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Holanda 0 X 1 Espanha

A grande decisão da Copa do Mundo de 2010 não poderia ser mais emocionante. Enquanto muitos favoritos caíram pouco a pouco, duas seleções taxadas como ‘amarelonas’ apresentaram bom futebol e chegaram à final do torneio. A Holanda, que havia vencido todos os seis jogos que disputou no Mundial, vinha de uma incrível marca de 25 jogos sem derrota. A Espanha, por sua vez, chegou à África do Sul como a principal favorita ao troféu, mas a derrota na estreia para a Suíça colocou o poderio da ‘Fúria‘ em dúvida e tudo levava a crer que, mais uma vez, os espanhóis ficariam pelo meio do caminho.

Enquanto a Seleção Espanhola já entrara para a história por ter chegado pela primeira vez numa final de Copa do Mundo, os holandeses, que disputavam sua terceira (foram derrotados por Alemanha e Argentina, em 1974 e 1978, respectivamente), queriam, enfim, conquistar o tão almejado título. O duelo europeu, disputado no estádio Soccer City, em Joanesburgo, foi bastante truncado, em certas vezes até violento, e, pelo amplo domínio em grande parte do jogo, os espanhóis conseguiram de forma sofrida vencer por 1 a 0 e entraram de uma vez por todas no seleto grupo de seleções campeões mundiais.

A Espanha já era favorita muito antes da Copa do Mundo começar. Depois de conquistar o título da Eurocopa de 2008 com uma equipe recheada de bons talentos, a ‘Fúria’ se credenciou como forte candidata ao troféu e nem o fracasso na Copa das Confederações em 2009 foi capaz de abalar o otimismo dos comandados do técnico Vicente Del Bosque. O MFC, inclusive, um ano atrás, já alertava sobre a força dos espanhóis. Com o título de “A furiosa seleção espanhola”, o post classificava a Espanha como a melhor seleção do mundo e enfatizava que, se o grupo fosse mantido, as chances de  conquistarem o inédito título eram muito grandes (leia o antigo post clicando aqui).

Sem desfalques, os treinadores Vicente Del Bosque e Bert Van Marwijk puderam mandar a campo seus principais atletas. Desde o começo da partida, ficou evidente que a Holanda mudou sua postura em relação as últimas apresentações. Enquanto a Espanha fazia seu jogo tradicional, trocando muitos passes para tentar furar o bloqueio holandês, a ‘Laranja Mecânica‘ ficava completamente retrancada e perdia sua qualidade no meio campo.

Logo aos quatro minutos, por muito pouco a Espanha não abriu o placar, em cabeçada certeira de Sergio Ramos e uma defesa espetacular de Stekelenburg. Aos dez, Sergio Ramos fez boa jogada pela direita, pedalou, invadiu a área e bateu cruzado, mas Heitinga tirou para escanteio. No minuto seguinte, David Villa pegou de primeira, de dentro da área, e mandou a bola na rede pelo lado de fora, assustando o goleiro holandês. Daí para frente, o que se viu foi um jogo completamente faltoso, com muitos lances ríspidos que deram trabalho para o árbitro inglês Howard Webb. A Seleção Holandesa era a mais desleal. Van Bommel, Robben e, principalmente, De Jong, fizeram faltas feias e foram punidos pelo juiz.

Aos 34 minutos, um lance curioso quase deu a vantagem para a Holanda. Num ato de fair play, Heitinga deu um chutão para frente para devolver a posse de bola para a Espanha, mas a bola fez uma curva incrível e por muito pouco não enganou o goleiro Iker Casillas, que precisou mandá-la para escanteio e, aí sim, Van Persie devolveu de forma correta para os espanhóis.

Dois minutos depois, a Seleção Holandesa desperdiçou uma grande chance de abrir o marcador. Robben cobrou escanteio rasteiro, Van Bommel bateu cruzado da entrada da área e, Mathijsen, sozinho, furou e não conseguiu concluir ao gol. A equipe holandesa teve sua principal chance na primeira etapa aos 45 minutos. Robben fez sua tradicional jogada, avançou pela direita, cortou para o meio e bateu firme de esquerda, mas Casillas caiu bem e fez boa defesa.

Sem alterações, as equipes voltaram para o segundo tempo mais dispostas. Aos dois, Xavi cobrou escanteio, Puyol desviou de cabeça e Capdevila, de forma incrível, furou dentro da pequena área. Com a Holanda se preocupando menos em bater e mais em jogar futebol, o talento começou a aparecer. Aos 16 minutos, Sneijder dominou a bola antes da linha do meio de campo, viu Robben correr e, numa bela enfiada, tocou a bola entre quatro jogadores espanhóis. O craque do Bayern de Munique avançou sozinho, demorou muito para concluir e chutou em cima de Casillas, que com o pé fez uma defesa espetacular e evitou o gol holandês.

