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Posts Tagged ‘Brasília’

Ricardo Gomes é treinador do São Paulo desde o dia 20 de junho de 2009. Chegou ao Tricolor para apagar um incêndio e, mesmo contestado, vem seguindo no cargo. Porém, após uma série de três resultados negativos, o “francês”, como é conhecido, se tornou um dilema para a diretoria do São Paulo. Às vésperas da semifinal da Copa Libertadores da América, que começa a ser decidida a partir da próxima quarta-feira, os cardeais são-paulinos não sabem o que fazer. Muitos querem a cabeça do técnico, outros defendem a permanência por falta de tempo hábil para outro comandante assumir o posto e, o presidente Juvenal Juvêncio, aparentemente faz vistas grossas e não se pronuncia.

O ex-zagueiro do Fluminense e da Seleção Brasileira assumiu o cargo em 2009 num momento caótico, após o Tricolor ter sido eliminado pelo Cruzeiro na Copa Libertadores da América e a diretoria ter rompido o contrato com Muricy Ramalho. Ricardo Gomes pegou a equipe do Morumbi lá embaixo na tabela do Brasileirão-09 e, por muito pouco, não conseguiu o heptacampeonato nacional. Fez uma boa campanha, é verdade, mas desde sempre foi muito criticado pela torcida e também pela imprensa paulista.

Neste ano, mesmo perdendo todos os clássicos que disputou, o treinador conseguiu levar o time às semifinais do Campeonato Paulista (o único grande clube da Capital à chegar nesta fase). Na Copa Libertadores da América, apesar de o São Paulo estar na semifinal, a equipe passou por maus bocados na primeira fase, quase foi eliminada pelo inexpressivo Universitário, do Peru, nas oitavas de final e, só apresentou um futebol convincente nas duas vitórias sobre o Cruzeiro, na fase de quartas de final. No torneio nacional, o São Paulo figura na modestíssima 13ª posição e vem de uma série de três resultados negativos após a parada para a Copa do Mundo.

Tais resultados geraram muita reclamação da torcida são-paulina e também nos corredores do Morumbi, de gente influente que comanda o clube. Que o técnico não é unanimidade não é novidade, mas o caso que acontece desde ontem é muito curioso. Após o frustrante empate contra o Grêmio Prudente, na noite de quarta-feira, alguns membros da diretoria do Tricolor se reuniram e decidiram demitir o treinador. Porém, a divergência de opiniões se arrastou por toda a quinta-feira.

“Eu não tenho nenhuma definição. Pode acontecer uma mudança, uma transformação, mas longe do que estão dizendo”, disse Carlos Augusto de Barros Silva, vice-presidente de futebol e mais conhecido como Leco. Por outro lado, o diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes continuou bancando o treinador: “Eu posso lhe garantir que nada mudará. Conversei pela manhã com o presidente Juvenal Juvêncio, que não está em São Paulo (está em Brasília) e o seguimos dando total respaldo ao trabalho do Ricardo. Estou lhe garantindo que ele comanda o time no próximo domingo, contra o Santos”.

Avesso as manifestações, Ricardo Gomes cumpriu suas obrigações, apareceu logo cedo no CT da Barra Funda e durante a tarde comandou o treino de seus jogadores. Foi embora sem dar entrevistas e, no início da noite, as especulações voltaram com tudo. O repórter da rádio Jovem Pan, Marcello Lima, que havia confirmado durante a tarde que o treinador Ricardo Gomes seria demitido, continuou defendendo sua notícia e ainda colocou mais um adendo. Segundo as fontes do jornalista, Dunga, o ex-técnico da Seleção Brasileira, já está contratado pelo São Paulo e se apresentará na próxima segunda-feira, dois dias antes da decisão com o Internacional. O comentarista Flávio Prado, também da Jovem Pan, confirmou a informação do colega e deu como certa a vinda do novo técnico.

Porém, um pouco depois, o São Paulo, por meio de João Paulo de Jesus Lopes, tratou de desmentir as informações e foi categórico em entrevista concedida ao repórter Alex Müller, da rádio Bandeirantes. “Existem pessoas querendo instaurar crise no clube. O Ricardo está garantido no cargo ao menos até o jogo de volta contra o Inter (dia 5 de agosto, pela Libertadores). O Dunga não tem o perfil do São Paulo. A entidade o respeita por ele ter um perfil vencedor como jogador, mas não tem o perfil para ser treinador do São Paulo”.

