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Posts Tagged ‘Copa do Mundo 2010’

Uruguai 2 X 3 Holanda

A primeira semifinal da Copa do Mundo colocou frente a frente o bicampeão Uruguai contra a Holanda, a única seleção que chegou à esta fase com 100% de aproveitamento. Já apontados como favoritos para o confronto, os holandeses ainda se beneficiaram com os inúmeros desfalques uruguaios (Lugano e Fucile machucados, além de Luis Suárez suspenso) que forçou o técnico Oscar Tabárez até a mudar o esquema tático, e, depois de encontrarem muitas dificuldades, resolveram o jogo só no segundo tempo e venceram por 3 a 2. Este resultado recoloca a Holanda numa decisão de Copa do Mundo pela terceira vez na história.

A ‘Celeste‘ jogou quatro dos seus cinco jogos no Mundial no esquema 4-3-3, com Forlán mais recuado e Suárez e Cavani avançados. Como Suárez não pôde ser escalado hoje, o treinador uruguaio precisou mudar seu esquema de jogo para o 4-4-2, deixando Forlán no ataque, algo que diminuiu consideravelmente o desempenho do principal jogador do time. Assim sendo, a Holanda tratou de impor seu favoritismo e começou pressionando os sul-americanos. O lateral esquerdo Martín Cáceres, que substituia Fucile, parecia perdido em campo e nos cinco minutos iniciais errou todas os passes que tentou.

A primeira grande oportunidade da partida aconteceu aos três minutos. Sneijder cruzou a bola na área e o goleiro Muslera saiu errado do gol. No rebote, Kuyt pegou de primeira e chutou por cima da trave. Era o prenúncio da superioridade técnica que os holandeses teriam nos minutos seguintes da partida. Com o Uruguai recuado, a Holanda percebeu o bom momento e abriu o placar aos 17 minutos, em chute de muito longe do capitão Van Bronckhorst que entrou no ângulo de Muslera.

Com a vantagem, os comandados do técnico Bert Van Marwijk diminuiram o ritmo e deixaram espaços. Mesmo com mais liberdade, a falta de qualidade técnica da ‘Celeste’ impedia que o empate saísse. Porém, a Seleção Uruguaia vem recebendo muitos elogios neste Mundial por dois motivos: sua tradicional garra e Diego Forlán, o único jogador com poder de decidir uma partida. E não deu outra. Aos 40 minutos, Forlán — sempre ele — arriscou um chute de fora da área e fez um golaço, empatando o jogo.

O gol era tudo que os uruguaios precisavam. No retorno do intervalo, a equipe de Oscar Tabárez voltou mais confiante e passou a dominar a partida. Esse domínio durou até o vigésimo minuto da segunda etapa e, na única chance real de gol, aos cinco, a Holanda errou a saída de bola, Cavani dividiu com o goleiro Stekelenburg e na sobra Van Bronckhorst tirou a bola para salvar os europeus. O domínio não foi bem aproveitado pela ‘Celeste‘, que não conseguiu desempatar o jogo e aos poucos foi perdendo terreno. Aos 24, Sneijder arriscou um chute rasteiro, a bola passou por dois zagueiros uruguaios, traiu Muslera e morreu no fundo da rede, desempatando o jogo para a ‘Laranja Mecânica‘.

Três minutos depois veio o golpe de misericórdia. Kuyt cruzou da esquerda e Robben fez o terceiro de cabeça. O gol abateu demais o Uruguai. Mas a cultura do povo ‘charruá’ tem como tradição a raça, a determinação e a questão de jamais deixar de lutar. Dessa forma, a ‘Celeste‘ continuou lutando — mesmo que quase sem forças — e não desistiu. Foi para o tudo ou nada e conseguiu diminuir o placar aos 46 minutos, com gol de Maxi Pereira, de fora da área. O gol pôs fogo no jogo novamente. O árbitro uzbeque, Ravshan Irmatov, que havia dado apenas três minutos de acréscimos, deixou o jogo correr até os 50, para o desespero da Holanda. Em três minutos, o Uruguai jogou inúmeras bolas para a área em busca do empate, que não veio, mas ao menos a vontade da equipe deve ser exaltada.

Os uruguaios se classificaram para a Copa do Mundo na bacia das almas. Depois de terminar em quinto lugar nas eliminatórias sul-americanas, o Uruguai precisou disputar a repescagem contra a Costa Rica e a vaga só foi definida nos minutos finais do confronto. É óbvio que ninguém esperava uma campanha tão boa como essa, talvez nem mesmo os jogadores. Com qualidade técnica inferior a do adversário, a ‘Celeste‘ não deixou de lutar e vendeu caro a derrota para a forte Holanda. Mesmo não disputando a decisão da Copa do Mundo, os uruguaios merecem todos os elogios.

