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Posts Tagged ‘1950’

Argentina 0 X 4 Alemanha

O duelo de duas potências do futebol mundial válido pelas quartas de final da Copa do Mundo tinha tudo para ser o grande jogo da competição. De um lado, uma Argentina empolgada e parecendo viver uma lua de mel com seu treinador Diego Maradona. Do outro, uma Alemanha renovada com um futebol rápido e envolvente. Porém, o que se viu no gramado do estádio Green Point, na Cidade do Cabo, foi uma avalanche alemã que atropelou os argentinos sem dó nem piedade e venceu facilmente por 4 a 0.

Antes mesmo do início da partida, Maradona deve ter se preocupado e rezado muito por seus defensores. Os resultados positivos contra seleções medianas até então, escondiam um problema crônico da atual Seleção Argentina: a defesa. O sistema defensivo formado por um goleiro fraco e zagueiros lentos, seria o prato cheio para a habilidade e velocidade dos jovens da Alemanha. E isso se comprovou logo aos dois minutos. Schweinsteiger cobrou falta pela esquerda, a zaga argentina ficou só olhando e Thomas Müller, de cabeça, antecipou o goleiro Sergio Romero para abrir o marcador. O começo fulminante dos europeus assustou os sul-americanos.

Prensados no campo de defesa, os argentinos não conseguiam criar jogadas ofensivas e esbarravam na forte marcação da Alemanha. Acusando o golpe, a Argentina quase levou o segundo gol aos 23 minutos. Müller fez boa jogada pela direita e rolou a bola para Klose, que finalizou para fora e desperdiçou grande oportunidade. Como não poderia deixar de ser, todas as tentativas dos argentinos passavam pelos pés de Messi, que recebia marcação de dois ou três adversários e, assim, não conseguia criar suas tradicionais jogadas.

Aos 33, num dos raros momentos interessantes, Higuaín recebeu a bola dentro da área, girou e bateu no canto, mas Neuer defendeu. No minuto seguinte, Messi cobrou falta e a bola bateu na barreira. No rebote, Heinze dominou e lançou para Tevez, que passou para Higuaín marcar o gol. Porém, o árbitro Ravshan Irmatov, do Uzbequistão, invalidou o tento acertadamente, já que Tevez e Higuaín estavam impedidos no lance.

O primeiro tempo terminou com a vantagem alemã. Assim, restavam 45 minutos para a Argentina melhorar seu futebol e tentar a virada. Entretanto, os planos dos sul-americanos foram ruíndo pouco a pouco. Com a postura diferente, os argentinos tiveram ao menos cinco chances de empatar o jogo até os 20 minutos, mas a falta de pontaria não assustou o goleiro alemão. Se aproveitando dos erros do rival, a Alemanha tratou de resolver o jogo. E o segundo gol saiu com imensa facilidade. Aos 22, Müller conseguiu tocar a bola mesmo caído para Podolski, que avançou sem marcação, esperou Klose se posicionar e só rolou para o artilheiro fazer o segundo dos germânicos.

Percebendo a fragilidade do adversário, os alemães sentiram que poderiam fazer mais gols. E fizeram mesmo. Aos 28 minutos, Schweinsteiger fez uma brilhante jogada pela esquerda, driblou três argentinos e, na saída do goleiro, só rolou para Friedrich mandar para o fundo do gol. O placar apontava 3 a 0 e cabia mais. Atônita, a Argentina sentiu o baque e passou a assistir o show da equipe de Joachim Löw. Aos 35, Podolski quase marcou o seu, em chute forte de fora da área bem defendido por Romero.

Mas aos 43 minutos, os argentinos não conseguiram escapar do quarto gol alemão. Em rápido contra-ataque, Podolski avançou com a bola, passou para Özil cruzar e encontrar Klose sozinho na área. O jogador, com a calma peculiar de um matador, tocou de primeira e fez o quarto. O gol fechou o caixão argentino neste Mundial, colocou o alemão na vice-artilharia do torneio, com quatro gols e, de quebra, atingiu à marca de 14 tentos na história das Copas do Mundo, se igualou ao seu compatriota Gerd Müller e ficou a apenas um gol de Ronaldo, o maior artilheiro de todas as competições.