Diversos jornais e sites pelo Brasil afora dão como certa a contratação de Dunga e, principalmente, a demissão de Ricardo Gomes num momento crucial da temporada. Independente do que aconteça, o certo é que a diretoria do São Paulo, tão famosa pela organização e planejamento, está pisando na bola. Ricardo Gomes foi contratado às pressas. Já chegou ao clube com a fama de inexperiente e pouco a pouco comprovou isso. Não foi capaz de dar um padrão para o time, mexeu na equipe quando não precisava e, quando era necessário, não o fez.

Entretanto, isso quem teria que ter percebido era o presidente Juvenal Juvêncio e sua trupe. Se fosse para demitir o técnico, isso deveria ter sido feito antes da parada para a Copa do Mundo, já que o novo comandante assumiria o elenco e teria tempo de sobra para treinar e implantar seu estilo. Agora, a cinco dias do jogo mais importante da temporada, a mudança seria péssima. Em todos os aspectos. Dunga ou qualquer outro treinador que venha a assumir o cargo, não terá tempo para fazer nada. Apenas vestirá o agasalho e sentará no banco de reservas. Não terá intimidade com os jogadores e não conseguirá nem decorar o nome de todos. Isso é ruim para os atletas também, que já estão acostumados com o jeito de Ricardo Gomes e não terão o mínimo de abertura com o novato.

Os muitos erros de todas as partes podem custar caro para o São Paulo. O Internacional, adversário da próxima semana, fez o que o Tricolor deveria ter feito. Mudou o comando antes do Mundial, deu tempo para Celso Roth trabalhar e os resultados já começam a aparecer. Em três jogos foram três vitórias. Independente do que aconteça nesta sexta-feira e nos próximos dias no São Paulo, a equipe paulista chegará fragilizada no confronto, enquanto os gaúchos chegarão confiantes e com a faca e o queijo na mão. Aguardemos os novos capítulos.

E você torcedor, o que pensa sobre o assunto? O São Paulo fará certo em demitir Ricardo Gomes? Dunga é um bom nome para substituí-lo? Deixe sua opinião!

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Nova Zelândia 1 X 1 Eslováquia

Mais um jogo fraco no Mundial da África do Sul. Neozelandeses e eslovacos já foram para a Copa do Mundo como meros coadjuvantes e, pelo que foi visto hoje, não se esforçarão em nada para tentar mudar este panorama. A Nova Zelândia, que joga o torneio pela segunda vez na história (a outra aconteceu em 1982), jogou água no chope dos eslovacos no final da partida e pela baixa qualidade técnica de ambos, o empate por 1 a 1 ficou de bom tamanho.

O jogo foi tão sonolento que o primeiro lance de perigo aconteceu somente aos 27 minutos. Os eslovacos Weiss e Sestak tabelaram na entrada da área, mas a conclusão do atacante Sestak saiu pela linha de fundo. Cinco minutos mais tarde foi a vez do goleiro da Nova Zelândia, Mark Paston, fazer uma presepada com a bola nos pés e entregar de bandeja para o adversário, que também se enrolou com a pelota e desperdiçou outra chance. A Eslováquia ao menos tentava abrir o placar e criou outra chance aos 35 com o meia Leo Bertos em avançada pela direita. A Nova Zelândia só assustou aos 37 minutos, quando o atacante Smeltz tabelou com Killen e, de dentro da área, bateu de primeira rente a trave.

A segunda etapa começou um pouco mais movimentada, já que logo aos 4 minutos, depois de boa jogada pela direita, Sestak cruzou e o atacante Vittek mandou de cabeça para o fundo do gol, abrindo o placar para a Eslováquia. Os eslovacos perderam a chance de ampliar o marcador aos 23, quando desceram num rápido contra-ataque e o atacante Vittek ficou cara a cara com o goleiro, mas foi interceptado. A Nova Zelândia, por sua vez, só levava perigo nas bolas aéreas, fazendo valer a média de altura de 1,86 de seus jogadores. Aos 42 minutos, Smeltz subiu mais que a zaga adversária e cabeceou para fora, numa boa chance. Cinco minutos mais tarde, já nos acréscimos do jogo, veio o castigo para a Eslováquia. Smeltz cruzou a bola para a área e o zagueiro Reid marcou o gol de empate, dando números finais à partida.