A Holanda, por sua vez, vem fazendo seu papel de forma pragmática, é bem verdade, mas não é justo desconfiar da qualidade de um time que não perde há 25 jogos, que até aqui venceu os seis jogos que disputou no Mundial e que tem dois jogadores com a qualidade de Sneijder e Robben. Depois de 32 anos, a ‘Laranja Mecânica‘, sem o mesmo brilho de outrora, está na decisão da Copa do Mundo pela terceira vez em sua história. Independente do título, os craques do passado que chegaram tão perto das conquistas em 1974 e 1978 devem estar orgulhosos com a nova geração. A Holanda conhecerá seu adversário na decisão amanhã, no confronto entre Alemanha e Espanha.

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Antigamente, a profissão de técnico de futebol não era nada valorizada. Enquanto uma pequena parte dos jogadores ganhava bons salários, os treinadores eram personagens secundários em suas equipes ou seleções. Dos anos 90 para cá, muita coisa mudou. Além dos já conhecidos salários exorbitantes recebidos pelos jogadores, os técnicos também passaram a ser mais valorizados. O salário aumentou, a procura pelo cargo também, além da responsabilidade, obviamente.

Enquanto uns gostam de ser tratados como ‘manager’, casos esses de Vanderlei Luxemburgo e José Mourinho, outros preferem a alcunha de operários, como o atual treinador do Fluminense, Muricy Ramalho. Independente da qualidade de cada um, os treinadores sofrem. Quando ganham um título no comando de determinada equipe, são ofuscados pelos jogadores decisivos. Se perderem um jogo ou uma competição, logo têm sua qualidade colocada à prova, são chamados de ‘burro’ e, muitas vezes, perdem seus empregos por fracassos de seus comandados no gramado.

Na Copa do Mundo, a história é a mesma. Eles são contestados antes mesmo de o torneio começar. Primeiro por não levar esse ou aquele jogador. Depois, se não conseguirem os resultados esperados pelos dirigentes, patrocinadores e, principalmente, pela torcida, também são crucificados. A pressão sobre o pobre homem que fica se esgoelando na lateral do campo é absurda. Não basta ser um bom entendedor de futebol para ser técnico, é preciso suportar pressão de todos os lados. Jogadores que não toleram a reserva, outros que não conseguem desenvolver o mesmo papel sempre, além é claro da cornetagem da imprensa e da torcida.

Um número que evidencia bem essa afirmação vem da própria Copa do Mundo. Enquanto Uruguai, Holanda, Alemanha e Espanha ainda correm atrás do título, das outras 28 seleções que já foram eliminadas do torneio: 13 técnicos já foram demitidos, oito têm situação indefinida e, apenas sete devem continuar no cargo (veja abaixo a lista com a situação de cada treinador/seleção). Assim sendo, realmente é possível afirmar que ser técnico de futebol não é uma tarefa das fáceis, mesmo ganhando fortunas em alguns casos.

E você leitor, o que pensa sobre o assunto? Aliás, vale a pena ganhar tanto dinheiro e não ser reconhecido quase nunca? Opine!

TREINADORES DEMITIDOS
– Carlos Alberto Parreira (África do Sul)
– Javier Aguirre (México)
– Raymond Domenech (França)
– Huh Jung-Moo (Coreia do Sul)
– Otto Rehhagel (Grécia)
– Rabah Saadane (Argélia)
– Pim Verbeek (Austrália)
– Takeshi Okada (Japão)
– Paul Le Guen (Camarões)
– Marcello Lippi (Itália)
– Gerardo Martino (Paraguai)
– Dunga (Brasil)
– Sven-Göran Eriksson (Costa do Marfim)

TREINADORES COM SITUAÇÃO INDEFINIDA
– Lars Lagerbäck (Nigéria)
– Diego Maradona (Argentina)
– Bob Bradley (Estados Unidos)
– Milovan Rajevac (Gana)
– Ricki Herbert (Nova Zelândia)
– VladimíRr Weiss (Eslováquia)
– Marcelo Bielsa (Chile)
– Reinaldo Rueda (Honduras)