A contundente vitória alemã provou que a renovação feita por Joachim Löw, de fato, foi positiva. Depois de um início avassalador na estreia da Copa, a Alemanha teve sua qualidade colocada à prova após perder para a Sérvia. Mas, de lá para cá, o que se viu foram grandes atuações dos germânicos. Thomas Müller e Özil são as grandes revelações do torneio, enquanto Podolski e Schweinsteiger são os maestros do time, além do já conhecido faro de gol do artilheiro Miroslav Klose. Assim, a equipe europeia aparece como a grande favorita para levar a taça neste ano e conquistar seu tetracampeonato.

Aos argentinos, só restam as lágrimas. O semblante de Maradona ao término da partida evidenciava o estrago que os alemães fizeram. O ex-jogador confiava demais na conquista de uma Copa do Mundo como treinador. Apostava em sua principal estrela, Lionel Messi, que nada fez no Mundial. A Argentina segue em sua sina de não conseguir um bom resultado sequer há 20 anos, desde a Copa da Itália, em 1990, quando foram derrotados pelos mesmos adversários de hoje na decisão.

Paraguai 0 X 1 Espanha

O jogo decisivo entre paraguaios e espanhóis no Ellis Park, em Joanesburgo, tinha um roteiro anunciado antecipadamente. Se tudo corresse dentro dos conformes, a Espanha venceria facilmente o Paraguai, que teve seu méritos ao chegar até as quartas de final, mas que, ao mesmo tempo, atingiu esta fase como a pior equipe entre as finalistas. Como o futebol é um esporte totalmente imprevísivel, os europeus estiveram perto de perder a vaga na semifinais e, depois de uma reviravolta, conseguiram vencer com muito suor o adversário por 1 a 0 e obtiveram a classificação.

O primeiro tempo da partida foi amarrado demais. Os paraguaios apresentaram novamente seu conhecido ferrolho e impuseram muitas dificuldades aos espanhóis. Dessa forma, nenhuma chance real de gol foi criada e os goleiros foram meros espectadores do jogo. Parecia que toda a emoção estava reservada para a segunda etapa.

Aos 11 minutos, Edgar Barreto cobrou escanteio da esquerda e, enquanto a bola viajava pela área, o zagueiro Piqué agarrou Cardozo. O árbitro não hesitou ao marcar o pênalti e o próprio Cardozo bateu e viu Iker Casillas defender. O atacante desperdiçou uma chance e tanto de ver sua equipe continuar fazendo história nos gramados da África do Sul.

Após a defesa da penalidade, Casillas lançou a bola para o campo de ataque e, de forma incrível, David Villa avançou e foi derrubado por Alcaraz dentro da área. O árbitro guatemalteco Carlos Batres exagerou e marcou outro pênalti. Xabi Alonso cobrou e fez o gol, mas o juiz mandou voltar por ter visto uma invasão na área. Assim, o espanhol cobrou de novo e Justo Villar defendeu. Em um minuto, o jogo chato se transformou e ganhou emoção para todos os gostos. Com os erros de Cardozo e Xabi Alonso, o placar persistiu e quem se saiu bem foram os goleiros.

Com tantas emoções, o jogo melhorou consideravelmente. O Paraguai resolveu sair de trás e a partida ficou aberta. Com a habitual troca de passes, os espanhóis foram com tudo em busca do gol. Aos 17, depois de rápido contra-ataque, Iniesta chutou colocado e Villar fez boa defesa. O gol saiu, enfim, somente aos 37 minutos. Depois de boa triangulação no meio campo, Fábregas tocou para Xavi, que passou para Iniesta. O jogador do Barcelona avançou, driblou dois paraguaios e rolou para Pedro chutar a bola na trave. No rebote, David Villa bateu de primeira e, caprichosamente, a bola tocou nas duas traves antes de entrar. Foi o quinto tento anotado por Villa na Copa do Mundo em cinco partidas disputadas. Assim, o atacante espanhol é o artilheiro isolado do torneio.