Percebendo a falta de ofensividade, Vicente Del Bosque tirou o inoperante Pedro Rodríguez e colocou Jesús Navas em seu lugar. Logo em seu primeiro lance, aos 23, o atacante do Sevilla avançou pela direita e chutou cruzado para o meio da área. O artilheiro David Villa apareceu sozinho atrás da zaga adversária e, de dentro da pequena área, chutou, mas Heitinga conseguiu intervir deitado no gramado e mandou a bola para escanteio.

A Espanha melhorou na partida novamente e pressionou a Holanda. Aos 31, Xavi cobrou escanteio, Sergio Ramos subiu sozinho e mandou de cabeça por cima da meta. Os holandeses pareciam querer apenas se defender e apostar nos contra-golpes. Aos 37, Robben perdeu outra incrível chance. Numa rápida jogada, Van Persie deu um despretensioso toque de cabeça para o ataque, o meia holandês correu muito, tomou a frente de Puyol e, na cara de Casillas, viu o goleiro operar outro milagre e sair para pegar a bola nos seus pés.

Com a igualdade no placar, a decisão do título foi para a prorrogação. Devido a intensidade do jogo, as duas equipes pareciam muito cansadas e o mais óbvio é que o campeão saísse apenas na disputa por pênaltis. Mas a Espanha continuou procurando mais o jogo e usou suas últimas forças para buscar o gol. Aos cinco, Iniesta deu um passe açucarado para Fàbregas, que havia entrado no lugar do volante Xabi Alonso. O jovem jogador do Arsenal chutou fraco e Stekelenburg defendeu com os pés. Aos dez, Jesús Navas avançou pela direita e chutou forte, a bola desviou em Van Bronckhorst e saiu pela linha de fundo.

O segundo tempo da prorrogação teve o mesmo cenário. A ‘Fúria‘ dominava o jogo e tentava de todas as formas abrir o marcador, enquanto os holandeses ficavam retrancados e, cansados, não conseguiam mais emplacar os contra-ataques. De tanto insistir, a Espanha foi premiada a cinco minutos do fim. Fernando Torres, que substituiu David Villa, começou a jogada pela esquerda. Lançou a bola para a área, mas o zagueiro tirou. No rebote, Fàbregas dominou e, de forma magistral, encontrou Iniesta, que não titubeou e mandou uma bomba para fazer o gol da vitória, o gol do inédito título, o gol mais importante da história do futebol espanhol.

Restando poucos minutos para o final, a Holanda não tinha mais forças para reagir. As câmeras de televisão flagravam o desespero de Robben e Sneijder, que entregaram os pontos e já se lamentavam ainda enquanto a bola rolava. Do outro lado, Casillas chorava e parecia ainda não entender o tamanho da façanha que ele e seus companheiros acabavam de fazer.

O jogo terminou e os jogadores da Espanha comemoraram muito. Entre choro de alegria e êxtase, a maioria dos 84.490 torcedores presentes no estádio aplaudiram de pé a conquista espanhola. O título foi totalmente merecido, já que a Seleção Espanhola está apresentando o melhor futebol do mundo há pelo menos dois anos. A geração de Iker Casillas, Sergio Ramos, Carles Puyol, Gerard Piqué, Joan Capdevila, Xabi Alonso, Sergio Busquets, Andrés Iniesta, Xavi Hernández, David Villa, Pedro Rodríguez, Raul Albiol, Carlos Marchena, Fernando Torres, Cesc Fàbregas, Victor Valdes, Juan Mata, Alvaro Arbeloa, Fernando Llorente, Javier Martinez, David Silva, Jesús Navas e Pepe Reina está eternizada no mundo do futebol e, principalmente, na história do país. Depois de tantos fracassos, esses jogadores conseguiram levantar o troféu mais cobiçado do planeta bola.

Méritos também para o técnico Vicente Del Bosque, que soube mexer bem na equipe quando foi preciso, teve coragem de sacar o badalado atacante Fernando Torres e dar lugar para o jovem Pedro Rodríguez. Além de ter montado um esquema de jogo eficiente, com muita força no meio de campo e solidez na zaga. Em sete jogos, a ‘Fúria‘ obteve seis vitórias e apenas uma derrota. Fez poucos gols (oito), mas sai do Mundial com a marca de melhor defesa de todos os campeões, sofrendo apenas dois gols, igualando o recorde de França, em 1998 e Itália, em 2006.