TREINADORES QUE CONTINUARÃO NO CARGO
– Fabio Capello (Inglaterra)
– Matjaz Kek (Eslovênia)
– Radomir Antic (Sérvia)
– Morten Olsen (Dinamarca)
– Kim Jong Hun (Coreia do Norte)
– Carlos Queiroz (Portugal)
– Ottmar Hitzfeld (Suíça)

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SEMIFINAIS

Jogo: Uruguai X Holanda
Data: 06/07/2010 (terça-feira)
Horário: 15h30
Local: Estádio Green Point, na Cidade do Cabo

Campanha do Uruguai: 5 jogos (Vitórias: 3 / Empates: 2 / Gols pró: 7 / Gols contra: 2)
Campanha da Holanda: 5 jogos (Vitórias: 5 / Gols pró: 9 / Gols contra: 3)
Histórico em Copas do Mundo: 1 jogo (Holanda: 1 vitória)
Histórico do confronto: 4 jogos (Vitórias do Uruguai: 3 / Vitórias da Holanda: 1)

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Jogo: Alemanha X Espanha
Data: 07/07/2010 (quarta-feira)
Horário: 15h30
Local: Estádio Moses Mabhida, em Durban

Campanha da Alemanha: 5 jogos (Vitórias: 4 / Derrotas: 1 / Gols pró: 13 / Gols contra: 2)
Campanha da Espanha: 5 jogos (Vitórias: 4 / Derrotas: 1 / Gols pró: 6 / Gols contra: 2)
Histórico em Copas do Mundo: 3 jogos (Alemanha: 2 vitórias / Empates: 1)
Histórico do confronto: 20 jogos (Alemanha: 8 / Empates: 6 / Espanha: 6)

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Conheça as estatísticas das quatro seleções postulantes ao título do Mundial:

Melhor ataque: Alemanha (13 gols)
Melhor defesa: Uruguai, Alemanha e Espanha (2 gols sofridos)
Artilheiro: David Villa – Espanha (5 gols)
Maior número de faltas cometidas: Holanda – 82 (média: 16,4 por jogo)
Maior número de faltas sofridas: Espanha – 97 (média: 19,4 por jogo)
Mais indisciplinada: Holanda – 12 amarelos (média: 2,4 cartões por jogo)
Mais disciplinada: Espanha – 3 amarelos (média: 0,6 cartões por jogo)
Maior número de finalizações: Espanha – 90 (média: 18 por jogo)
Maior número de chutes a gol: Espanha – 35 (média: 7 por jogo)
Menor número de finalizações: Holanda – 69 (média: 13,8 por jogo)
Menor  número de chutes a gol: Uruguai e Alemanha – 33 (média: 6,6 por jogo)
Maior número de desarmes: Uruguai – 65 (média: 13 por jogo)
Menor número de desarmes: Espanha – 20 (média: 4 por jogo)
Maior número de passes: Espanha – 2.797 (média: 559,4 por jogo)
Menor número de passes: Uruguai – 1.261 (média: 252,2 por jogo)
Maior distância percorrida: Uruguai – 546,83 (média: 109,3 km por jogo)
Menor distância percorrida: Holanda – 509,23 (média: 101,8 km por jogo)

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O diário Olé, jornal tradicionalmente polêmico, estampou esta capa em sua edição impressa de hoje (sábado), um dia após a eliminação brasileira da Copa do Mundo. Como é habitual, o periódico deu mais importância para o fracasso do Brasil do que para a partida decisiva da Argentina contra a Alemanha.

A manchete em letras garrafais “Comprate un LCD (Compre uma televisão de LCD)“, faz alusão que agora os brasileiros só verão os jogos decisivos do Mundial pela televisão. Porém, com a vexatória surra que levaram da Alemanha hoje, qual será a capa do Olé na edição deste domingo?

Vale lembrar que, enquanto eles gozam o insucesso da Seleção Brasileira na África do Sul, a camisa mais tradicional do Planeta carrega cinco estrelas no peito, enquanto os “hermanos” têm apenas duas, sendo que uma delas deveria ter um asterisco no lugar da estrela. Assim sendo, nossos vizinhos precisarão de, no mínimo, 12 anos para alcançarem nossas conquistas, algo pouquíssimo provável.

Chora, Argentina!

Chora, Maradona!

Chora, Olé!

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Argentina 0 X 4 Alemanha

O duelo de duas potências do futebol mundial válido pelas quartas de final da Copa do Mundo tinha tudo para ser o grande jogo da competição. De um lado, uma Argentina empolgada e parecendo viver uma lua de mel com seu treinador Diego Maradona. Do outro, uma Alemanha renovada com um futebol rápido e envolvente. Porém, o que se viu no gramado do estádio Green Point, na Cidade do Cabo, foi uma avalanche alemã que atropelou os argentinos sem dó nem piedade e venceu facilmente por 4 a 0.