Depois de sofrer o gol, o time sul-americano não teve forças para reagir e, dessa forma, se despediu da Copa do Mundo de forma honrosa. Além de ter chegado às quartas de final pela primeira vez na história, os paraguaios venderam caro a derrota para a favorita Espanha, que segue firme no Mundial em busca do inédito feito. Com a vitória, a ‘Fúria‘ quebrou uma marca que já durava 60 anos. A primeira e única vez que os espanhóis chegaram a uma semifinal de Copa do Mundo, aconteceu no longínquo ano de 1950, quando a competição foi disputada no Brasil.

Assim, o que tinha tudo para ser uma Copa América com grife, cada vez mais se transforma numa Eurocopa. O clássico europeu entre Alemanha e Espanha vale uma vaga na decisão do Mundial e acontecerá na próxima quarta-feira (7/7), no estádio Moses Mabhida, em Durban, às 15h30. Os alemães tentam chegar à oitava final de Copa do Mundo, enquanto os espanhóis buscam a primeira.

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Honduras 0 X 1 Chile

O confronto latino-americano da Copa do Mundo foi bastante movimentado. O Chile venceu Honduras por 1 a 0 e ainda teve muitas chances de fazer mais gols, mostrando um futebol convincente e que fez história. A equipe dirigida por Marcelo ‘El Loco’ Bielsa quebrou um jejum que já durava 48 anos. A última vitória chilena em um Mundial aconteceu no longínquo ano de 1962, quando o país sediou o torneio e venceu a extinta Iugoslávia por 1 a 0 na disputa pelo terceiro lugar.

A Seleção Chilena mostrou potencial desde o começo do jogo, com bastante ousadia e rapidez de seus jogadores. O domínio dos sul-americanos era total, mas o erro crucial era o último passe. Mesmo sem levar perigo eminente ao goleiro Noel Valladares, o trio ofensivo do Chile (Valdivia, Beausejour e Alexis Sánchez) trocava bons passes pelos dois lados do campo e demonstravam bastante desenvoltura. Essa foi a tônica dos primeiros 30 minutos. O Chile atacava e os hondurenhos se defendiam. Até que, aos 34 minutos, os chilenos foram premiados pela insistência. Isla recebeu a bola na direita e cruzou rasteiro para Beausejour desviar para o gol e abrir o placar. Os comandados de ‘El Loco’ Bielsa continuaram dominando a partida, mas não conseguiram aumentar o resultado. A Seleção Hondurenha só levou perigo no último minuto do primeiro tempo. Em cobrança de falta, Nuñez chutou no meio do gol e obrigou o goleiro Claudio Bravo a mandar a bola para escanteio.

Diferente de tudo que havia acontecido na Copa do Mundo até aqui, o jogo era bom e com jogadas interessantes. O Chile queria mais e quase ampliou aos 16 minutos, quando Alexis Sánchez recebeu bom passe de Valdivia, avançou sozinho e chutou para fora, perdendo uma boa chance. Três minutos mais tarde outra investida perigosa. Em bola alçada na área, o defensor Vidal escorou de cabeça para o meio e Ponce, sozinho, cabeceou obrigado o arqueiro Valladares a fazer uma grande defesa.

O jogo terminou 1 a 0, mas o amplo domínio do Chile só não rendeu mais gols por dois motivos: a falta de pontaria dos chilenos e a ótima atuação do goleiro Valladares, de Honduras. A superioridade técnica de ‘La Roja’ foi explicada nos números do jogo: 56% de posse de bola e 20 finalizações ao gol. O time da América Central não deve passar da primeira fase, enquanto a equipe de ‘El Loco’ Bielsa tem grandes possibilidades de fazer uma boa campanha no Mundial.

