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Uruguai 2 X 3 Holanda

A primeira semifinal da Copa do Mundo colocou frente a frente o bicampeão Uruguai contra a Holanda, a única seleção que chegou à esta fase com 100% de aproveitamento. Já apontados como favoritos para o confronto, os holandeses ainda se beneficiaram com os inúmeros desfalques uruguaios (Lugano e Fucile machucados, além de Luis Suárez suspenso) que forçou o técnico Oscar Tabárez até a mudar o esquema tático, e, depois de encontrarem muitas dificuldades, resolveram o jogo só no segundo tempo e venceram por 3 a 2. Este resultado recoloca a Holanda numa decisão de Copa do Mundo pela terceira vez na história.

A ‘Celeste‘ jogou quatro dos seus cinco jogos no Mundial no esquema 4-3-3, com Forlán mais recuado e Suárez e Cavani avançados. Como Suárez não pôde ser escalado hoje, o treinador uruguaio precisou mudar seu esquema de jogo para o 4-4-2, deixando Forlán no ataque, algo que diminuiu consideravelmente o desempenho do principal jogador do time. Assim sendo, a Holanda tratou de impor seu favoritismo e começou pressionando os sul-americanos. O lateral esquerdo Martín Cáceres, que substituia Fucile, parecia perdido em campo e nos cinco minutos iniciais errou todas os passes que tentou.

A primeira grande oportunidade da partida aconteceu aos três minutos. Sneijder cruzou a bola na área e o goleiro Muslera saiu errado do gol. No rebote, Kuyt pegou de primeira e chutou por cima da trave. Era o prenúncio da superioridade técnica que os holandeses teriam nos minutos seguintes da partida. Com o Uruguai recuado, a Holanda percebeu o bom momento e abriu o placar aos 17 minutos, em chute de muito longe do capitão Van Bronckhorst que entrou no ângulo de Muslera.

Com a vantagem, os comandados do técnico Bert Van Marwijk diminuiram o ritmo e deixaram espaços. Mesmo com mais liberdade, a falta de qualidade técnica da ‘Celeste’ impedia que o empate saísse. Porém, a Seleção Uruguaia vem recebendo muitos elogios neste Mundial por dois motivos: sua tradicional garra e Diego Forlán, o único jogador com poder de decidir uma partida. E não deu outra. Aos 40 minutos, Forlán — sempre ele — arriscou um chute de fora da área e fez um golaço, empatando o jogo.

O gol era tudo que os uruguaios precisavam. No retorno do intervalo, a equipe de Oscar Tabárez voltou mais confiante e passou a dominar a partida. Esse domínio durou até o vigésimo minuto da segunda etapa e, na única chance real de gol, aos cinco, a Holanda errou a saída de bola, Cavani dividiu com o goleiro Stekelenburg e na sobra Van Bronckhorst tirou a bola para salvar os europeus. O domínio não foi bem aproveitado pela ‘Celeste‘, que não conseguiu desempatar o jogo e aos poucos foi perdendo terreno. Aos 24, Sneijder arriscou um chute rasteiro, a bola passou por dois zagueiros uruguaios, traiu Muslera e morreu no fundo da rede, desempatando o jogo para a ‘Laranja Mecânica‘.

Três minutos depois veio o golpe de misericórdia. Kuyt cruzou da esquerda e Robben fez o terceiro de cabeça. O gol abateu demais o Uruguai. Mas a cultura do povo ‘charruá’ tem como tradição a raça, a determinação e a questão de jamais deixar de lutar. Dessa forma, a ‘Celeste‘ continuou lutando — mesmo que quase sem forças — e não desistiu. Foi para o tudo ou nada e conseguiu diminuir o placar aos 46 minutos, com gol de Maxi Pereira, de fora da área. O gol pôs fogo no jogo novamente. O árbitro uzbeque, Ravshan Irmatov, que havia dado apenas três minutos de acréscimos, deixou o jogo correr até os 50, para o desespero da Holanda. Em três minutos, o Uruguai jogou inúmeras bolas para a área em busca do empate, que não veio, mas ao menos a vontade da equipe deve ser exaltada.

Os uruguaios se classificaram para a Copa do Mundo na bacia das almas. Depois de terminar em quinto lugar nas eliminatórias sul-americanas, o Uruguai precisou disputar a repescagem contra a Costa Rica e a vaga só foi definida nos minutos finais do confronto. É óbvio que ninguém esperava uma campanha tão boa como essa, talvez nem mesmo os jogadores. Com qualidade técnica inferior a do adversário, a ‘Celeste‘ não deixou de lutar e vendeu caro a derrota para a forte Holanda. Mesmo não disputando a decisão da Copa do Mundo, os uruguaios merecem todos os elogios.

A Holanda, por sua vez, vem fazendo seu papel de forma pragmática, é bem verdade, mas não é justo desconfiar da qualidade de um time que não perde há 25 jogos, que até aqui venceu os seis jogos que disputou no Mundial e que tem dois jogadores com a qualidade de Sneijder e Robben. Depois de 32 anos, a ‘Laranja Mecânica‘, sem o mesmo brilho de outrora, está na decisão da Copa do Mundo pela terceira vez em sua história. Independente do título, os craques do passado que chegaram tão perto das conquistas em 1974 e 1978 devem estar orgulhosos com a nova geração. A Holanda conhecerá seu adversário na decisão amanhã, no confronto entre Alemanha e Espanha.