Parabéns, Espanha!

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Por: Erik Rodrigues*

Holanda 1 X 0 Japão

Os dois líderes do grupo E se enfrentaram na cidade de Durban com o objetivo de garantirem a classificação para a próxima fase. A Holanda ainda sem Robben, o principal destaque do time e o Japão com a mesma formação da partida vitoriosa contra Camarões na estreia.

Mas o que parecia uma partida fácil para os europeus acabou se tornando penoso. Com um ataque sem inspiração e com muitos toques de lado, a Holanda pouco ameaçava o gol de Kawashima. Sneijder, Van Persie e Kuyt não se entendiam e as jogadas não saiam. O Japão marcava bem no meio de campo e chegava rápido na frente, sempre com o perigoso Okubo.

Com isso, a Holanda abusava de duas armas: a bola na área e os chutes de longa distância, tentados na maioria das vezes por Sneijder. Mas a marcação dos asiáticos era implacável. Apesar de só terem 31% da posse de bola, os japoneses levavam mais perigo. Em uma boa oportunidade, Honda cabeceou perto do gol e quase fez.

Na segunda etapa, parece que as equipes lembraram que quem ganhasse a partida estaria garantido na próxima fase. A “Laranja Mecânica” voltou mais ligada e começou ameaçando com Van Persie. Os holandeses estavam melhores e pressionavam pelos lados com Kuyt e o atacante do Arsenal. O gol era questão de tempo.

Aos oito minutos, Kuyt cruzou da direita e o brasileiro naturalizado japonês, Marcos Túlio Tanaka, afastou. A bola sobrou no pé de Van Persie, que percebeu a aproximação de Sneijder e ajeitou para o camisa 10, que bateu forte no canto direito. O goleiro Kawashima caiu no canto certo, mas o efeito ‘Jabulani’ entrou em cena e a pelota fez uma curva. O arqueiro japonês ainda espalmou, mas não conseguiu impedir o gol.

Com 1 a 0 no placar, a Holanda parou e privilegiou a marcação ao adversário. O Japão partiu pra cima e deu trabalho para o goleiro Stekelenburg, em dois bons chutes de Okubo. Mas também foi só, pois o time asiático temia os contra-ataques holandeses. O atacante Elia e o meia Affelay entraram no time e deram mais movimentação na frente aos holandeses. Porém, não conseguiram converter em gols as boas oportunidades criadas.

Com o resultado, a Holanda garantiu uma das vagas do grupo E. Na próxima rodada, dia 24, os holandeses encaram Camarões na Cidade do Cabo, enquanto o Japão enfrenta a Dinamarca em Rustemburgo, na briga pela segunda vaga do grupo.

Austrália 1 X 1 Gana

Pelo grupo D do Mundial, Gana e Austrália se enfrentaram na cidade de Rustemburgo. O que tinha tudo para ser um jogo morno e sem atrativos, acabou se tornando uma partida bastante movimentada.

Precisando se recuperar da goleada sofrida na estreia, a Austrália iniciou a partida no ataque. As investidas de Kewell pela esquerda levavam perigo ao gol de Kingson. A pressão deu resultado aos 11 minutos, quando Bresciano bateu falta e o goleiro ganês soltou a bola nos pés de Holman, que empurrou para as redes. Aí, aconteceu o que tem sido rotina nesta Copa do Mundo. Após fazer o gol, os “Socceroos” se firmaram na defesa e esperavam as chances de contra-ataque.

O time de Gana passou a tocar a bola e começou a pressionar. De tanto insistir, aos 25 minutos, Ayew fez o que quis pela direita, aliando técnica e raça no mesmo lance. Após passar por dois adversários, ele cruzou rasteiro para o meio da área e Mensah bateu de primeira. Em cima da linha, Kewell afastou com o braço, o juiz marcou pênalti e expulsou o atacante. Asamoah Gyan, o melhor jogador do time, bateu no canto esquerdo e empatou o jogo.

Os africanos se empolgaram e partiram pra cima dos australianos que, com um homem a menos, ficaram perdidos. Gyan comandava o ataque ganês e por pouco seu time não conseguiu a virada antes do intervalo.

No segundo tempo, a Austrália surpreendeu e equilibrou a partida. Mesmo com mais posse de bola, Gana não criava boas chances de gol e os australianos chegavam com perigo. Em um destes lances, Chipperfield cabeceou na pequena área e mandou pra fora. A jogada despertou os “Black Stars”.