Antes mesmo do início da partida, Maradona deve ter se preocupado e rezado muito por seus defensores. Os resultados positivos contra seleções medianas até então, escondiam um problema crônico da atual Seleção Argentina: a defesa. O sistema defensivo formado por um goleiro fraco e zagueiros lentos, seria o prato cheio para a habilidade e velocidade dos jovens da Alemanha. E isso se comprovou logo aos dois minutos. Schweinsteiger cobrou falta pela esquerda, a zaga argentina ficou só olhando e Thomas Müller, de cabeça, antecipou o goleiro Sergio Romero para abrir o marcador. O começo fulminante dos europeus assustou os sul-americanos.

Prensados no campo de defesa, os argentinos não conseguiam criar jogadas ofensivas e esbarravam na forte marcação da Alemanha. Acusando o golpe, a Argentina quase levou o segundo gol aos 23 minutos. Müller fez boa jogada pela direita e rolou a bola para Klose, que finalizou para fora e desperdiçou grande oportunidade. Como não poderia deixar de ser, todas as tentativas dos argentinos passavam pelos pés de Messi, que recebia marcação de dois ou três adversários e, assim, não conseguia criar suas tradicionais jogadas.

Aos 33, num dos raros momentos interessantes, Higuaín recebeu a bola dentro da área, girou e bateu no canto, mas Neuer defendeu. No minuto seguinte, Messi cobrou falta e a bola bateu na barreira. No rebote, Heinze dominou e lançou para Tevez, que passou para Higuaín marcar o gol. Porém, o árbitro Ravshan Irmatov, do Uzbequistão, invalidou o tento acertadamente, já que Tevez e Higuaín estavam impedidos no lance.

O primeiro tempo terminou com a vantagem alemã. Assim, restavam 45 minutos para a Argentina melhorar seu futebol e tentar a virada. Entretanto, os planos dos sul-americanos foram ruíndo pouco a pouco. Com a postura diferente, os argentinos tiveram ao menos cinco chances de empatar o jogo até os 20 minutos, mas a falta de pontaria não assustou o goleiro alemão. Se aproveitando dos erros do rival, a Alemanha tratou de resolver o jogo. E o segundo gol saiu com imensa facilidade. Aos 22, Müller conseguiu tocar a bola mesmo caído para Podolski, que avançou sem marcação, esperou Klose se posicionar e só rolou para o artilheiro fazer o segundo dos germânicos.

Percebendo a fragilidade do adversário, os alemães sentiram que poderiam fazer mais gols. E fizeram mesmo. Aos 28 minutos, Schweinsteiger fez uma brilhante jogada pela esquerda, driblou três argentinos e, na saída do goleiro, só rolou para Friedrich mandar para o fundo do gol. O placar apontava 3 a 0 e cabia mais. Atônita, a Argentina sentiu o baque e passou a assistir o show da equipe de Joachim Löw. Aos 35, Podolski quase marcou o seu, em chute forte de fora da área bem defendido por Romero.

Mas aos 43 minutos, os argentinos não conseguiram escapar do quarto gol alemão. Em rápido contra-ataque, Podolski avançou com a bola, passou para Özil cruzar e encontrar Klose sozinho na área. O jogador, com a calma peculiar de um matador, tocou de primeira e fez o quarto. O gol fechou o caixão argentino neste Mundial, colocou o alemão na vice-artilharia do torneio, com quatro gols e, de quebra, atingiu à marca de 14 tentos na história das Copas do Mundo, se igualou ao seu compatriota Gerd Müller e ficou a apenas um gol de Ronaldo, o maior artilheiro de todas as competições.

A contundente vitória alemã provou que a renovação feita por Joachim Löw, de fato, foi positiva. Depois de um início avassalador na estreia da Copa, a Alemanha teve sua qualidade colocada à prova após perder para a Sérvia. Mas, de lá para cá, o que se viu foram grandes atuações dos germânicos. Thomas Müller e Özil são as grandes revelações do torneio, enquanto Podolski e Schweinsteiger são os maestros do time, além do já conhecido faro de gol do artilheiro Miroslav Klose. Assim, a equipe europeia aparece como a grande favorita para levar a taça neste ano e conquistar seu tetracampeonato.