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Honduras 0 X 1 Chile

O confronto latino-americano da Copa do Mundo foi bastante movimentado. O Chile venceu Honduras por 1 a 0 e ainda teve muitas chances de fazer mais gols, mostrando um futebol convincente e que fez história. A equipe dirigida por Marcelo ‘El Loco’ Bielsa quebrou um jejum que já durava 48 anos. A última vitória chilena em um Mundial aconteceu no longínquo ano de 1962, quando o país sediou o torneio e venceu a extinta Iugoslávia por 1 a 0 na disputa pelo terceiro lugar.

A Seleção Chilena mostrou potencial desde o começo do jogo, com bastante ousadia e rapidez de seus jogadores. O domínio dos sul-americanos era total, mas o erro crucial era o último passe. Mesmo sem levar perigo eminente ao goleiro Noel Valladares, o trio ofensivo do Chile (Valdivia, Beausejour e Alexis Sánchez) trocava bons passes pelos dois lados do campo e demonstravam bastante desenvoltura. Essa foi a tônica dos primeiros 30 minutos. O Chile atacava e os hondurenhos se defendiam. Até que, aos 34 minutos, os chilenos foram premiados pela insistência. Isla recebeu a bola na direita e cruzou rasteiro para Beausejour desviar para o gol e abrir o placar. Os comandados de ‘El Loco’ Bielsa continuaram dominando a partida, mas não conseguiram aumentar o resultado. A Seleção Hondurenha só levou perigo no último minuto do primeiro tempo. Em cobrança de falta, Nuñez chutou no meio do gol e obrigou o goleiro Claudio Bravo a mandar a bola para escanteio.

Diferente de tudo que havia acontecido na Copa do Mundo até aqui, o jogo era bom e com jogadas interessantes. O Chile queria mais e quase ampliou aos 16 minutos, quando Alexis Sánchez recebeu bom passe de Valdivia, avançou sozinho e chutou para fora, perdendo uma boa chance. Três minutos mais tarde outra investida perigosa. Em bola alçada na área, o defensor Vidal escorou de cabeça para o meio e Ponce, sozinho, cabeceou obrigado o arqueiro Valladares a fazer uma grande defesa.

O jogo terminou 1 a 0, mas o amplo domínio do Chile só não rendeu mais gols por dois motivos: a falta de pontaria dos chilenos e a ótima atuação do goleiro Valladares, de Honduras. A superioridade técnica de ‘La Roja’ foi explicada nos números do jogo: 56% de posse de bola e 20 finalizações ao gol. O time da América Central não deve passar da primeira fase, enquanto a equipe de ‘El Loco’ Bielsa tem grandes possibilidades de fazer uma boa campanha no Mundial.

Espanha 0 X 1 Suíça

Estava tudo pronto para o show da Espanha no Mundial. Título da Eurocopa em 2008 e campanha irrepreensível nas eliminatórias europeias, com dez vitórias em dez jogos disputados. Tudo credenciava a ‘Fúria’ como grande candidata ao título em 2010. Depois de inúmeros fracassos na história das Copas do Mundo, especialistas alertavam que a hora da Espanha era essa. Mas no continente africano, zebras são animas comuns e que estão por todos os lados. E a tal da zebra veio pintada de vermelho e branco, nas cores da Suíça, que montou um ferrolho, conseguiu conter o ímpeto da equipe de Vicente Del Bosque e ainda conseguiu marcar o gol que deu a vitória e recolocou todo o fantasma dos vexames em cima dos espanhóis.

Estranhamente, o treinador espanhol decidiu poupar duas de suas estrelas da companhia: Fernando Torres e Césc Fabregas. Ambos começaram a partida no banco de reservas e fizeram a equipe europeia perder muito na qualidade ofensiva. Mesmo assim, o domínio do jogo foi todo da Espanha. A primeira chance real aconteceu aos 23 minutos, quando Iniesta tocou a bola para Piqué, que cortou o zagueiro e chutou em cima do goleiro suíço. A Suíça, por sua vez, deu seu primeiro chute ao gol somente aos 25 minutos, mas não levou perigo ao goleiro Iker Casillas. A ‘Fúria’ parecia querer jogar bonito, caprichar muitos nos lances, algo que tornava as jogadas pouco objetivas. Aos 43, outra chance foi desperdiçada. Iniesta, que fez uma boa partida, tocou na esquerda para David Villa, que limpou o zagueiro e tocou por cobertura, mas a bola nem chegou a sair pela linha de fundo.

Sem conseguir o gol, os jogadores espanhóis pareciam nervosos. Tentavam, tentavam e quando não esbarravam nos próprios erros, eram parados pela alta zaga da Suíça, que inclusive, foi eliminada do Mundial em 2006 sem tomar um gol sequer e, como passou ilesa no jogo de hoje, já está a mais de sete horas e meia sem ser vazada em jogos de Copa do Mundo.