Gyan, sempre ele, conduzia o time ao ataque, com velocidade e ousadia. Mas se ele tocasse mais a bola, talvez a equipe fosse mais beneficiada. Boateng também atacava e aos 25 minutos, os dois tabelaram bonito, mas Gyan chutou pra fora.

A Austrália resolveu então arriscar, e colocou em campo o atacante Kennedy no lugar de Holman. A alteração funcionou e aos 27 minutos, Wilkshire recebeu de frente para o goleiro, mas chutou por cima. A bola ainda sobrou para Kennedy, que bateu fraco e Kingson defendeu.

Nos últimos 15 minutos, os dois times diminuíram o ritmo, apesar de os australianos insistirem na base do desespero, mesmo que sem perigo. Com o resultado, Gana ficou em primeiro no grupo D com quatro pontos. Alemanha e Sérvia têm três, enquanto a Austrália tem um. Na próxima rodada, dia 23, Gana enfrenta a Alemanha no Soccer City, em Joanesburgo, e joga por um empate para seguir no Mundial. Os australianos encaram a Sérvia no mesmo dia, em Nelspruit.

Camarões 1 X 2 Dinamarca

Precisando da vitória para seguir no Mundial, Camarões e Dinamarca entraram em campo pela segunda rodada do grupo E. O time africano sofreu alterações a pedido de seus jogadores, que “conversaram” com o técnico francês Paul Le Guen. Os dinamarqueses também tinham novidade, com a volta do capitão Tomasson, recuperado de lesão.

A partida começou boa, com os camaroneses atacando com sua principal estrela, Samuel Eto’o. O jogador da Inter de Milão arriscou de fora da área, mas a bola foi por cima. Os europeus não deixaram por menos e responderam com Rommedahl. Até que Christian Poulsen saiu jogando errado e entregou a bola de graça para Webo. Ele levou pela esquerda e passou para Eto’o que, livre na área, abriu o placar para os “Leões Indomáveis”.

Com o gol, Camarões cresceu no jogo e permaneceu no ataque por mais dez minutos. Teve boas chances e trocou passes rápidos entre Webo, Eto’o e Emana. Mas o segundo gol não saiu e a Dinamarca voltou para o jogo.

Aos 16 minutos, Gronkjaer arriscou de fora da área, mas Nkoulou tirou de cabeça uma bola que certamente empataria a partida. Insistindo em jogadas rápidas, a Dinamarca alcançou a igualdade aos 33 minutos. O bom Rommedahl recebeu pela direita e cruzou rasteiro para Bendtner marcar.

O empate incendiou os minutos finais do primeiro tempo. Os dois times tiveram a chance de fazer o segundo gol, que não saiu por detalhe. O dinamarquês  Tomasson teve boa oportunidade, mas Nkoulou salvou mais uma vez. No contra-ataque, Eto’o bateu de esquerda e acertou a trave.

O segundo tempo começou mais lento, com as equipes trocando passes na intermediária. Aos 12 minutos, Camarões arriscou e Webo tabelou com Eto’o, mas mandou longe. Na sequência, veio o castigo. Novamente Rommedahl, o melhor jogador da Dinamarca, avançou pelo lado esquerdo da defesa adversaria, driblou Makoun e bateu de esquerda, virando o jogo. A “Dinamáquina” ainda teve a chance de marcar o terceiro, mas o capitão Tomasson perdeu ótima chance.

A derrota eliminaria os africanos, então os camaroneses foram com tudo para o ataque. As entradas de Idrissou e Aboubakar melhoraram o time, que jogava bolas para a área dinamarquesa. Aquela dramaticidade típica de Copa do Mundo entrou em campo. Emana e Eto’o tentaram de fora da área, pelos lados, pelo alto, mas não conseguiram o gol que manteria o time no Mundial. A defesa da Dinamarca trabalhou bem, com destaque para o bom zagueiro Daniel Agger.

Com a vitória, a Dinamarca segue na briga por uma vaga na próxima fase e enfrenta o Japão, em Rustemburgo, no dia 24, na disputa direta pela classificação. Já Camarões está eliminado da Copa do Mundo e só cumpre tabela com a Holanda, na Cidade do Cabo, no mesmo dia.

* Erik Rodrigues é jornalista e são-paulino.