Aos argentinos, só restam as lágrimas. O semblante de Maradona ao término da partida evidenciava o estrago que os alemães fizeram. O ex-jogador confiava demais na conquista de uma Copa do Mundo como treinador. Apostava em sua principal estrela, Lionel Messi, que nada fez no Mundial. A Argentina segue em sua sina de não conseguir um bom resultado sequer há 20 anos, desde a Copa da Itália, em 1990, quando foram derrotados pelos mesmos adversários de hoje na decisão.

Paraguai 0 X 1 Espanha

O jogo decisivo entre paraguaios e espanhóis no Ellis Park, em Joanesburgo, tinha um roteiro anunciado antecipadamente. Se tudo corresse dentro dos conformes, a Espanha venceria facilmente o Paraguai, que teve seu méritos ao chegar até as quartas de final, mas que, ao mesmo tempo, atingiu esta fase como a pior equipe entre as finalistas. Como o futebol é um esporte totalmente imprevísivel, os europeus estiveram perto de perder a vaga na semifinais e, depois de uma reviravolta, conseguiram vencer com muito suor o adversário por 1 a 0 e obtiveram a classificação.

O primeiro tempo da partida foi amarrado demais. Os paraguaios apresentaram novamente seu conhecido ferrolho e impuseram muitas dificuldades aos espanhóis. Dessa forma, nenhuma chance real de gol foi criada e os goleiros foram meros espectadores do jogo. Parecia que toda a emoção estava reservada para a segunda etapa.

Aos 11 minutos, Edgar Barreto cobrou escanteio da esquerda e, enquanto a bola viajava pela área, o zagueiro Piqué agarrou Cardozo. O árbitro não hesitou ao marcar o pênalti e o próprio Cardozo bateu e viu Iker Casillas defender. O atacante desperdiçou uma chance e tanto de ver sua equipe continuar fazendo história nos gramados da África do Sul.

Após a defesa da penalidade, Casillas lançou a bola para o campo de ataque e, de forma incrível, David Villa avançou e foi derrubado por Alcaraz dentro da área. O árbitro guatemalteco Carlos Batres exagerou e marcou outro pênalti. Xabi Alonso cobrou e fez o gol, mas o juiz mandou voltar por ter visto uma invasão na área. Assim, o espanhol cobrou de novo e Justo Villar defendeu. Em um minuto, o jogo chato se transformou e ganhou emoção para todos os gostos. Com os erros de Cardozo e Xabi Alonso, o placar persistiu e quem se saiu bem foram os goleiros.

Com tantas emoções, o jogo melhorou consideravelmente. O Paraguai resolveu sair de trás e a partida ficou aberta. Com a habitual troca de passes, os espanhóis foram com tudo em busca do gol. Aos 17, depois de rápido contra-ataque, Iniesta chutou colocado e Villar fez boa defesa. O gol saiu, enfim, somente aos 37 minutos. Depois de boa triangulação no meio campo, Fábregas tocou para Xavi, que passou para Iniesta. O jogador do Barcelona avançou, driblou dois paraguaios e rolou para Pedro chutar a bola na trave. No rebote, David Villa bateu de primeira e, caprichosamente, a bola tocou nas duas traves antes de entrar. Foi o quinto tento anotado por Villa na Copa do Mundo em cinco partidas disputadas. Assim, o atacante espanhol é o artilheiro isolado do torneio.

Depois de sofrer o gol, o time sul-americano não teve forças para reagir e, dessa forma, se despediu da Copa do Mundo de forma honrosa. Além de ter chegado às quartas de final pela primeira vez na história, os paraguaios venderam caro a derrota para a favorita Espanha, que segue firme no Mundial em busca do inédito feito. Com a vitória, a ‘Fúria‘ quebrou uma marca que já durava 60 anos. A primeira e única vez que os espanhóis chegaram a uma semifinal de Copa do Mundo, aconteceu no longínquo ano de 1950, quando a competição foi disputada no Brasil.

Assim, o que tinha tudo para ser uma Copa América com grife, cada vez mais se transforma numa Eurocopa. O clássico europeu entre Alemanha e Espanha vale uma vaga na decisão do Mundial e acontecerá na próxima quarta-feira (7/7), no estádio Moses Mabhida, em Durban, às 15h30. Os alemães tentam chegar à oitava final de Copa do Mundo, enquanto os espanhóis buscam a primeira.