Jogando com todo mundo atrás, a Suíça conseguiu a proeza e abriu o placar aos seis minutos. Num rápido contra-ataque, Derdyiok dividiu a bola com o goleiro Casillas e a bola sobrou para Gelson Fernandes fazer o gol. Um duro golpe nos comandados de Vicente Del Bosque, que a partir daí, intensificaram a pressão.

David Villa arriscou aos 12 e aos 15 e errou nas duas oportunidades. O próprio atacante fez outra jogada aos 17 e tocou de lado, Iniesta bateu de primeira sem levar perigo. Com a Suíça toda retrancada, o treinador espanhol resolveu colocar Fernando ‘El Niño’ Torres em campo. No primeiro lance do atacante do Liverpool, ele recebeu a bola na entrada da área, girou e chutou para fora. Aos 24, Torres levou perigo novamente, mas o goleiro Benaglio mandou a bola para escanteio. Na cobrança, Xavi tocou rasteira e Xabi Alonso mandou um foguete que explodiu na trave, criando a melhor chance da Espanha no jogo.  Ficou nítida a melhora da equipe com a entrada de Fernando Torres. Com ele em campo, as chances aumentaram nos minutos seguintes. Aos 26, Jesús Navas fez boa jogada pela direita, driblou o zagueiro e chutou para o gol, obrigando Benaglio a fazer outra defesa.

O jogo era disputado somente no campo de defesa dos suíços e a Espanha apertava. Na única vez que a Suíça saiu de trás, levou perigo outra vez. Aos 29, Derdyiok puxou o contra-ataque, driblou dois marcadores e chutou na trave. Com tanta pressão ofensiva, os espanhóis se descuidavam na zaga. Mas nem a ampla posse de bola da Espanha (63%) e as 24 conclusões a gol (a Suíça teve apenas oito), fizeram valer o favoritismo da ‘Fúria’. A Suíça se preocupou apenas em defender – e bem, diga-se de passagem – e nas únicas vezes que foi a frente acabou com o jogo.

Com isso, chilenos e suíços lideram o grupo H com três pontos cada. Espanha e Honduras estão na lanterna sem nenhum ponto. Os líderes se enfrentam no próximo dia 21/06 (segunda-feira), em Porto Elizabeth, às 11h. No mesmo dia, espanhóis e hondurenhos buscarão os primeiros pontos no Mundial, em jogo disputado em Joanesburgo, às 15h30.

África do Sul 0 X 3 Uruguai

No futebol, muito se diz que a camisa de determinado clube ou seleção pesa. E isso pode ser enquadrado ao Uruguai. A camisa celeste parece pesar uma tonelada e, mesmo adormecida por tanto tempo, provou hoje que tradição é algo que deve ser relevado no esporte. Mesmo enfrentando os empolgados donos da casa e as milhares de vuvuzelas, o Uruguai se impôs, mudou sua formação tática e com um bom futebol, venceu os Bafana Bafana por 3 a 0. As barulhentas cornetas silenciaram-se, assim como acontecera em 1950, quando os uruguaios calaram mais de 200 mil torcedores no Maracanã, episódio conhecido como ‘Maracanazzo’. Parece que eles são especialistas em jogar água no chope do anfitrião, e devem ser mesmo, afinal, hoje causaram o ‘Vuvuzelazzo’.

No primeiro jogo do Uruguai, o MFC alertou que um talento como Diego Forlán não poderia jogar sozinho no ataque, tentando decidir tudo sozinho. O técnico Oscár Tabarez parece ter lido o blog e, para a partida de hoje, mudou radicalmente a estratégia de jogo. Colocou Forlán mais recuado, como um falso terceiro homem de ataque e, lá na frente, escalou a dupla Luís Suarez e Edison Cavani. O Uruguai venceu o jogo pela escalação. Um time com bons talentos não pode jogar tão recuado e defensivo. A mudança surtiu efeito logo nos primeiros minutos do confronto.

Aos 24 minutos, Forlán recebeu a bola no meio, girou e, de longe, chutou forte. A bola desviou no capitão Mokoena e enganou o goleiro Khune, que nada pode fazer a não ser olhar o primeiro gol uruguaio. As chances perigosas eram todas criadas pela ‘Celeste’. O time sul-africano parecia nervoso e tentava usar a velocidade para conseguir o empate, mas a bem postada zaga do Uruguai impedia todas as vezes.

O meio de campo era amplamente dominado pelos uruguaios. Forlán e seus companheiros trocavam passes e chegavam facilmente à área adversária. E dessa forma o primeiro tempo terminou. A equipe de Carlos Alberto Parreira precisava melhorar muito para a segunda etapa.

O segundo tempo começou da mesma forma e ficou assim até aos 34 minutos, quando Forlán enfiou a bola para Luís Suarez – em posição duvidosa – que, tentou driblar o goleiro e foi derrubado. O juiz marcou o pênalti e expulsou Khune, gerando aflição no estádio. Forlán bateu e converteu a penalidade, ampliando a vantagem e se isolando na artilharia do Mundial, com dois gols. Nos minutos finais, ainda deu tempo do atacante dar mais um precioso passe para Suarez, que cruzou para o meio da área e deixou Álvaro Pereira livre para marcar o terceiro tento.

