada)
Maior número de faltas cometidas: Holanda – 98 (média: 16,3 por jogo)
Maior número de faltas sofridas: Espanha – 106 (média: 17,6 por jogo)
Mais indisciplinada: Holanda – 15 amarelos (média: 2,5 cartões por jogo)
Mais disciplinada: Espanha – 3 amarelos (média: 0,5 cartões por jogo)
Maior número de finalizações: Espanha – 103 (média: 17,2 por jogo)
Maior número de chutes a gol: Holanda – 41 (média: 6,8 por jogo)
Menor número de finalizações: Holanda – 80 (média: 13,3 por jogo)
Menor  número de chutes a gol: Espanha – 40 (média: 6,6 por jogo)
Maior número de desarmes: Holanda – 53 (média: 8,8 por jogo)
Menor número de desarmes: Espanha – 38 (média: 6,3 por jogo)
Maior número de passes: Espanha – 3.387 (média: 564,5 por jogo)
Menor número de passes: Holanda – 2.434 (média: 405,6 por jogo)
Maior distância percorrida: Espanha – 631,03 (média: 105,2 km por jogo)
Menor distância percorrida: Holanda – 617,62 (média: 102,9 km por jogo)

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Uruguai 2 X 3 Holanda

A primeira semifinal da Copa do Mundo colocou frente a frente o bicampeão Uruguai contra a Holanda, a única seleção que chegou à esta fase com 100% de aproveitamento. Já apontados como favoritos para o confronto, os holandeses ainda se beneficiaram com os inúmeros desfalques uruguaios (Lugano e Fucile machucados, além de Luis Suárez suspenso) que forçou o técnico Oscar Tabárez até a mudar o esquema tático, e, depois de encontrarem muitas dificuldades, resolveram o jogo só no segundo tempo e venceram por 3 a 2. Este resultado recoloca a Holanda numa decisão de Copa do Mundo pela terceira vez na história.

A ‘Celeste‘ jogou quatro dos seus cinco jogos no Mundial no esquema 4-3-3, com Forlán mais recuado e Suárez e Cavani avançados. Como Suárez não pôde ser escalado hoje, o treinador uruguaio precisou mudar seu esquema de jogo para o 4-4-2, deixando Forlán no ataque, algo que diminuiu consideravelmente o desempenho do principal jogador do time. Assim sendo, a Holanda tratou de impor seu favoritismo e começou pressionando os sul-americanos. O lateral esquerdo Martín Cáceres, que substituia Fucile, parecia perdido em campo e nos cinco minutos iniciais errou todas os passes que tentou.

A primeira grande oportunidade da partida aconteceu aos três minutos. Sneijder cruzou a bola na área e o goleiro Muslera saiu errado do gol. No rebote, Kuyt pegou de primeira e chutou por cima da trave. Era o prenúncio da superioridade técnica que os holandeses teriam nos minutos seguintes da partida. Com o Uruguai recuado, a Holanda percebeu o bom momento e abriu o placar aos 17 minutos, em chute de muito longe do capitão Van Bronckhorst que entrou no ângulo de Muslera.

Com a vantagem, os comandados do técnico Bert Van Marwijk diminuiram o ritmo e deixaram espaços. Mesmo com mais liberdade, a falta de qualidade técnica da ‘Celeste’ impedia que o empate saísse. Porém, a Seleção Uruguaia vem recebendo muitos elogios neste Mundial por dois motivos: sua tradicional garra e Diego Forlán, o único jogador com poder de decidir uma partida. E não deu outra. Aos 40 minutos, Forlán — sempre ele — arriscou um chute de fora da área e fez um golaço, empatando o jogo.

O gol era tudo que os uruguaios precisavam. No retorno do intervalo, a equipe de Oscar Tabárez voltou mais confiante e passou a dominar a partida. Esse domínio durou até o vigésimo minuto da segunda etapa e, na única chance real de gol, aos cinco, a Holanda errou a saída de bola, Cavani dividiu com o goleiro Stekelenburg e na sobra Van Bronckhorst tirou a bola para salvar os europeus. O domínio não foi bem aproveitado pela ‘Celeste‘, que não conseguiu desempatar o jogo e aos poucos foi perdendo terreno. Aos 24, Sneijder arriscou um chute rasteiro, a bola passou por dois zagueiros uruguaios, traiu Muslera e morreu no fundo da rede, desempatando o jogo para a ‘Laranja Mecânica‘.

Três minutos depois veio o golpe de misericórdia. Kuyt cruzou da esquerda e Robben fez o terceiro de cabeça. O gol abateu demais o Uruguai. Mas a cultura do povo ‘charruá’ tem como tradição a raça, a determinação e a questão de jamais deixar de lutar. Dessa forma, a ‘Celeste‘ continuou lutando — mesmo que quase sem forças — e não desistiu. Foi para o tudo ou nada e conseguiu diminuir o placar aos 46 minutos, com gol de Maxi Pereira, de fora da área. O gol pôs fogo no jogo novamente. O árbitro uzbeque, Ravshan Irmatov, que havia dado apenas três minutos de acréscimos, deixou o jogo correr até os 50, para o desespero da Holanda. Em três minutos, o Uruguai jogou inúmeras bolas para a área em busca do empate, que não veio, mas ao menos a vontade da equipe deve ser exaltada.

Os uruguaios se classificaram para a Copa do Mundo na bacia das almas. Depois de terminar em quinto lugar nas eliminatórias sul-americanas, o Uruguai precisou disputar a repescagem contra a Costa Rica e a vaga só foi definida nos minutos finais do confronto. É óbvio que ninguém esperava uma campanha tão boa como essa, talvez nem mesmo os jogadores. Com qualidade técnica inferior a do adversário, a ‘Celeste‘ não deixou de lutar e vendeu caro a derrota para a forte Holanda. Mesmo não disputando a decisão da Copa do Mundo, os uruguaios merecem todos os elogios.

A Holanda, por sua vez, vem fazendo seu papel de forma pragmática, é bem verdade, mas não é justo desconfiar da qualidade de um time que não perde há 25 jogos, que até aqui venceu os seis jogos que disputou no Mundial e que tem dois jogadores com a qualidade de Sneijder e Robben. Depois de 32 anos, a ‘Laranja Mecânica‘, sem o mesmo brilho de outrora, está na decisão da Copa do Mundo pela terceira vez em sua história. Independente do título, os craques do passado que chegaram tão perto das conquistas em 1974 e 1978 devem estar orgulhosos com a nova geração. A Holanda conhecerá seu adversário na decisão amanhã, no confronto entre Alemanha e Espanha.

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