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Holanda 2 X 0 Dinamarca

O primeiro jogo desta segunda-feira não foi tão bom quanto se imaginava. A Holanda, que mais uma vez chega a uma Copa do Mundo como favorita, não jogou com força máxima, já que sua principal estrela, o meia Arjen Robben, continua se tratando de uma lesão. Os dinamarqueses, por sua vez, forjaram a contusão do atacante Bendtner e anunciaram a semana inteira que o jogador do Arsenal não teria condições de jogo. Quando as equipes entraram em campo, lá estava ele, titularíssimo. Mas nem isso conseguiu ajudar a Dinamarca, que não apresentou muitas qualidades e perdeu para uma Holanda pouco inspirada por 2 a 0.

A partida foi morna na primeira etapa. Os volantes dinamarqueses paravam o jogo a todo instante com faltas, deixando o confronto truncado e desinteressante. Os holandeses pareciam jogar em marcha lenta, sem o ânimo apresentado no último amistoso de preparação para a Copa do Mundo, quando a equipe do técnico Bert van Marwijk atropelou a Hungria com uma goleada por 6 a 1. Sneijder tentava decidir sozinho e em alguns lances, ao invés de levantar a bola na área, preferia chutar direto para a meta, isolando todas as cobranças. A Dinamarca teve apenas um lance perigoso, num cruzamento de Rommendahl, que Bendtner cabeceou para fora.

A segunda etapa começou quente. No primeiro minuto, Van Persie cruzou, a zaga dinamarquesa se atrapalhou toda e os desvios de Simon Poulsen e do zagueiro Agger deram o primeiro gol para a ‘Laranja’. O jogo continuou devagar após o tento. A Holanda parecia estar satisfeita com a vitória magra e a Dinamarca demonstrava fraqueza para buscar o empate. Mesmo assim, os holandeses levavam mais perigo, tanto que aos 40 minutos, Sneijder lançou para Elia (que entrou bem no jogo) e o jovem talento holandês tocou na saída do goleiro. A bola tocou na trave e o atacante Kuyt pegou o rebote para fazer o segundo.

A vitória por dois gols de diferença foi um bom resultado para um início de Copa do Mundo, mas a Holanda ficou devendo futebol. A Dinamarca pode até se classificar para as oitavas de final, mas se isso acontecer, será mais pela fraqueza dos adversários do que por méritos próprios. Tem tudo para ser coadjuvante no Mundial.

Japão 1 X 0 Camarões

Mais um jogo tecnicamente fraco neste Mundial. Japoneses e camaroneses se preocuparam mais em se defender e se esqueceram de atacar. Com número bem menor de passes errados, o Japão conseguiu a vitória por 1 a 0 e aumentou as esperanças de chegar à próxima fase.

Um dado pode traduzir melhor o que foi esta partida. Até aqui, foi o jogo mais faltoso da Copa do Mundo, com 49 intervenções. A bola rolava um pouco e alguém sofria falta. Rolava mais um pouco e outro jogador era parado com uma infração. A Seleção Camaronesa demonstrou desentendimento e falta de aplicação tática dentro de campo. Os passes errados, a falta de jogadas ensaiadas e a lentidão prejudicaram os africanos. Os asiáticos foram pragmáticos e não tomaram muitos sustos na defesa. O nipo-brasileiro Marcus Túlio Tanaka fez uma boa partida e parou o ataque camaronês em 16 oportunidades.

Já que faltava qualidade, o gol só sairia em algum erro individual e isso aconteceu aos 39 minutos da primeira etapa. Matsui cruzou a bola na área, a zaga africana falhou feio e Honda recebeu sozinho, dominou e chutou na saída do goleiro. Um balde de água fria nas pretensões de Camarões, que sonhavam em melhorar a campanha obtida na Copa do Mundo de 1986, quando surpreenderam o mundo e chegaram às quartas de final do torneio.

A segunda etapa teve poucas mudanças. Samuel Eto’o, a maior esperança de Camarões, enfim, conseguiu fazer sua primeira jogada aos 4 minutos, quando driblou três defensores japoneses pela direita e rolou a bola para Moting, que chutou rente ao travessão. Foi a chance mais aguda da equipe e também o único momento brilhante de Eto’o no jogo. Outro lance perigoso aconteceu no final, quando M’bia arriscou de longe e a bola explodiu na trave do goleiro Kawashima.

A próxima rodada do grupo E acontece no sábado (19/06). A líder Holanda enfrenta o empolgado Japão em Durban, enquanto Dinamarca e Camarões se enfrentam em Pretória. Quem perder deste confronto já estará eliminado do Mundial.