O Uruguai fez uma bela apresentação. Sem sustos, dominou todo o jogo e ganhou de forma incontestável. A vitória deixou a ‘Celeste’ em boa situação no grupo A com quatro pontos, precisando apenas empatar o último confronto para obter uma vaga nas oitavas de final. A África do Sul, por sua vez, está com a vida bem complicada na chave. Com apenas um ponto em dois jogos, os Bafana Bafana torcerão para que o confronto entre França e México termine empatado amanhã, pois assim as chances de avançar não serão tão remotas. As duas equipes voltam a campo na próxima terça-feira (22/06). O Uruguai encara o México em Rustemburgo, às 11h, enquanto a África do Sul pega a França em Bloemfontein, no mesmo horário.

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África do Sul 1 X 1 México

A Copa do Mundo de 2010, enfim, começou. Nesta sexta-feira tivemos os dois primeiros jogos, ambos válidos pelo grupo A do torneio e ninguém conseguiu vencer. Pela manhã, a África do Sul inaugurou o bonito estádio Soccer City, em Joanesburgo, e apenas empatou em 1 a 1 com o México, frustrando a barulhenta torcida. Mais tarde foi a vez de dois campeões mundiais se enfrentarem e também empaterem a partida, dessa vez, sem gols.

O jogo entre sul-africanos e mexicanos foi bastante movimentado. Se não houve um primor de técnica, pelo menos a vontade e a velocidade prevaleceu. O primeiro tempo foi totalmente comandando pelo México. Javier Aguirre apostou em um ataque leve e com jogadores jovens. Giovanni dos Santos foi bastante perigoso e levou a equipe para o ataque. Podia ter arriscado mais chutes para o gol, já que o jovem atleta, filho de um brasileiro, mostrava bastante habilidade, mas pecava na hora da finalização. Carlos Vela, outro jovem do elenco, pouco fez, tanto que foi substituído na segunda etapa. Mesmo com muita posse de bola e superioridade, os mexicanos não conseguiram abrir o placar.

Os Bafana Bafana parecem nervosos em campo na primeira metade. Porém, Carlos Alberto Parreira os tranquilizou no intervalo e a postura mudou nos 45 minutos finais. Trabalhando melhor a bola e com mais tranquilidade, os sul-africanos equilibraram o jogo e conseguiram abrir o placar. Depois de jogada envolvente que começou ainda no meio de campo, Tshabalala arrancou em velocidade e chutou no ângulo do goleiro, marcando um belo gol aos 9 minutos.

Em desvantagem no placar, os mexicanos se sentiram obrigados a retomar o foco da partida. Giovanni dos Santos, sempre ele, era o único que levava perigo e obrigou o goleiro Khune a fazer grande defesa. Aos 33 minutos, a África do Sul levou o empate. Guardado levantou a bola na área, a defesa sul-africana errou feio no posicionamento e deixou o zagueiro Rafa Márquez livre para dominar e estufar a rede. Nos minutos finais, os Bafana Bafana por pouco não conseguiram a vitória, mas a bola explodiu na trave.

O resultado foi justo, visto que os mexicanos dominaram um tempo, enquanto a África do Sul foi melhor na segunda etapa.

Uruguai 0 X 0 França

Em um jogo muito fraco tecnicamente, uruguaios e franceses não conseguiram sair do zero e imitaram o placar do último confronto entre eles em Copas do Mundo, no mundial de 2002.

O jogo se arrastou no primeiro tempo. Enquanto o Uruguai optava por apenas se defender, a ofensividade da França não era contundente. Os franceses erravam muitos passes e o jogo ficou muito embolado no meio de campo. A Celeste, por sua vez, não tem um meio de campo qualificado. A defesa dava chutão para frente, Diego Forlán, o melhor jogador uruguaio, dominava e tentava criar os lances sozinho, sem ninguém encostar por perto. Dessa forma, isolado, Forlán foi presa fácil para a zaga da França.

A partida teve a mesma tônica no segundo tempo. Forlán perdeu um gol incrível aos 27 minutos e depois só deu França. O uruguaio Nicolas Lodeiro conseguiu a proeza de sair do banco de reservas, ficar apenas 18 minutos em campo e ser expulso. Com um a menos, o Uruguai passou a ser pressionado quando Henry entrou em campo. Mas nada de produtivo foi visto e a partida terminou 0 a 0.

Vale destacar um lance que chamou muita atenção: o atacante Henry, aquele mesmo que dominou a bola com a mão no gol que classificou a França para a Copa do Mundo, teve a cara de pau de reclamar muito com a arbitragem num lance em que a bola tocou no braço de um zagueiro uruguaio, de forma involuntária. Que hipocrisia, não? É brincadeira!

Com os empates na primeira rodada do grupo A, todos somam um ponto na classificação, com vantagem para os sul-africanos e mexicanos que marcaram gols em seu confronto. A segunda rodada acontece na semana que vem. África do Sul e Uruguai se enfrentam dia 16/06 (quarta-feira), enquanto França e México duelam no dia 17/06 (quinta-feira).