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Holanda 2 X 1 Brasil

Abrindo a fase de quartas de final da Copa do Mundo, Brasil e Holanda se enfrentaram em Porto Elizabeth, no estádio Nelson Mandela Bay. O time brasileiro teve o retorno de Felipe Melo no meio de campo e Daniel Alves permaneceu no lugar de Elano. A Holanda veio com quase o mesmo time dos últimos jogos, excessão feita a entrada do zagueiro Ooijer na vaga de Mathijsen, que sentiu dores no aquecimento. O trio de ataque foi o mesmo, com Van Persie como centroavante, Kuyt e Robben pelos lados.

O jogo começou truncado e com muita marcação no meio de campo. A Holanda tinha maior posse de bola, mas não chegava ao gol de Júlio César. Robben, como se esperava, era a principal opção dos europeus, mas era bem anulado por Michel Bastos e Gilberto Silva. Aos oito minutos, Daniel Alves recebeu pela esquerda a cruzou para Robinho, que empurrou para as redes. Mas o assistente marcou impedimento, pois Daniel estava à frente quando recebeu o lançamento de Kaká. O gol anulado não abateu o time de Dunga, que manteve a pressão. E logo na sequencia, aos dez minutos, Felipe Melo fez um passe primoroso para Robinho, que bateu de primeira e abriu o placar para o Brasil.

O time brasileiro percebeu o bom momento e se animou. Com a defesa bem postada, partiu para cima da Holanda em busca de uma vantagem maior. Juan teve ótima chance, mas chutou por cima. Aos 31, Kaká, em linda jogada com Robinho e Luís Fabiano, bateu da entrada da área, com efeito, para ótima defesa de Stekelenburg. A Holanda só chegou ao gol de Julio Cesar com Kuyt, que arriscou chute pela esquerda. Mas a equipe do treinador Bert Van Marwijk não levava perigo. Robben era acionado para fazer sua jogada típica, driblar pelo meio e chutar. Mas Michel Bastos e Gilberto Silva conseguiram barrá-lo em todas as oportunidades nos primeiros 45 minutos.

O segundo tempo começou com algo impensável para a torcida verde e amarela: instabilidade na defesa. Felipe Melo quase entregou a bola para Robben aos quatro minutos, levando bronca do capitão Lúcio. E, aos dez minutos, Michel Bastos fez falta no jogador do Bayern de Munique pela direita. Na cobrança, Sneijder lançou na área e Felipe Melo e Júlio César se atrapalharam. O desvio do volante brasileiro mandou a bola para o fundo do gol e deu o empate para os holandeses.

O gol abateu claramente o Brasil. Percebendo a chance, a Holanda partiu para definir o jogo. Atacando sempre pelos lados, a “Laranja Mecânica” chegava com perigo, levando sufoco para o adversário. Até que aos 23 minutos, Juan cedeu escanteio. Na cobrança, Kuyt desviou na primeira trave e Sneijder concluiu para marcar o segundo gol holandês. Aos 28, Felipe Melo, que fez um bom primeiro tempo, voltou ao normal. Perdeu o controle e, desnecessariamente, pisou em Robben, após fazer falta. Foi justamente expulso e praticamente acabou com as chances do Brasil reagir na partida.

O desespero bateu e Dunga resolveu mexer, mas não ousou. Trocou o apagado Luís Fabiano por Nilmar, para dar mais movimentação no ataque, quando o certo seria tirar algum homem do meio e usar três atacantes para buscar o empate. Mas o nervosismo era tanto que a única jogada era levantar a bola na área. A Holanda ficou com o jogo que mais gosta, com espaço para os contra golpes. E só não fez o terceiro gol por capricho.

A falta de opções para mudar uma partida difícil ficou evidente para os brasileiros. Após um ótimo primeiro tempo, o time de Dunga se perdeu em campo e não soube reagir. Agora, a Holanda enfrenta o Uruguai na próxima terça-feira (6/7), pelas semifinais, na Cidade do Cabo, às 15h30. A equipe de Robben, Van Persie e Sneijder permanece na busca pelo título inédito. Já o Brasil terá quatro anos para se preparar para o próximo Mundial, em que já está garantido por ser o país sede.

Uruguai 1 (4) X (2) 1 Gana

O jogo entre sul-americanos e africanos valia muito mais do que uma simples classificação às semifinais do Mundial. Para o Uruguai, uma vitória significaria a redenção de uma das seleções mais tradicionais do mundo, que estava adormecida desde 1970. Já para os ganeses, a honra de toda a África estava em jogo. Num jogo bastante corrido e com boas oportunidades para os dois lados, as equipes empataram por 1 a 1 no tempo normal, foram para a prorrogação e, de forma emocionante, o Uruguai conseguiu a classificação nos pênaltis.