O empate entre Nova Zelândia e Eslováquia embolou ainda mais o grupo F da Copa do Mundo. As duas equipes se juntaram a Itália e Paraguai e agora os quatro times somam um ponto. A segunda rodada do grupo acontece no próximo domingo (20/06), quando os eslovacos enfrentam o Paraguai em Bloemfontein, às 8h30 (horário de Brasília) e Itália e Nova Zelândia jogam em Nelspruit, às 11h.

Costa do Marfim 0 X 0 Portugal

O jogo mais esperado desta terça-feira também não foi dos melhores. Entretanto, pela qualidade dos jogadores, era óbvio que marfinenses e portugueses não fariam um jogo ruim como Nova Zelândia e Eslováquia fizeram. O duelo entre as estrelas Cristiano Ronaldo e Didier Drogba não aconteceu, ao menos na primeira etapa, já que o marfinense foi poupado por ainda não estar 100% fisicamente. A Seleção Portuguesa não conseguiu se sobressair através da genialidade de Cristiano Ronaldo e foi freada pela força física e a disciplina tática imposta pela equipe de Sven-Göran Eriksson, treinador da Costa do Marfim. O empate por 0 a 0 foi justo pelo o que as equipes fizeram no gramado do estádio Nelson Mandela Bay.

Logo no começo da partida, Cristiano Ronaldo levantou os torcedores. O português recebeu uma bola no meio, deu um drible curto no adversário e, de direita, mandou uma bomba que explodiu na trave do goleiro Barry. O cartão de visitas do astro poderia ter assustado a Costa do Marfim, mas o que se viu depois disso foi o contrário. Tiené, Touré, Eboué e Demel não deram espaços para Cristiano Ronaldo. Marcaram em cima e levaram a melhor na maioria dos lances. Aos 13 minutos, os marfinenses levaram perigo pela primeira vez, numa falta cobrada pelo zagueiro Tiené. Tiote também deu um chute perigoso na meta defendida pelo goleiro Eduardo e esses foram os principais lances da primeira etapa.

O segundo tempo foi mais corrido e as duas equipes resolveram se arriscar mais. Gervinho, que teve boa atuação, chegou à linha de fundo pela esquerda do campo e quase abriu o placar no primeiro minuto. Portugal respondeu onze minutos mais tarde, em cabeçada de Liedson e boa defesa de Barry. O estádio entrou em êxtase aos 19 minutos, quando Drogba saiu do banco de reservas e entrou no lugar de Kalou. O atacante do Chelsea é muito mais que apenas um ídolo dos marfinenses. Drogba é visto como o principal jogador de todo o continente africano na atualidade e, por esse motivo, foi festejado como uma grande estrela costuma ser. Pouco participativo em campo, o atacante da Costa do Marfim viu a seleção lusitana perder outra chance de abrir o placar aos 34 minutos, em cobrança de falta de Cristiano Ronaldo, que passou por cima do gol. Mas Drogba também teve sua chance, aos 45 minutos, quando recebeu passe dentro da área e, desequilibrado, chutou para fora na saída do goleiro.

O jogo acabou 0 a 0 e o principal destaque efetivamente foi o sistema tático da Costa do Marfim. Sven-Goran Eriksson assumiu a equipe recentemente e soube usar muito bem a qualidade do time africano. As linhas de defesa e do meio anularam Cristiano Ronaldo, Liedson, Deco e toda a companhia dirigida pelo técnico Carlos Queiroz. As duas seleções demonstraram força, mas precisam melhorar bastante para aspirar uma boa colocação no final do torneio.

Brasil 2 X 1 Coreia do Norte

A tão esperada estreia brasileira no Mundial aconteceu hoje e, nenhum espetáculo foi visto, mas novamente o estilo Dunga foi apresentado, o chamado futebol de resultado. Todos esperavam ver uma seleção fraca, tanto que a Coreia do Norte é a pior colocada no ranking da FIFA entre os 32 países que disputam o Mundial. Mas os norte-coreanos provaram que não serão o saco de pancadas da Copa do Mundo. Fizeram o Brasil suar – e muito – para conseguir a vitória por 2 a 1, resultado esse que deu a liderança do grupo G para a Seleção Brasileira.

Os jogadores brasileiros estavam visivelmente nervosos no início do duelo, algo absolutamente normal para uma estreia de Copa do Mundo. Porém, o Brasil respeitou muito a esforçada seleção norte-coreana, tanto que o primeiro chute a gol só saiu aos 12 minutos, em uma conclusão fraca de Elano. Sete minutos depois, Luís Fabiano roubou a bola no meio de campo, avançou e deu na medida para Robinho, que iludiu o marcador e chutou para o gol, também sem perigo. A Seleção Brasileira ainda estava em marcha lenta, pouco inspirada e barrando sempre na retranca do adversário.