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La Brujita: Verón liderou Estudiantes no título da Libertadores-09

Foi sofrido. Foi heróico. Foi histórico. Foi do jeito mais argentino de ser. Na raça, na garra, na determinação. Com um Mineirão abarrotado de cruzeirenses (64.800 torcedores)  esperançosos pelo possível tricampeonato da Taça Libertadores da América, o Estudiantes jogou como um time vencedor durante toda a partida e venceu o Cruzeiro de virada por 2X1. A vitória significou o quarto título dos argentinos na competição sul-americana e acabou com um jejum de 38 anos.

Depois de um empate suado na Argentina, com méritos totais para a bela atuação do goleiro Fábio, o Cruzeiro acreditava que poderia resolver as coisas na partida de volta. E, de fato, não estava errado. Após as indiscutíveis vitórias contra São Paulo e Grêmio nas fases anteriores, a equipe mineira se fortaleceu e com o bom grupo formado pelo técnico Adílson Batista, com toda certeza o título poderia ficar na Toca da Raposa.

Mas o futebol está aí para nos provar sua mágica todos os dias. De todo o elenco cruzeirense que chegou à decisão, apenas o lateral esquerdo Sorín já havia conquistado o torneio mais importante das Américas. O restante do grupo, muito jovem, se desesperou muito cedo e com a pressão elevada, digna de uma decisão de Libertadores, sentiram o baque e não conseguiram demonstrar o futebol apresentado nos últimos jogos. Os jogadores mais importantes do elenco estiveram sumidos na partida. Ramires, Wagner e Kléber não souberam se desvencilhar da catimba argentina, demonstrando a falta de experiência em jogos desse tipo. Enquanto isso, o Estudiantes foi levando o jogo, catimbando e, acima de tudo, mostrando a apurada técnica argentina de sempre. Um time orquestrado pelo maestro Verón, que comandou, instruiu e falou com seus companheiros durante todo o jogo, como um técnico dentro de campo.

Aos poucos a pressão da torcida cruzeirense desapareceu e o silêncio tomou conta do Mineirão. O time sentia isso dentro de campo. O gol não saía e o Cruzeiro não conseguia criar chances reais para abrir o placar. O jogo foi para o intervalo e Adílson Batista sabia da importância de abrir o placar na segunda etapa para acalmar os ânimos do time, da torcida e do próprio adversário. E isso realmente aconteceu. O Cruzeiro voltou diferente no segundo tempo, com mais vontade nas jogadas e começou a marcar sob pressão a saída de bola do Estudiantes. Logo, aos seis minutos, Henrique arriscou um chute forte de fora da área, a bola desviou no zagueiro Desábato e traiu o goleiro Andújar. 1X0 no placar, festa no Mineirão e o sonho do tricampeonato mais próximo. Mas ainda faltavam 40 minutos para o final da partida e nunca é bom dar equipes argentinas como derrotadas antes da hora.

E não deu outra. O Estudiantes não se abalou com o gol. Ergueu a cabeça, saiu para o jogo e não se deu como batido. A batuta do mestre Juan Sebástian Verón apareceu aos 12 minutos. Verón deu uma linda invertida no jogo e a bola chegou aos pés de Cellay. O lateral direito cruzou a bola para a área, o atacante Fernández escorou e empatou o jogo. Um duro golpe na jovem equipe cruzeirense que precisaria sair novamente para o jogo em busca do segundo gol. O Estudiantes, por sua vez, sentiu que era o momento e passou a dominar a partida. O toque de bola quase perfeito dos argentinos envolviam os brasileiros e aos 27 minutos o Mineirão se calou novamente. Verón, sempre ele, bateu escanteio da direita e o atacante Boselli subiu mais que a zaga mineira para virar a partida. Foi o oitavo gol de Boselli na competição e o gol que, além de valer o título para o Estudiantes, o consagrou como artilheiro da Libertadores-09.

Desesperado, o Cruzeiro não teve forças para reagir. Thiago Ribeiro teve as duas chances finais. Na primeira oportunidade o goleiro Andújar contou com a sorte e a bola explodiu no travessão. Na segunda chance, o atacante isolou a bola na frente da meta argentina. De qualquer forma, o Cruzeiro demonstrou ter um bom time, mas que visivelmente precisa conquistar maturidade. Não é a hora e nem a ocasião para se achar culpados. Mas acho que o treinador Adilson Batista poderia ter mexido na equipe no intervalo. O meia Wagner pouco apareceu no jogo e na saída, ao término do primeiro tempo, revelou que estava machucado. Adilson deveria ter voltado com Athirson em seu lugar. Quando a troca foi efetuada, aos 25 minutos, já era tarde. Fora isso, nada de errado. Diretoria e comissão técnica trabalharam muito bem. Fábio e Kléber foram os grandes destaques cruzeirenses na competição e, inclusive, ambos merecem serem testados na Seleção Brasileira. Ramires, mesmo não jogando bem na decisão, já mostrou sua capacidade e tem uma carreira inteira pela frente. Os três são jovens e se continuarem na mesma caminhada nos próximos anos, continuarão provando pelos gramados do mundo a capacidade demonstrada com a camisa Celeste.