Itália 1 X 1 Paraguai

O confronto entre as duas forças do grupo F foi bastante movimentado como era de se esperar. Os atuais campeões mundiais perderam qualidade de 2006 para cá, com jogadores envelhecidos e um ataque ineficaz. Para as pretensões italianas, o empate por 1 a 1 com o Paraguai não foi o ideal, mas os sul-americanos ficaram satisfeitos com o resultado.

A Itália dominou a partida, pressionou o Paraguai e criou inúmeras chances de gol. Mas os paraguaios não foram presa fácil. Souberam se defender bem, com a garra típica do futebol sul-americano e ainda conseguiram surpreender na única chance real que tiveram. Aos 38 minutos, Torres jogou a bola na área e o zagueiro Alcaraz fez o gol de cabeça, nas costas de Fábio Cannavaro. Os paraguaios comemoram muito, afinal, o atual elenco é apontado pela imprensa do país como a melhor seleção da história guarani.

Azzurra voltou do intervalo com a obrigação de ser mais contundente no ataque e buscar o empate. O objetivo europeu por pouco não foi por água abaixo, quando logo no início da segunda etapa o meia Cáceres chutou de primeira e a bola passou perto do ângulo, se perdendo pela linha de fundo. Depois disso, só deu Itália. A pressão surtiu efeito aos 17 minutos, quando Pepe cobrou escanteio e De Rossi, livre, só teve o trabalho de empurrar a bola para a rede. O empate animou os italianos e fez com que os paraguaios recuassem ainda mais. As tentativas foram frustradas e o empate foi justo. A Itália teve mais posse de bola e dominou grande parte do jogo, mas o Paraguai conseguiu se defender bem, mostrando mais uma vez que a zaga é um setor  tradicionalmente forte da seleção.

Domingo (20/06) as equipes retornam ao campo para disputarem a segunda rodada do grupo. O Paraguai encara a Eslováquia em Bloemfontein, às 8h30 e os italianos enfrentarão a Nova Zelândia em Nelspruit, às 11h.

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PAÍS: Brasil
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Confederação Brasileira de Futebol
ANO DE FUNDAÇÃO: 1919
APELIDO: Canarinho
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO:
18 (1930, 1934, 1938, 1950, 1954, 1958, 1962, 1966, 1970, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006)
RESULTADOS: O Brasil é o país mais vencedor da história do futebol. Nas Copas, a Seleção Brasileira sagrou-se campeã em cinco oportunidades (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002), foi vice-campeã em 1950 e 1998, além de ter chegado as semifinais em 1938 e 1974.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Mesmo com um começo difícil, os brasileiros terminaram as eliminatórias sul-americanas na liderança isolada e carimbaram a vaga para mais um mundial.
DESTAQUE DO TIME: Kaká (meia do Real Madrid, da Espanha)
TREINADOR ATUAL: Dunga (Brasil)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– O Brasil é o único país que participou de todas as Copas do Mundo e também é o maior vencedor com cinco títulos. Por esses motivos, a Seleção Brasileira tem a camisa mais temida e respeitada do mundo do futebol, motivos esses que sempre a colocam entre as favoritas quando o assunto é um mundial. Mesmo não sendo o time ideal na opinião da grande maioria dos torcedores, o Brasil tem um elenco forte e acostumado a decisões. A zaga é o setor mais sólido. Júlio César, Maicon, Lúcio e Juan são diferenciais na atual equipe. Luís Fabiano, Robinho e Nilmar também têm o poder de conseguir o sexto título para o país. Entretanto, a principal estrela da Seleção Brasileira é o meia Kaká, jogador inteligente e rápido que tem como meta organizar o meio de campo e servir os atacantes. O Brasil não está num grupo fácil, mas deve conseguir tranquilamente avançar para a segunda-fase e seguir rumo ao título.

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PAÍS: Portugal
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Federação Portuguesa de Futebol
ANO DE FUNDAÇÃO: 1914
APELIDO: Seleção das Quinas
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 4 (1966, 1986, 2002 e 2006)
RESULTADOS: Os portugueses chegaram as semifinais em 1966 e 2006 e nas outras duas vezes não passaram da primeira fase.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: A vaga na África do Sul não foi conquistada facilmente. Depois de um começo ruim nas eliminatórias europeias, a Seleção Portuguesa só pôde comemorar na última rodada com a vitória por 1 a 0 sobre a Bósnia-Herzegovina.
DESTAQUE DO TIME: Cristiano Ronaldo (meia-atacante do Real Madrid, da Espanha)
TREINADOR ATUAL:
Carlos Queiroz (Moçambique)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– Os jogadores portugueses evoluíram muito nas últimas décadas. Melhoraram tanto ao ponto de Cristiano Ronaldo, principal ídolo do país, já ter sido eleito o melhor jogador do mundo. E é nele que os portugueses apostam todas suas fichas. O astro do Real Madrid é o cérebro de uma equipe razoável que conta com outros destaques como os zagueiros Ricardo Carvalho e Pepe, o meio-campo Deco e os atacantes Nani e Liédson. Portugal entra no grupo G como segunda força, mas isso não garante sua classificação à fase seguinte. Tem grandes chances de avançar às oitavas-de-final e brigar por algo a mais depois disso.