O primeiro tempo acabou e os jogadores decepcionaram a torcida brasileira, que esperava um show da seleção com muitos gols. Os norte-coreanos fizeram muito mais do que deles se esperava. Conseguiram conter o ímpeto da equipe mais vencedora do futebol mundial e ainda se arriscaram no ataque, mesmo que sem perigo.

Robinho foi o melhor do Brasil no primeiro tempo. Se não foi um primor, ao menos buscou o jogo e deixou seus companheiros em boas condições. Na segunda etapa, a mesma situação aconteceu e já que ninguém resolvia, o craque do Santos tentou resolver sozinho, aos sete minutos, mas o chute foi sem direção e passou longe da meta do goleiro asiático. Dois minutos depois, enfim, o Brasil abriu o placar. O volante-brucutu Felipe Mello fez uma boa inversão da esquerda para a direita e encontrou Elano, que dominou, esperou Maicon passar e lançou para o lateral, que entrou na área em velocidade e mandou uma bomba para o gol, enganando o goleiro Ri Myong-Guk, que se preparava para intervir um possível cruzamento e viu a bola entrar entre seu corpo e a trave.

Com a vantagem no placar, a Seleção Brasileira se empolgou e foi em busca de mais gols. Michel Bastos chutou forte aos 15 minutos e quase ampliou. Três minutos depois, Robinho lançou a bola, Luís Fabiano matou no peito, fintou o zagueiro e mandou de pé esquerdo para fora. Provando querer jogo, Robinho recebeu a bola no meio de campo, partiu para cima e deu um precioso passe entre os adversários, encontrando seu ex-companheiro de Santos, Elano, livre para marcar o segundo gol brasileiro, aos 26 minutos.

O segundo tento amenizou o ímpeto brasileiro e a Coreia do Norte foi para o tudo ou nada. Somente aos 37 minutos o goleiro Júlio César pegou na bola, num cruzamento erguido na área e defendido sem problemas pelo arqueiro brasileiro. Com o resultado praticamente garantido, Dunga colocou Nilmar, Daniel Alves e Ramires no jogo. E aos 39, Nilmar quase marcou o seu, em conclusão fraca para o gol. Mas o que menos se esperava aconteceu aos 43 minutos, quando a defesa do Brasil ficou apenas olhando o norte-coreano Ji Yun-Nam entrar na área e fuzilar para fazer o gol dos asiáticos.

O jogo terminou 2 a 1, o Brasil não passou sufoco em nenhum momento, mas ficou devendo muito futebol. Kaká, a principal esperança brasileira no Mundial, não foi bem e visivelmente ainda está aquém de sua melhor condição física. Não sei se haverá tempo para o meia se recuperar e isso é preocupante para as pretensões brasileiras no torneio. Mesmo jogando de forma pragmática, a Seleção Brasileira foi amplamente superior, tanto que teve 63% de posse de bola e finalizou dez vezes contra apenas três do adversário. Dunga precisa melhorar muito essa equipe, já que os dois próximos jogos serão contra equipes mais qualificadas que a Coreia do Norte.

Com os resultados desta terça-feira, o grupo G tem o Brasil na liderança com três pontos, Portugal e Costa do Marfim empatados com um ponto e os norte-coreanos figuram na lanterna. A Seleção Brasileira disputa a segunda partida no próximo domingo (20/06) contra a Costa do Marfim em Joanesburgo, às 15h30. No dia seguinte, a Coreia do Norte encara Portugal na Cidade do Cabo, às 8h30.

Reveja os melhores momentos e os gols da partida:

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Toda a expectativa criada para a convocação da Seleção Brasileira acabou na tarde desta terça-feira. Sem as surpresas imaginadas, Dunga convocou os 23 atletas que defenderão o Brasil na Copa do Mundo de 2010.

Ronaldinho Gaúcho, Paulo Henrique Ganso e Neymar não foram chamados. Dunga não abriu mão de seus ‘amigos’ para atender aos pedidos do povo brasileiro. As únicas mudanças foram a troca do goleiro Victor por Gomes, do Tottenham, que já esteve no grupo do treinador em outras oportunidades. Outra novidade foi a convocação do atacante Grafite, do Wolfsburg, que ganhou a vaga de Adriano e disputará a primeira Copa do Mundo de sua carreira.