Ao Estudiantes, qualquer elogio é pouco. Um time comum, mas com um jogador totalmente diferenciado na liderança. Verón, revelado pelo clube Pincharrata em 1993, desfilou sua habilidade na Europa e conforme havia prometido, voltou para seu clube de coração para fazer história. La Brujita comandou a equipe e mesmo sem as totais condições físicas, mostrou seu talento. E outro fato que deve ser ressaltado é um caso inédito no futebol mundial. Verón liderou a conquista do quarto título, enquanto seu pai, Juan Ramón Verón, no final dos anos 60, fez história e liderou o Estudiantes nas conquistas de 1968, 1969 e 1970. Pai e filho são os maiores ídolos do clube.

Um título totalmente merecido e que, mais uma vez, evidenciou a determinação como maior virtude de equipes argentinas. No quesito seleções o Brasil não pode e não deve ser comparado aos hermanos. Já quando o assunto são os clubes, não restam dúvidas. Nos 50 anos em que a Libertadores foi disputada, em 12 vezes brasileiros e argentinos disputaram a final. Com o título do Estudiantes, a Argentina soma nove conquistas contra apenas três do Brasil. Parabéns ao Estudiantes de La Plata, aos jogadores e a toda comissão técnica.  

E você torcedor, o que achou do título argentino? Concorda que o Estudiantes não foi brilhante, mas a eficiência foi determinante para a conquista? Opine!

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Fabinho, Wellington Paulista e Gerson Magrão comemoram gol cruzeirense

Porto Alegre viveu um clima de decisão a semana inteira. Inter e Grêmio, os dois principais times do Rio Grande do Sul, não conquistaram seus objetivos em situações idênticas. O Tricolor Gaúcho precisava vencer por dois gols de diferença para chegar à final da Taça Libertadores da América. E o Grêmio conseguiu fazer dois gols, mas também tomou dois do Cruzeiro e está eliminado da competição. A equipe mineira continua sua brilhante campanha em busca do tricampeonato sul-americano e fará a final contra o Estudiantes de La Plata.

Assim como seu rival, o maior temor do Grêmio era tomar gols dentro de casa. Para evitar esse risco, o técnico Paulo Autuori alertou seus atletas, que entenderam o recado. O Tricolor Gaúcho pressionou o Cruzeiro desde o primeiro minuto do jogo e teve pelo menos cinco chances de abrir o placar. Não conseguiu e o pior aconteceu. A equipe Celeste não levava nenhum perigo à meta de Victor, mas em dois lances, em dois minutos, selou a classificação para a final da Libertadores.

Aos 34 minutos, Kléber fez jus ao seu apelido de Gladiador e numa grande jogada deixou Wellington Paulista livre para abrir o marcador. O próprio Wellington Paulista, aos 36, fez seu segundo gol no jogo e acabou com as esperanças gremistas. Ao Grêmio restava lutar em busca de um milagre. E o copeiro time gaúcho não deixou de lutar e ainda conseguiu empatar o jogo no segundo tempo. Réver, aos 12 e Souza, aos 29, honraram a tradicional camisa gremista e assim como o rival Inter, perderam de cabeça erguida. Vale ressaltar o apoio maciço da torcida gremista. Mesmo com a desclassificação, os tricolores cantaram durante todo o jogo e fizeram uma linda festa. Emocionante para os amantes do futebol. 

Ontem rasguei elogios à equipe do Corinthians. Hoje é o Cruzeiro quem merece a exaltação. Adilson Batista já foi muito criticado pela torcida cruzeirense e mostra jogo a jogo que conseguiu encaixar seu time. Fábio demonstra muita segurança, Marquinhos Paraná é incansável e se doa pela equipe, Ramires é o maestro e Kléber se consolida como maior destaque dessa campanha. Inclusive, gostaria de vê-lo na Seleção Brasileira. Sua habilidade, sua raça e seu poder de decidir jogos seriam muito importantes ao Brasil. Espero que Dunga dê uma chance para o atacante mostrar suas qualidades com a camisa amarela.

O adversário na final será o tradicional Estudiantes de La Plata. O primeiro jogo será na Argentina na próxima quarta-feira e a partida final acontecerá no Mineirão, dia 15. O Cruzeiro disputará sua quarta decisão de Libertadores e, caso conquiste o título, igualará o número de conquistas do São Paulo. O tricampeonato é completamente possível e aponto a equipe Celeste como favorita na decisão. Depois de 12 anos, a parte azul das Minas Gerais está em festa e completamente confiante para mais uma conquista continental. 

O Cruzeiro é favorito na decisão da Libertadores? Kléber realmente é o grande destaque do time? O atacante merece uma chance na Seleção Brasileira? Opine!

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 Wellington Paulista

O Grêmio poderia ter matado o jogo e não foi eficiente. O Cruzeiro foi competente, aproveitou suas chances, mas tomou um gol no final que deu sobrevida aos gaúchos. Em um jogo muito disputado, o Cruzeiro venceu o Grêmio por 3X1, no Mineirão, e abriu boa vantagem na primeira partida da semifinal da Taça Libertadores da América 2009.