Espanha 0 X 1 Suíça

Estava tudo pronto para o show da Espanha no Mundial. Título da Eurocopa em 2008 e campanha irrepreensível nas eliminatórias europeias, com dez vitórias em dez jogos disputados. Tudo credenciava a ‘Fúria’ como grande candidata ao título em 2010. Depois de inúmeros fracassos na história das Copas do Mundo, especialistas alertavam que a hora da Espanha era essa. Mas no continente africano, zebras são animas comuns e que estão por todos os lados. E a tal da zebra veio pintada de vermelho e branco, nas cores da Suíça, que montou um ferrolho, conseguiu conter o ímpeto da equipe de Vicente Del Bosque e ainda conseguiu marcar o gol que deu a vitória e recolocou todo o fantasma dos vexames em cima dos espanhóis.

Estranhamente, o treinador espanhol decidiu poupar duas de suas estrelas da companhia: Fernando Torres e Césc Fabregas. Ambos começaram a partida no banco de reservas e fizeram a equipe europeia perder muito na qualidade ofensiva. Mesmo assim, o domínio do jogo foi todo da Espanha. A primeira chance real aconteceu aos 23 minutos, quando Iniesta tocou a bola para Piqué, que cortou o zagueiro e chutou em cima do goleiro suíço. A Suíça, por sua vez, deu seu primeiro chute ao gol somente aos 25 minutos, mas não levou perigo ao goleiro Iker Casillas. A ‘Fúria’ parecia querer jogar bonito, caprichar muitos nos lances, algo que tornava as jogadas pouco objetivas. Aos 43, outra chance foi desperdiçada. Iniesta, que fez uma boa partida, tocou na esquerda para David Villa, que limpou o zagueiro e tocou por cobertura, mas a bola nem chegou a sair pela linha de fundo.

Sem conseguir o gol, os jogadores espanhóis pareciam nervosos. Tentavam, tentavam e quando não esbarravam nos próprios erros, eram parados pela alta zaga da Suíça, que inclusive, foi eliminada do Mundial em 2006 sem tomar um gol sequer e, como passou ilesa no jogo de hoje, já está a mais de sete horas e meia sem ser vazada em jogos de Copa do Mundo.

Jogando com todo mundo atrás, a Suíça conseguiu a proeza e abriu o placar aos seis minutos. Num rápido contra-ataque, Derdyiok dividiu a bola com o goleiro Casillas e a bola sobrou para Gelson Fernandes fazer o gol. Um duro golpe nos comandados de Vicente Del Bosque, que a partir daí, intensificaram a pressão.

David Villa arriscou aos 12 e aos 15 e errou nas duas oportunidades. O próprio atacante fez outra jogada aos 17 e tocou de lado, Iniesta bateu de primeira sem levar perigo. Com a Suíça toda retrancada, o treinador espanhol resolveu colocar Fernando ‘El Niño’ Torres em campo. No primeiro lance do atacante do Liverpool, ele recebeu a bola na entrada da área, girou e chutou para fora. Aos 24, Torres levou perigo novamente, mas o goleiro Benaglio mandou a bola para escanteio. Na cobrança, Xavi tocou rasteira e Xabi Alonso mandou um foguete que explodiu na trave, criando a melhor chance da Espanha no jogo.  Ficou nítida a melhora da equipe com a entrada de Fernando Torres. Com ele em campo, as chances aumentaram nos minutos seguintes. Aos 26, Jesús Navas fez boa jogada pela direita, driblou o zagueiro e chutou para o gol, obrigando Benaglio a fazer outra defesa.