Mesmo em meio a tantas críticas e pela teimosia tradicional de Dunga, uma coisa deve ser ressaltada: a promessa de que o comprometimento seria o maior diferencial foi evidenciada na convocação de hoje. Quando o treinador chegou à Seleção Brasileira, ele disse várias vezes que as coisas não seriam iguais foram na Copa de 2006, quando houve muita bagunça, baladas, noitadas, falta de comprometimento e, principalmente, falta de futebol. Hoje, mais de três anos depois de assumir o Brasil, Dunga manteve sua palavra e reformulou toda a equipe.

Atletas como Roberto Carlos, Ronaldinho Gaúcho e Adriano, que participaram efetivamente da bagunça de 2006, não foram lembrados e não terão a chance de disputar outro mundial. Nesse aspecto Dunga está certo e a aposta em jogadores comprometidos já é um sinal positivo. Mesmo achando que pelo menos Paulo Henrique Ganso pudesse ser convocado, a Seleção Brasileira é essa. Agora, o papel dos torcedores é confiar e torcer para que o hexacampeonato seja conquistado nos campos sul-africanos. Abaixo, veja um perfil sobre cada jogador brasileiro:

GOLEIROS

JÚLIO CÉSAR
Nome: Júlio César Soares Espíndola
Nascimento: 03/09/1979
Local: Duque de Caxias (RJ)
Clube: Internazionale (Itália)
Jogos pela Seleção: 46
Copas do Mundo: 2 (2006 e 2010)

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DONI
Nome: Doniéber Alexander Marangon
Nascimento: 22/10/1979
Local: Jundiaí (SP)
Clube: Roma (Itália)
Jogos pela Seleção: 10
Copas do Mundo: 1 (2010)

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GOMES
Nome: Heurelho da Silva Gomes
Nascimento: 15/02/1981
Local: João Pinheiro (MG)
Clube: Tottenham Hotspur (Inglaterra)
Jogos pela Seleção: 9
Copas do Mundo: 1 (2010)

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LATERAIS

MAICON
Nome: Maicon Douglas de Sisenando
Nascimento: 26/07/1981
Local: Novo Hamburgo (RS)
Clube: Internazionale (Itália)
Jogos pela Seleção: 51
Copas do Mundo: 1 (2010)

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DANIEL ALVES
Nome: Daniel Alves da Silva
Nascimento: 06/05/1983
Local: Juazeiro (BA)
Clube: Barcelona (Espanha)
Jogos pela Seleção: 33
Copas do Mundo: 1 (2010)

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GILBERTO
Nome: Gilberto da Silva Melo
Nascimento: 25/04/1976
Local: Rio de Janeiro (RJ)
Clube: Cruzeiro (Brasil)
Jogos pela Seleção: 33
Copas do Mundo: 2 (2006 e 2010)

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MICHEL BASTOS
Nome: Michel Fernandes Bastos
Nascimento: 02/08/1983
Local: Pelotas (RS)
Clube: Lyon (França)
Jogos pela Seleção: 2
Copas do Mundo: 1 (2010)

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ZAGUEIROS

LÚCIO
Nome: Lucimar da Silva Ferreira
Nascimento: 08/05/1978
Local: Brasília (DF)
Clube: Internazionale (Itália)
Jogos pela Seleção: 90
Copas do Mundo: 3 (2002, 2006 e 2010)

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JUAN
Nome: Juan Silveira dos Santos
Nascimento: 01/02/1979
Local: Rio de Janeiro (RJ)
Clube: Roma (Itália)
Jogos pela Seleção: 74
Copas do Mundo: 2 (2006 e 2010)

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LUISÃO
Nome: Anderson Luís da Silva
Nascimento: 13/02/1981
Local: Amparo (SP)
Clube: Benfica (Portugal)
Jogos pela Seleção: 37
Copas do Mundo: 2 (2006 e 2010)

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THIAGO SILVA
Nome: Thiago Emiliano da Silva
Nascimento: 22/09/1984
Local: Rio de Janeiro (RJ)
Clube: Milan (Itália)
Jogos pela Seleção: 6
Copas do Mundo: 1 (2010)

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VOLANTES

GILBERTO SILVA
Nome: Gilberto Aparecido da Silva
Nascimento: 07/10/1976
Local: Lagoa da Prata (MG)
Clube: Panathinaikos (Grécia)
Jogos pela Seleção: 90
Copas do Mundo: 3 (2002, 2006 e 2010)