Empolgado com os resultados positivos até aqui, os uruguaios começaram a partida com tudo. E não demorou muito para que a rápida movimentação do trio ofensivo formado por Luis Suárez, Diego Forlán e Edinson Cavani começasse a dar trabalho para a equipe africana. Aos nove minutos, Luis Suárez fez boa jogada pela esquerda, driblou dois adversários e chutou para gol, mas o goleiro Kingson defendeu com segurança. Aos 17, a chance foi mais perigosa ainda. Forlán cobrou escanteio da esquerda, a bola desviou no meio do caminho e o goleiro de Gana precisou fazer uma defesa usando muito reflexo.

Aos 25, outra boa oportunidade foi desperdiçada pelo Uruguai. Fucile cobrou lateral, Luis Suárez se aproveitou do vacilo da zaga e, de primeira, mandou uma bomba para o gol, obrigando Kingson a fazer outra boa defesa. A superioridade uruguaia era tamanha, que os ganeses só conseguiram criar o primeiro lance perigoso aos 29 minutos. Muntari cobrou escanteio, os defensores do Uruguai ficaram olhando e Vorsah mandou de cabeça, mas a bola passou rente à trave. A partir daí, os jogadores de Gana passaram a gostar do jogo. Aos 31, Prince Boateng fez linda jogada pela direita, deu um drible da vaca no adversário e rolou para Gyan, que chutou com perigo e a bola passou perto da trave.

A pressão de Gana encurralava os uruguaios no campo defensivo. Para piorar a situação, o zagueiro e capitão, Diego Lugano, sentiu uma contusão no joelho e precisou ser substituído aos 38 minutos. O treinador Óscar Tabarez colocou o inseguro Scotti em seu lugar e tudo parecia conspirar contra os sul-americanos. Aos 44, Inkoom avançou pela direita e cruzou para a área. Prince Boateng, de bicicleta, quase marcou um golaço, mas a bola subiu muito. A insistência da equipe africana valeu a pena. Nos acréscimos, Muntari, que substituia o suspenso Ayew, recebeu a bola na intermediária, ajeitou o corpo e mandou uma bomba para abrir o placar. Um bonito gol e as esperanças dos ‘Black Stars‘ estavam renovadas. Por outro lado, os uruguaios sentiram o baque e saíram para o intervalo cabisbaixos.

Os ganeses voltaram para o segundo tempo com a mesma escalação, enquanto o técnico uruguaio sacou o inoperante Álvaro Fernández e colocou o jovem Nicolás Lodeiro em campo. Mas o que mudou mesmo foi a postura do Uruguai. Aguerrido, não demorou muito para o empate acontecer. Aos nove minutos, Forlán cobrou uma falta do bico da área com muito efeito e empatou a peleja. Foi o terceiro gol do craque uruguaio neste Mundial. Com o jogo empatado, a partida ficou totalmente aberta e chances foram criadas para os dois lados. Gyan perdeu aos 12, enquanto Luis Suárez desperdiçou duas oportunidades, aos 20 e aos 24, respectivamente.

Como a igualdade persistiu, a decisão da vaga foi para a prorrogação. Cansados, os jogadores das duas equipes pouco produziram e tudo levava a crer que o semifinalista saíria nos pênaltis. Até que, nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação, Pantsil cruzou a bola na área, Prince Boateng desviou de cabeça e, depois de um bate-rebate incrível, o atacante uruguaio Luis Suárez tirou a bola com a mão em cima da linha. O árbitro português Olegario Benquerenca, bem posicionado, viu o lance, expulsou o jogador e deu pênalti para Gana. Festa na torcida, festa na África e o desespero estampado no rosto dos uruguaios. Entretanto, o que parecia pouco provável, aconteceu. Gyan, que já havia marcado dois gols de pênalti nesta Copa do Mundo, correu para a cobrança e… chutou no travessão. A situação se inverteu completamente. Ganenses se desesperaram, enquanto a equipe do Uruguai ganhou sobrevida e foi empolgada para as penalidades máximas.

Mesmo antes de se conhecer o vencedor, a partida dos ‘azarões’ do torneio já se tornava a mais emocionante até aqui. A disputa foi iniciada com boa cobrança de Forlán, que inaugurou o placar. Gyan, que acabara de perder, cobrou com perfeição no ângulo e empatou. Victorino fez 2 a 1 para o Uruguai e Appiah empatou a série. Scotti marcou o terceiro, viu Mensah cobrar de forma bisonha e o goleiro Muslera defender. Maxi Pereira à lá Roberto Baggio, também desperdiçou sua cobrança. Mas, novamente, Gana perdeu sua cobrança através dos pés de Adiyiah. Na última cobrança, bastava fazer o gol para que o Uruguai conquistasse a classificação. E, ‘El Loco‘ Abreu, não decepcionou. Ao seu estilo, o jogador do Botafogo deu uma cavadinha e colocou a ‘Celeste Olímpica‘ nas semifinais da Copa do Mundo, depois de 40 anos.