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PAÍS: Coréia do Norte
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Korea Football Association
ANO DE FUNDAÇÃO: 1945
APELIDO: Chollima
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 1 (1966)
RESULTADOS: No único mundial que disputou, os norte-coreanos surpreenderam o mundo ao eliminar a Itália na fase de grupos e nas quartas-de-final perderam para Portugal por 5 a 3, mas chegaram a estar vencendo por 3 a 0.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: A campanha nas eliminatórias asiáticas foi surpreendente também e a Seleção da Coréia do Norte deixou para trás alguns ‘favoritos’ a vaga no mundial, como Irã e Arábia Saudita.
DESTAQUE DO TIME: Hong Yong-Jo (atacante do Rostov, da Rússia)
TREINADOR ATUAL: Kim Jong-Hun (Coréia do Norte)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– A Coréia do Norte é um dos países mais enigmáticos do planeta. Assim também é a sua seleção de futebol. Dois terços dos jogadores que irão à Copa do Mundo jogam em times inexpressivos do próprio país e, por esse motivo, a dificuldade de analisá-los é grande por parte dos adversários e também da imprensa. Os norte-coreanos chegam esperançosos ao mundial da África do Sul, mas tudo não deve passar da empolgação. É muito provável que seja eliminada na primeira fase e ainda seja o saco de pancadas do grupo.

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PAÍS: Costa do Marfim
NOME DA CONFEDERAÇÃO: Fédération Ivoirienne de Football
ANO DE FUNDAÇÃO: 1960
APELIDO: Lés Éléphants
PARTICIPAÇÕES EM COPAS DO MUNDO: 1 (2006)
RESULTADOS: Na única participação não passou da primeira fase, somando apenas uma vitória e marcando cinco gols no mundial.
COMO SE CLASSIFICOU PARA 2010: Os marfinenses foram muito bem nas eliminatórias africanas e conquistaram a vaga na Copa do Mundo sem perder uma partida sequer.
DESTAQUE DO TIME: Didier Drogba (atacante do Chelsea, da Inglaterra)
TREINADOR ATUAL: Sven-Göran Eriksson (Suécia)
PERSPECTIVAS PARA O MUNDIAL:

– A Costa do Marfim pode ser considerada uma das potências do futebol africano. Muito disso acontece pelos muitos jogadores que atuam na Europa e a experiência dos zagueiros Arthur Boka (Sttutgart), Kolo Touré (Manchester City) e Emmanuel Eboué (Arsenal); os volantes Didier Zokora (Sevilla) e Yaya Touré (Barcelona); além dos jogadores de frente como Gervinho (Lille), Bakari Koné (Olympique de Marselha), Salomon Kalou (Chelsea) e o próprio Drogba, grande astro da Seleção Marfinense. O time é forte fisicamente e tem habilidade de sobra para sonhar com voos maiores do que quatro anos atrás. Entretanto, a Costa do Marfim caiu em um grupo difícil e Portugal será o grande concorrente por uma vaga nas oitavas-de-final. Se conseguir a classificação, os marfinenses têm grandes chances de tentar fazer a melhor campanha de um africano em uma Copa do Mundo.

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Ontem Messi fez quatro gols e eliminou o Arsenal da Champions League. Mas isso já virou rotina. O argentino melhora seu desempenho em campo cada vez mais. Faz gols de todas as formas e acaba com qualquer adversário. Os mais saudosistas já prevêem que Messi será melhor que Maradona. Isso pode não acontecer, mas, de fato, o craque argentino é um jogador fora de série e do sério. A Copa do Mundo está aí e todos esperam para vê-lo brilhar na África. Como Messi brilha em todos os jogos, hoje o destaque da Champions League vai para um holandês.

Mesmo com a derrota para o Manchester United, o Bayern de Munique se classificou para as semifinais da competição. Foi um grande jogo, mas um fator foi decisivo. O lindo gol que Robben fez no segundo tempo, o gol da classificação da equipe alemã. O holandês pegou um sem pulo de fora da área e marcou um dos gols mais bonitos dos últimos tempos. Uma pintura!