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FELIPE MELO
Nome: Felipe Melo de Carvalho
Nascimento: 26/06/1983
Local: Volta Redonda (RJ)
Clube: Juventus (Itália)
Jogos pela Seleção: 15
Copas do Mundo: 1 (2010)

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JOSUÉ
Nome: Josué Anunciado de Oliveira
Nascimento: 19/07/1979
Local: Vitória de Santo Antão (PE)
Clube: Wolfsburg (Alemanha)
Jogos pela Seleção: 26
Copas do Mundo: 1 (2010)

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RAMIRES
Nome: Ramires Santos do Nascimento
Nascimento: 24/03/1987
Local: Barra do Piraí (RJ)
Clube: Benfica (Portugal)
Jogos pela Seleção: 10
Copas do Mundo: 1 (2010)

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KLEBERSON
Nome: José Kleberson Pereira
Nascimento: 19/06/1979
Local: Uraí (PR)
Clube: Flamengo (Brasil)
Jogos pela Seleção: 33
Copas do Mundo: 2 (2002 e 2010)

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MEIAS

KAKÁ
Nome: Ricardo Izecson dos Santos Leite
Nascimento: 22/04/1982
Local: Brasília (DF)
Clube: Real Madrid (Espanha)
Jogos pela Seleção: 73
Copas do Mundo: 3 (2002, 2006 e 2010)

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ELANO
Nome: Elano Blumer
Nascimento: 14/06/1981
Local: Iracemápolis (SP)
Clube: Galatasaray (Turquia)
Jogos pela Seleção: 42
Copas do Mundo: 1 (2010)

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JULIO BAPTISTA
Nome: Julio César Baptista
Nascimento: 01/10/1981
Local: São Paulo (SP)
Clube: Roma (Itália)
Jogos pela Seleção: 43
Copas do Mundo: 1 (2010)

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ATACANTES

LUÍS FABIANO
Nome: Luís Fabiano Clemente
Nascimento: 08/11/1980
Local: Campinas (SP)
Clube: Sevilla (Espanha)
Jogos pela Seleção: 36
Copas do Mundo: 1 (2010)

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ROBINHO
Nome: Robson de Souza
Nascimento: 25/01/1984
Local: São Vicente (SP)
Clube: Santos (Brasil)
Jogos pela Seleção: 70
Copas do Mundo: 2 (2006 e 2010)

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NILMAR
Nome: Nilmar Honorato da Silva
Nascimento: 14/07/1984
Local: Bandeirantes (PR)
Clube: Villareal (Espanha)
Jogos pela Seleção: 10
Copas do Mundo: 1 (2010)

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GRAFITE
Nome: Edinaldo Batista Libânio
Nascimento: 02/04/1979
Local: Jundiaí (SP)
Clube: Wolfsburg (Alemanha)
Jogos pela Seleção: 2
Copas do Mundo: 1 (2010)

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Paulo César Lima, 60 anos.

No mundo do futebol, Paulo César Caju.

Nascido em 1949 no Rio de Janeiro, o ex-jogador foi revelado pelo Botafogo em 1967 e jogou pelo Glorioso até 1971, vencendo dois Campeonatos Cariocas (1967 e 1968), além da Taça Brasil de 1968. Ainda muito jovem, mas já demonstrando grande qualidade com a bola nos pés, o ex-ponta esquerda foi convocado para a Seleção Brasileira que disputou e venceu a Copa do Mundo de 1970. Nesse mundial, Caju foi reserva de Rivellino. Quatro anos mais tarde, na Copa do Mundo de 1974, Paulo César Caju foi titular da equipe brasileira que terminou o mundial na quarta posição.

Depois que saiu de General Severiano, Paulo César Caju se transferiu para o Flamengo. Na Gávea, o ex-jogador atuou entre 1972 e 1974, jogando 105 partidas e marcando 19 gols. Caju também jogou pelo Olympique de Marseille, da França, Fluminense, Vasco, Corinthians e Grêmio. Pela equipe gaúcha, o ex-ponta esquerda foi titular no título Mundial de 1983 vencendo o Hamburgo, da Alemanha.