Colaborou: Erik Rodrigues

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QUARTAS DE FINAL

Jogo: Holanda X Brasil
Data: 02/07/2010 (sexta-feira)
Horário: 11h
Local: Estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth

Campanha da Holanda: 4 jogos (Vitórias: 4 / Gols pró: 7 / Gols contra: 2)
Campanha do Brasil: 4 jogos (Vitórias: 3 / Empates: 1 / Gols pró: 8 / Gols contra: 2)
Histórico em Copas do Mundo: 3 jogos (Holanda: 1 vitória / Brasil: 2 vitórias)
Histórico do confronto: 9 jogos (Holanda: 2 / Empates: 4 / Brasil: 3)

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Jogo: Uruguai X Gana
Data: 02/07/2010 (sexta-feira)
Horário: 15h30
Local: Estádio Soccer City, em Joanesburgo

Campanha do Uruguai: 4 jogos (Vitórias: 3 / Empates: 1 / Gols pró: 6 / Gols contra: 1)
Campanha de Gana: 4 jogos (Vitórias: 2 / Empates: 1 / Derrotas: 1 / Gols pró: 4 / Gols contra: 3)
Histórico em Copas do Mundo: Nunca se enfrentaram
Histórico do confronto: Nunca se enfrentaram

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Jogo: Argentina X Alemanha
Data: 03/07/2010 (sábado)
Horário: 11h
Local: Estádio Green Point, na Cidade do Cabo

Campanha da Argentina: 4 jogos (Vitórias: 4 / Gols pró: 10 / Gols contra: 2)
Campanha da Alemanha: 4 jogos (Vitórias: 3 / Derrotas: 1 / Gols pró: 9 / Gols contra: 2)
Histórico em Copas do Mundo: 5 jogos (Argentina: 1 vitória / Empates: 1 / Alemanha: 3 vitórias)
Histórico do confronto: 18 jogos (Argentina: 8 / Empates: 5 / Alemanha: 5)

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Jogo: Paraguai X Espanha
Data: 03/07/2010 (sábado)
Horário: 15h30
Local: Estádio Soccer City, em Joanesburgo

Campanha do Paraguai: 4 jogos (Vitórias: 1 / Empates: 3 / Gols pró: 3 / Gols contra: 1)
Campanha da Espanha: 4 jogos (Vitórias: 3 / Derrotas: 1 / Gols pró: 5 / Gols contra: 2 )
Histórico em Copas do Mundo: 2 jogos (Espanha: 1 vitória / Empates: 1)
Histórico do confronto: 3 jogos (Espanha: 1 / Empates: 2)

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Conheça as estatísticas das oito seleções postulantes ao título do Mundial:

Melhor ataque: Argentina (10 gols)
Melhor defesa: Uruguai e Paraguai (1 gol sofrido)
Artilheiros: Higuaín (Argentina) e David Villa (Espanha) – 4 gols cada
Maior número de faltas cometidas: Paraguai – 72 (média: 18 por jogo)
Maior número de faltas sofridas: Espanha – 74 (média: 18,5 por jogo)
Mais indisciplinada: Alemanha – 7 A e 1 V (média: 2 cartões por jogo)
Mais disciplinada: Espanha – 1 amarelo (média: 0,25 cartões por jogo)
Maior número de finalizações:
Argentina – 75 (média: 18,7 por jogo)
Maior número de chutes a gol: Argentina – 36 (média: 9 por jogo)
Menor número de finalizações: Paraguai – 54 (média: 13,5 por jogo)
Menor  número de chutes a gol: Gana – 20 (média: 5 por jogo)
Maior número de desarmes: Uruguai – 58 (média: 14,5 por jogo)
Menor número de desarmes: Argentina – 18 (média: 4,5 por jogo)
Maior número de passes: Espanha – 2.265 (média: 566,2 por jogo)
Menor número de passes: Uruguai – 1.055 (média: 263,7 por jogo)
Maior distância percorrida: Gana – 445,84 (média: 111,4 km por jogo)
Menor distância percorrida: Argentina – 393,44 (média: 98,3 km por jogo)

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