Já diria um velho bordão do futebol: ‘quem não faz, toma’. E essa frase poderia resumir o que aconteceu nesta noite em Belo Horizonte. O Tricolor Gaúcho teve tudo para sair praticamente classificado do Mineirão, mas Alex Mineiro e Maxi López desperdiçaram suas chances. Primeiro o atacante argentino lutou e foi à linha de fundo, cruzou a bola para a área e Alex Mineiro furou cara a cara com Fábio. Depois, aos 14 minutos, o mesmo Alex Mineiro, sozinho na área, cabeceou fraco e perdeu mais uma chance. O Cruzeiro não levava perigo no ataque e o Grêmio, ousado, mostrava que nos contra-ataques poderia surpreender. Maxi López teve mais uma grande chance. Aos 22 minutos, o argentino roubou a bola do zagueiro Thiago Heleno, driblou um cruzeirense, escolheu o canto e na frente de Fábio conseguiu fazer o improvável: chutou a bola para fora. Três chances claras e nenhum gol. Jogos de futebol em alto nível como esses não permitem erros em demasia. A bola, realmente, pune. E o Grêmio levou essa punição.

Aos 37 minutos, o Cruzeiro teve sua primeira chance real de gol. A torcida já se irritava com os inúmeros erros de Wellington Paulista, quando ele apareceu. Kléber cruzou a bola da direita e o atacante subiu mais que a zaga gremista para de cabeça abrir o placar e explodir a torcida Celeste. O jogo foi para o intervalo e Souza parecia prever o pior. Disse que desde a época de Pelé e Garrincha, todos no mundo do futebol sabem que gols desperdiçados não são bom sinal. E ele tinha razão.

Logo no primeiro minuto da segunda etapa o Cruzeiro aumentou a vantagem. O meia Wagner chutou forte, a bola desviou em Tcheco e traiu o goleiro Marcelo Grohe. 2X0. Festa na parte azul das Minas Gerais. O Cruzeiro sentia que era o momento de partir para cima e ampliar o placar. O Grêmio sentiu o segundo gol e ficou perdido em campo. O jovem volante Adílson parecia nem estar em campo. Fábio Santos sofria demais com Jonathan. Marquinhos Paraná, talvez a principal peça dessa boa equipe cruzeirense, além de ser polivalente marcando e saindo para o jogo com a mesma eficiência, foi decisivo para o terceiro gol do Cruzeiro. Ele cruzou a bola para a área e o ex-corintiano Fabinho subiu sozinho para marcar mais um.

Estava mais fácil sair o quarto gol do Cruzeiro do que o primeiro do Grêmio, totalmente abatido em campo. Os mais de 50 mil cruzeirenses já gritavam ‘Tricampeão, tricampeão, tricampeão’, enquanto o time Celeste tocava a bola e deixava o tempo passar. Mas o Tricolor Gaúcho, conhecido por sua imortalidade, nunca pode ser dado como morto antes do apito final. Em um toque de mão do atacante Kléber, o juiz anotou falta para os gremistas na entrada da área. O iluminado Souza cobrou com perfeição por cima da barreira e diminuiu, aos 42 minutos.

O jogo acabou e o resultado foi justo. A equipe que mais soube aproveitar as chances venceu. A classificação cruzeirense não está garantida, graças ao gol de Souza, que dá ao Grêmio a possibilidade de vencer por 2X0 para chegar à final da Libertadores. O Cruzeiro pode perder por um gol de diferença e empatar para ir à decisão. Confronto aberto e sem favoritos no próximo dia 2 de julho, no Estádio Olímpico, em Porto Alegre.

NOTA TRISTE: O fato a se lamentar na partida foi a acusação feita pelo volante Elicarlos, do Cruzeiro, que disse que durante o jogo foi chamado de ‘macaco’ pelo argentino Maxi López. O atacante gremista negou, mas o caso ainda está sendo investigado pela polícia mineira. Se for confirmado, só podemos lamentar mais uma vez um ato racista no esporte. Isso é inadmissível, triste e chateia quem gosta de esporte e de paz e odeia ‘burrices’ com essas.

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Washington reclamando. Novidade?

Em 2006 foi o Internacional. Em 2007 o Grêmio. Em 2008 foi a vez do Fluminense. E em 2009 o algoz são paulino na Taça Libertadores da América foi o Cruzeiro. Em todos esses casos o São Paulo sofreu e foi eliminado por rivais brasileiros na competição sul-americana. Ontem, num Morumbi lotado com 52.809 torcedores, o São Paulo decepcionou sua torcida e foi facilmente batido pelo Cruzeiro por 2X0. Com a vitória, a equipe Celeste chega às semifinais da Libertadores e fará outro confronto caseiro, agora contra o Grêmio.