Ídolo do futebol nos anos 70 e 80, Caju viveu sua pior fase da vida após abandonar os gramados, quando passou a conviver com as drogas e a bebida, vícios que quase o tiraram a vida. Depois de 15 anos usando drogas, o ex-jogador se recuperou da dependência química há dez anos e atualmente faz palestras para crianças e jovens por todo o Brasil, contando sua história com o objetivo de livrar os jovens dos vícios. Em entrevista exclusiva para o MFC, o ex-jogador relatou como começou o vício, como se livrou e de que forma instrui os jovens.

MFC: Caju, qual foi seu envolvimento com as drogas? Já as usava durante sua carreira como jogador?
PC Caju: Eu nunca fui usuário, fui atleta. Comecei a jogar bola profissionalmente com 16 anos e parei com 36, quer dizer, 20 anos de carreira. Nunca fumei, nunca bebi, nunca cheirei. E quando eu parei de jogar, não tinha que dar satisfações para mais ninguém e estava um pouco chateado com o final da minha carreira, aí por livre e espontânea vontade minha, com alguns amigos, eu experimentei a cocaína, depois experimentei a birita e fui viciado nisso durante 15 anos. Então, o que eu tenho a dizer é o seguinte: quem nunca experimentou, atleta ou não, que não experimente, pois é algo muito ruim, destruidor.

MFC: Você acha que o esporte é algo que livra as crianças do mundo das drogas?
PC Caju: Ah, não tenha dúvidas. Eu vim de uma favela, a favela dos Tabajaras, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Estou com 60 anos e morei no morro até os 10 anos. Naquela época não tinha tráfico, não tinha bandidos, não tinha armamento pesado, não tinha drogas dentro do morro. As favelas também não eram escondidas, então não tinha a grandeza que tem hoje. Eu tive essa sorte e por isso não tinha como se encaminhar para o rumo errado. Eu já era bom de bola desde garoto, sabia que era bom, mas não tinha maus elementos dentro do morro para seguir. Diferente de hoje, que as crianças não têm opção. Em qualquer parte do Brasil onde tenha periferia, além do grave problema com o crime, tem as favelas, tem as drogas e a criança que está dentro de um lugar desses não tem como fugir. Elas não têm uma possibilidade de um estudo melhor, acesso a cultura e ao esporte, pois dentro da comunidade elas são induzidas a trabalhar no tráfico. Começa como olheiro, depois passa a ser gerente, chefe e o fim é a morte. Então quer dizer, hoje é até difícil falar para a criança não experimentar, os caras (traficantes) forçam, como é que faz? A droga está infiltrada em todas as camadas sociais, no pobre, no rico, no milionário, no preto, no branco, em todos os lugares.

MFC: Um caso recente de jogador envolvido com as drogas foi o Jóbson, do Botafogo. Por ser um rapaz novo, que passou por todos esses problemas e pode até ser banido do futebol, você acha que o banimento dele do futebol é a melhor medida para se tomar?
PC Caju: Não. Você tem que ver o seguinte: o Jóbson vem de onde? Do Pará. Dentro da Amazônia. Então você vai por aí. A cultura e a educação dele são diferentes. Ele saiu de lá do interior do Brasil e foi parar aonde? Em Brasília. Quer dizer, com 16 anos já estava jogando futebol profissional no Brasiliense e desde essa época já tinha problemas com o álcool e depois com as drogas, que só apareceram após aquelas duas vitórias que salvaram o Botafogo do rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2009. Depois veio à tona o exame antidoping e ele mesmo declarou que era viciado em crack. Quer dizer, você tira pela educação, pela cultura, é um garoto que saiu de dentro da Amazônia e de repente está em Brasília, em outra realidade. Depois vai para o Rio de Janeiro e estoura no Botafogo. Um dos problemas que podem ter afetado o Jóbson foi estar sozinho em duas cidades grandes como Brasília e o Rio. Não sei se ele teve a família morando com ele nesses lugares. E é normal um cara tomar uma birita não tendo acompanhamento e estrutura. Com a fama, começou o deslumbramento, bons bichos (premiação paga aos jogadores após resultados positivos), companhias. Isso é normal, você viaja. O Rio é uma cidade sedutora, tranquilamente se você não tiver estrutura, se não tiver equilíbrio e boas companhias ao lado, dança.

MFC: Como funcionam suas palestras sobre as drogas?
PC Caju: Eu faço há quase 10 anos palestras sobre esse assunto. Eu sempre sou convidado, já fiz em vários estados do Brasil, algumas vezes até com psiquiatras ao meu lado também. É um negócio que eu alerto as crianças e os jovens. Como eu fui um ídolo do futebol, os mais velhos, os pais desses jovens que acompanharam a minha carreira, logicamente têm como chegar aos filhos e dizerem: Ele chegou ao auge e depois faltou equilíbrio e estrutura e ele foi pelo caminho errado. Minha história serve como exemplo.