O jogo era disputado somente no campo de defesa dos suíços e a Espanha apertava. Na única vez que a Suíça saiu de trás, levou perigo outra vez. Aos 29, Derdyiok puxou o contra-ataque, driblou dois marcadores e chutou na trave. Com tanta pressão ofensiva, os espanhóis se descuidavam na zaga. Mas nem a ampla posse de bola da Espanha (63%) e as 24 conclusões a gol (a Suíça teve apenas oito), fizeram valer o favoritismo da ‘Fúria’. A Suíça se preocupou apenas em defender – e bem, diga-se de passagem – e nas únicas vezes que foi a frente acabou com o jogo.

Com isso, chilenos e suíços lideram o grupo H com três pontos cada. Espanha e Honduras estão na lanterna sem nenhum ponto. Os líderes se enfrentam no próximo dia 21/06 (segunda-feira), em Porto Elizabeth, às 11h. No mesmo dia, espanhóis e hondurenhos buscarão os primeiros pontos no Mundial, em jogo disputado em Joanesburgo, às 15h30.

África do Sul 0 X 3 Uruguai

No futebol, muito se diz que a camisa de determinado clube ou seleção pesa. E isso pode ser enquadrado ao Uruguai. A camisa celeste parece pesar uma tonelada e, mesmo adormecida por tanto tempo, provou hoje que tradição é algo que deve ser relevado no esporte. Mesmo enfrentando os empolgados donos da casa e as milhares de vuvuzelas, o Uruguai se impôs, mudou sua formação tática e com um bom futebol, venceu os Bafana Bafana por 3 a 0. As barulhentas cornetas silenciaram-se, assim como acontecera em 1950, quando os uruguaios calaram mais de 200 mil torcedores no Maracanã, episódio conhecido como ‘Maracanazzo’. Parece que eles são especialistas em jogar água no chope do anfitrião, e devem ser mesmo, afinal, hoje causaram o ‘Vuvuzelazzo’.

No primeiro jogo do Uruguai, o MFC alertou que um talento como Diego Forlán não poderia jogar sozinho no ataque, tentando decidir tudo sozinho. O técnico Oscár Tabarez parece ter lido o blog e, para a partida de hoje, mudou radicalmente a estratégia de jogo. Colocou Forlán mais recuado, como um falso terceiro homem de ataque e, lá na frente, escalou a dupla Luís Suarez e Edison Cavani. O Uruguai venceu o jogo pela escalação. Um time com bons talentos não pode jogar tão recuado e defensivo. A mudança surtiu efeito logo nos primeiros minutos do confronto.

Aos 24 minutos, Forlán recebeu a bola no meio, girou e, de longe, chutou forte. A bola desviou no capitão Mokoena e enganou o goleiro Khune, que nada pode fazer a não ser olhar o primeiro gol uruguaio. As chances perigosas eram todas criadas pela ‘Celeste’. O time sul-africano parecia nervoso e tentava usar a velocidade para conseguir o empate, mas a bem postada zaga do Uruguai impedia todas as vezes.

O meio de campo era amplamente dominado pelos uruguaios. Forlán e seus companheiros trocavam passes e chegavam facilmente à área adversária. E dessa forma o primeiro tempo terminou. A equipe de Carlos Alberto Parreira precisava melhorar muito para a segunda etapa.

O segundo tempo começou da mesma forma e ficou assim até aos 34 minutos, quando Forlán enfiou a bola para Luís Suarez – em posição duvidosa – que, tentou driblar o goleiro e foi derrubado. O juiz marcou o pênalti e expulsou Khune, gerando aflição no estádio. Forlán bateu e converteu a penalidade, ampliando a vantagem e se isolando na artilharia do Mundial, com dois gols. Nos minutos finais, ainda deu tempo do atacante dar mais um precioso passe para Suarez, que cruzou para o meio da área e deixou Álvaro Pereira livre para marcar o terceiro tento.