Não analisarei o jogo, mas sim a equipe paulista. O que aconteceu com o Tricolor Paulista? Vamos aos fatos. A diretoria do São Paulo investiu e contratou seis jogadores no começo dessa temporada, visando principalmente a conquista da Libertadores. Wagner Diniz veio do Vasco, jogou pouco, não agradou e já está no Santos. Júnior César teve algumas chances na equipe titular, não comprometeu, mas também não mostrou o futebol eficiente da época do Fluminense. Renato Silva talvez seja o único que se encaixou no São Paulo. O zagueiro foi o que mais atuou e demonstrou segurança, mas ainda muito longe dos titulares André Dias e Miranda. Eduardo Costa chegou e ficou um bom tempo no estaleiro se recuperando de uma lesão. Jogou poucas vezes e não comprometeu também, mas sua expulsão na partida de ontem foi decisiva para a eliminação são paulina. Arouca, erroneamente, foi pouco aproveitado por Muricy Ramalho e quando entrou em campo, na maioria das vezes, jogou fora de sua posição. O grande foco desse texto e da temporada são paulina até agora é Washington. A contratação mais badalada e com o segundo maior salário do elenco (R$220 mil/mês), o atacante sempre foi titular e o treinador o blindou no grupo. Sempre a dupla de ataque foi formada por ele e mais um. Insubstituível. Fez 16 gols até agora, mas foi a maior decepção.

Washington é acusado nos bastidores de ser o grande responsável pelo ‘racha’ no grupo do São Paulo. E eu acredito. Basta vê-lo em campo. Ele não ganha uma dividida no alto, mesmo sendo grande e forte. Não consegue dominar uma bola. Erras muitos passes. Erra muitos gols. E mesmo assim em todo lance que algum companheiro erra um cruzamento, um passe ou uma finalização, ele explode. Abre os braços, gesticula, grita. Reclama de seus companheiros, cobra muito, mas erra mais que eles. Isso não é baseado apenas na partida de ontem. Essa é uma ação que acontece desde o começo do ano. Tudo bem que Borges, Dagoberto, o próprio Washington e até – pasmem – André Lima já cobraram titularidade publicamente e mostraram indignação com o banco de reservas. Mas Washington além de desestabilizar o grupo com tantas cobranças dentro de campo, na partida contra o Avaí, pelo Campeonato Brasileiro, saiu de campo xingando Muricy e todos, num ato impensado e ridículo para um atleta profissional. Ontem não foi diferente. Nada fez no jogo inteiro. Perdeu todas as divididas pelo alto e por baixo. Não deu um chute no gol. Acertou poucos passes. E quando Muricy colocou Dagoberto no intervalo, Washington mostrou total descomprometimento com a equipe foi embora do Morumbi, antes mesmo do jogo acabar.

Ele parece ser uma pessoa boa, de bom coração. Mas nada justifica seus atos. Se jogasse metade do que acha que joga, se cobrasse menos e tivesse autocrítica, talvez não atrapalhasse tanto sua equipe. É evidente que ele não é culpado pela eliminação são paulina no Paulistão e na Libertadores. Todos são responsáveis, mas Washington demonstrou não ter capacidade para jogar no São Paulo. A cobrança da torcida já começou. Ontem no final da partida, em meio aos gritos de apoio ao técnico Muricy Ramalho, o atacante e Hernanes foram hostilizados pelos são paulinos.

Hernanes continua em má fase, mas isso é passageiro. Já demonstrou que é um grande jogador e não deveria ser xingado ou apontado como culpado pela eliminação, até porque Muricy tem deixado o volante/meia no banco de reservas nas últimas partidas. Ontem foi assim também. A imprensa, de forma maciça, aponta que o casamento de sucesso entre Muricy Ramalho e São Paulo deve acabar. O desgaste é evidente. Mas não creio que o treinador seja o problema. Ele, além de ser competente, tem um diferencial em relação a outros treinadores. Ele gosta de trabalhar no Tricolor. Ganha muito bem por isso é verdade. É teimoso e se tornou alvo de críticas por improvisar demais. Concordo com isso. Mas creio que o maior problema é outro. Muricy tinha o grupo nas mãos e sabia como ninguém domar os egos de seus jogadores. Até Washington aparecer e acabar com o seu sossego. Na minha opinião Muricy não deve ser demitido. Juvenal Juvêncio deve fazer uma reestruturação na equipe. Richarlyson, André Lima e Washington não podem continuar no grupo.  Os três não têm clima para permanecer e já estão sendo hostilizados pelos torcedores.

O restante dos jogadores tem totais condições de continuarem no Tricolor. Depois de muito tempo, uma crise volta a assombrar o Morumbi. Vamos aguardar os próximos capítulos. Mas uma coisa deve ser ressaltada. Não foi só o São Paulo que perdeu. O Cruzeiro jogou muito melhor que o Tricolor nas duas partidas e conquistou a vaga na bola, sendo eficiente e merecedor da classificação. Do mesmo modo que o Corinthians também teve total mérito quando eliminou o São Paulo do Paulistão. Uma nuvem negra pairou em cima do Morumbi e não tem data para o sol reaparecer. Será que dessa vez o São Paulo conseguirá buscar forças e ganhar mais um Brasileirão? Acho bem difícil.

E você torcedor, o que pensa? Muricy Ramalho é culpado pela má fase do time? Ele deve ser demitido? E sobre o Washington? Você concorda? Opine!

ATUALIZAÇÃO: Na noite desta sexta-feira, a diretoria do São Paulo demitiu o técnico Muricy Ramalho, que estava no comando da equipe desde março de 2006.

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