Vale a pena ver o golaço de Robben:

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O Barcelona segue firme sua trajetória em busca do bicampeonato da Liga dos Campeões da Europa. Depois de empatar na Alemanha por 1 a 1, o time catalão não tomou conhecimento do Stuttgart e venceu a partida de volta por 4 a 0, ontem no Camp Nou.

Com a vitória, a equipe de Pep Guardiola avançou às quartas-de-final e espera o sorteio para conhecer o próximo adversário. Além do time espanhol, os outros clubes que ainda brigam pelo título são: Bordeaux, CSKA, Internazionale, Manchester United, Lyon, Bayern Munique e Arsenal.

Lionel Messi continua sobrando em campo. O argentino fez dois belos gols na partida de ontem e, com isso, chegou a 31 tentos na temporada. Se continuar jogando dessa maneira, a torcida do Barcelona pode ficar tranquila e esperançosa quanto a conquista do bicampeonato da Liga dos Campeões, feito esse que não acontece desde as temporadas 88/89 e 89/90, quando o Milan sagrou-se bicampeão.

Com o afunilamento da competição, os favoritos são Barcelona, Manchester United e Internazionale. O título deve ficar entre esses três gigantes do futebol mundial. E, caso a equipe catalã chegue à final no dia 22 de maio, poderá ser campeã no estádio Santiago Bernabéu, casa do maior rival, o Real Madrid. Que coisa!

Veja os gols da partida:

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Florentino Pérez retornou a presidência do Real Madrid em meados de 2009. E o retorno veio cercado de ambição, muita ambição. Ambição de reeditar um time galático, com grandes astros do futebol para ganhar tudo que disputar e, principalmente, não ficar para trás do maior rival, o Barcelona.

Para conseguir os títulos, o presidente merengue não mediu esforços e abriu os cofres. Foram várias contratações, mas em apenas quatro delas (Kaká, Cristiano Ronaldo, Xabi Alonso e Karim Benzema), foram gastos incríveis €228 milhões (aproximadamente R$550 milhões). Um investimento nunca antes visto na história por um time de futebol. Nem para os padrões europeus. Essa foi a aposta de Florentino Pérez, montando um time imbatível, mas somente no papel.

No Campeonato Espanhol 2009/2010, o Real Madrid aparece na liderança com 25 rodadas disputadas. Em segundo está o Barcelona, atual campeão, com o mesmo número de pontos (62), ficando atrás somente por ter uma vitória a menos. Na Liga dos Campeões, o time merengue entrou como forte favorito e chegou às oitavas-de-final. O adversário foi o Lyon, da França, com um elenco infinitamente inferior tática, técnica e financeiramente. No jogo de ida, os franceses ganharam por 1 a 0 em casa e ficaram com a vantagem para o confronto de volta na Espanha. Mas ninguém acreditava que o Real Madrid não conseguiria a classificação em pleno Santiago Bernabéu. E, de fato, não conseguiu.

Saiu na frente com um gol de Cristiano Ronaldo no primeiro tempo e tomou o empate com um gol do bósnio Pjanic no final da partida. O resultado levou o Lyon para as quartas-de-final da Liga dos Campeões e tirou as chances de título do Real Madrid pela sexta vez seguida nessa fase da competição. Nos anos anteriores, o time madridista já havia sido eliminado pela Juventus (04/05), Arsenal (05/06), Bayern Munique (06/07), Roma (07/08), Liverpool (08/09) e agora para o Lyon. O maior vencedor da Liga dos Campeões, com nove títulos, está eliminado novamente.

E a crise galática está instaurada. O técnico Manuel Pellegrini já foi eleito um dos culpados pela derrota e os torcedores querem a sua demissão. Kaká vem sendo duramente criticado pelos torcedores e pela mídia espanhola, que o acusam de não chamar a responsabilidade nos jogos e não ter feito jus ao alto investimento do clube. O presidente Florentino Pérez terá muito trabalho pela frente para contornar essa situação e também para arcar com os milionários salários dos jogadores.

Os galáticos do Real Madrid ainda não saíram do papel. Em campo não se vê nada de mais, nenhum show e muito menos vitórias. É óbvio que o time merengue está forte na briga pelo título espanhol nessa temporada, mas a competição europeia, que era o maior objetivo, já foi para o espaço.

O jornal espanhol ‘El País’ publicou na edição de hoje uma frase que resume bem o que está ocorrendo com o clube mais rico do mundo: “O futebol não tem preço. Os títulos não se compram, são conquistados”.

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