NOTA: Como ídolo do Botafogo e torcedor apaixonado do clube, Paulo César Caju deve estar muito feliz com o título do Glorioso no Campeonato Carioca, algo que há duas semanas, no dia da entrevista, ele achava pouco provável de acontecer.

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ACRE: O Atlético Clube Juventus, de Rio Branco, conquistou o 14º título acreano na tarde desse domingo. Jogando contra o Náuas, o Juventus empatou o jogo no tempo normal por 1X1 e venceu nos pênaltis a decisão estadual, garantindo vaga no Campeonato Brasileiro da série D. Os gols foram marcados por Jéferson para o Náuas e Luís Rômulo para o Juventus.

BAHIA: Na semana passada, jogando no Estádio Pituaçu, casa do Bahia, o Vitória venceu por 2X1 e se aproximou do tricampeonato baiano. Hoje, atuando diante de sua torcida no Barradão, os rubro-negros saíram perdendo por dois a zero e depois empataram o jogo, confirmando o título. Os gols da partida foram marcados por Reinaldo Alagoano e Ávine (Bahia) e Neto Baiano e Ramon (Vitória). A equipe do técnico Paulo César Carpegiani chegou ao 25º título do Campeonato Baiano na história, sendo a oitava conquista da década (00, 02, 03, 04, 05, 07, 08 e 09). A única coisa a se lamentar foi a briga campal que aconteceu depois do término da partida e envolveu muitos atletas.

CEARÁ: O Fortaleza empatou com o Ceará por 1X1, no Castelão, e é tricampeão cearense. O gol do Ceará foi marcado por Arlindo Maracanã e Marcelo Nicácio empatou para o Fortaleza. Agora, o Tricolor tem 38 títulos estaduais, um atrás do rival Ceará.

DISTRITO FEDERAL: O Brasiliense conquistou o campeonato estadual após vencer o Brasília por 2X0. Esse é o sexto título da história do clube e também o hexacampeonato consecutivo. Os gols da partida foram marcados por Ailson e Edinho.

GOIÁS: Nos dois últimos campeonatos goianos, o Goiás perdeu o título na final. Hoje, atuando no Serra Dourada, em Goiânia, o time esmeraldino venceu o Atlético Goianiense por 2X0 e conquistou o 22º título estadual. Iarley e Felipe fizeram os gols da partida.

MINAS GERAIS: O título do Campeonato Mineiro de 2009 foi praticamente consolidado na primeira partida, quando o Cruzeiro goleou o Atlético por 5X0. Hoje, no Mineirão, as equipes empataram por 1X1 e o resultado garantiu o 35º título da equipe Celeste. Além disso, a equipe de Adilson Batista conquistou o Mineirão-09 de forma invicta pela décima vez, assim como em 1926, 1929, 1930, 1944, 1968, 1969, 1992, 1994 e 2003. Os gols da partida foram marcados por Fabiano para o Galo e por Kléber para o Cruzeiro.

PARAÍBA: O Sousa Esporte Clube é o campeão paraibano de 2009. Pela 2ª vez na história, o time do interior conquistou o título estadual, após vencer o Treze por 2X1, em Campina Grande. Os dois gols do Sousa foram marcados por Edmundo. Nonato fez o gol do Treze.

PARANÁ: O Atlético-PR dependia apenas de suas forças para conquistar o título estadual. Fez a lição de casa, venceu o Cianorte por 2X0, na Arena da Baixada, em Curitiba, e garantiu seu 22º título paranaense. Os gols da partida foram marcados por Wesley e Rafael Moura.

SANTA CATARINA: Na partida de ida, a Chapecoense venceu o Avaí por 3X1 e se aproximou do título catarinense. Mas hoje, atuando na Ressacada, em Florianópolis, a equipe do técnico Silas se superou e conquistou o 14º título estadual de sua história. O Leão da Ilha venceu o jogo por 3X1 no tempo normal e levou a partida para a prorrogação, fazendo mais três gols e garantindo o título depois de 12 anos. Os gols do jogo foram marcados por Rômulo para a Chapecoense e Evando, Leo Gago, Marquinhos (2), Lima e Fernandinho fizeram para o Avaí.

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