O Uruguai fez uma bela apresentação. Sem sustos, dominou todo o jogo e ganhou de forma incontestável. A vitória deixou a ‘Celeste’ em boa situação no grupo A com quatro pontos, precisando apenas empatar o último confronto para obter uma vaga nas oitavas de final. A África do Sul, por sua vez, está com a vida bem complicada na chave. Com apenas um ponto em dois jogos, os Bafana Bafana torcerão para que o confronto entre França e México termine empatado amanhã, pois assim as chances de avançar não serão tão remotas. As duas equipes voltam a campo na próxima terça-feira (22/06). O Uruguai encara o México em Rustemburgo, às 11h, enquanto a África do Sul pega a França em Bloemfontein, no mesmo horário.

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Seleção Espanhol "Fúria"

A primeira Copa do Mundo aconteceu em 1930, no Uruguai. De lá para cá aconteceram 18 edições do maior torneio esportivo do planeta. São muitas histórias, acontecimentos inesquecíveis, vitórias heróicas e derrotas trágicas que estão marcadas na alma do futebol. De todas essas edições, a seleção espanhola participou 12 vezes e a melhor colocação foi um modesto 4° lugar, em 1950, no Brasil. Na Eurocopa, em 13 edições desde 1960, a Espanha conquistou o título europeu em duas oportunidades (1964 e 2008).

É estranho pensar que a Fúria jamais brilhou em Copas do Mundo e também não é o bicho-papão dentro do continente europeu. Mesmo com uma história sem tradição em campeonatos de seleções, a Espanha é sempre apontada como favorita aos títulos que disputa. E a história explica isso. Além de ter um dos principais campeonatos nacionais do mundo, jogadores como Ricardo Zamora, Luis Aragonés, Luis Suárez, Francisco Gento, Butragueño, Zubizarreta, Guardiola, Luis Enrique e Raúl marcaram época com a camisa da Fúria e até hoje são ídolos no país que nunca venceu a Copa do Mundo.

No momento a Espanha é, sem dúvidas, a melhor seleção do mundo. Isso é fato e deve-se principalmente ao conjunto e por destaques individuais que ditam o ritmo no selecionado do técnico Vicente Del Bosque. As vitórias obtidas na conquista da Eurocopa no ano passado contra tradicionais seleções como Itália e Alemanha, aliada a boa campanha nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010 com seis vitórias em seis jogos e a goleada aplicada sobre a Nova Zelândia na estreia da Copa das Confederações, fazem a imprensa do mundo inteiro novamente apontar a Fúria como principal candidata ao título da Copa das Confederações e, principalmente, da Copa do Mundo de 2010. Vale lembrar que atualmente a seleção espanhola é a 1ª colocada no Ranking Mundial da FIFA, com 1761 pontos, superando os tradicionais alemães, italianos, brasileiros, ingleses, argentinos e franceses.

O grande fator negativo que pesa contra a seleção espanhola é a falta de tradição, aspecto muito importante na história das Copas do Mundo. Alguns criticam e acham cedo para se empolgar com a equipe, outros crêem que o vistoso futebol apresentado nos últimos anos dá o direito ao favoritismo antecipado. O grupo de jogadores mescla experiência com juventude. Com média de idade de 24,3 anos, a Fúria tem sua base formada pelos experientes Casillas, Puyol, Capdevilla e Xavi e pelos mais jovens Sergio Ramos, Albiol, Fabregas e Fernando Torres. Esses e os outros bons jogadores espanhóis sonham com a oportunidade de entrarem para a história do país.

Se o grupo atual da Espanha for mantido e os jogadores continuarem atuando no mesmo nível até o mundial na África do Sul, é óbvio que a Fúria estará pelo menos entre os cinco principais candidatos ao título. Na Copa das Confederações também é favorita ao lado de Brasil e Itália. Não vejo mal nenhum em classificar os espanhóis como forte candidato, afinal, eles estão mostrando dentro de campo que têm totais condições de ir longe e, não só podem como devem, sonharem com a conquista do principal título do futebol mundial.

E você torcedor, o que acha? A Espanha é forte candidata ao título da Copa do Mundo de 2010? Quais são as principais qualidades dessa versão da Fúria? A seleção espanhola deve ser considerada uma potência no futebol? Expresse sua opinião!

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