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Archive for março \15\UTC 2010

O clássico disputado ontem na Vila Belmiro tinha ingredientes de sobra para elevar ainda mais a moral dos ‘Meninos da Vila’. No meio de semana, a equipe comandada pelo técnico Dorival Junior não tomou conhecimento do fraco Naviraiense e ganhou por incríveis 10 a 0, em jogo válido pela primeira fase da Copa do Brasil. Foi um show dos garotos, com jogadas de efeito, gols bonitos e, como um rolo compressor, o Santos triturou mais um adversário na temporada. Enquanto isso, o Palmeiras vivia uma crise em 2010. Jogos ruins, troca de treinadores, dirigentes sem saber o que fazer e torcedores completamente indignados com as apáticas atuações do time.

Cenário ideal para o alvinegro praiano golear mais uma vez e deixar o rival em situação ainda pior. Certo? Não, errado. Completamente errado. Como diria o filósofo Jardel, ex-atacante do Grêmio: “Clássico é clássico e vice-versa”. Por mais que todos saibam disso, a superioridade do Santos o transformou em um completo favorito para o jogo. Mas quando o juiz apita e a bola rola, tudo muda. E ontem vimos isso mais uma vez.

Como esperado, o Santos começou melhor e abriu dois gols de vantagem (Pará e Neymar). Teve chances de fazer mais e comprovar o favoritismo. Podia ter goleado o adversário. Errou alguns lances e o Palmeiras, valente como nunca visto nesse ano, conseguiu empatar ainda no primeiro tempo, com dois gols do criticado atacante Robert. O jogo foi para o intervalo com sentimentos distintos entre as equipes. O Palmeiras renasceu no jogo e percebeu que uma vitória em plena Vila Belmiro era completamente possível. O Santos se abalou com o empate, tomou uma ducha de água fria e sabia que precisaria voltar para o segundo tempo jogando melhor.

A segunda etapa continuou muito movimentada e o jogo estava aberto. Diego Souza, que voltava de suspensão, virou o jogo para o alviverde. Mais tarde, Madson recebeu um lindo passe de Paulo Henrique Ganso e empatou o jogo novamente. Que jogão! Era lá e cá. Pressão para os dois lados, nervos a flor da pele. Mas ainda viria mais emoção. Arouca perdeu a bola no meio campo e Robert mandou uma bomba, que encobriu o goleiro Felipe e morreu dentro da rede. Foi o golpe de misericórdia. O gol que acabou com o jogo e redobrou a esperança do técnico Antônio Carlos em reerguer a equipe.

Que foi um maravilhoso jogo, todos sabem. Mas há outros fatores que devem ser citados. Essa vitória histórica, obtida na raça e na vontade dos antes cabisbaixos jogadores palmeirenses, pode ser a animação que estava faltando para as coisas voltarem ao normal. Além disso, o Palmeiras continua sonhando em terminar o Campeonato Paulista entre os quatro primeiro para buscar o título. Uma vitória que dá moral para a equipe e calma para a torcida.

Pelo lado do Santos, creio que o resultado negativo em casa também possa ser visto com bons olhos. Como venho dizendo aqui no MFC durante as últimas semanas, o futebol santista é envolvente e bonito de se assistir. Isso não mudou pela derrota de ontem. Mas como o Peixe vinha ganhando seus jogos com certa facilidade, os garotos se deslumbraram e começaram a acreditar que em toda partida conseguiriam vencer e encantar. Não é assim. O futebol não permite essas coisas. A derrota vem em boa hora. É um momento de reflexão para os ‘Meninos da Vila’, é a hora de saber que nem sempre ganharão e que não são imbatíveis. Até mesmo numa derrota, é possível absorver coisas positivas. E creio que o Dorival Junior saberá conversar com seus atletas e pedir mais tranquilidade e um pouco menos de euforia. Muitos ali serão craques num futuro próximo, mas não podem queimar etapas.

Ainda vejo o Santos como favorito para conquistar o Paulistão e acho que o Verdão poderá obter a redenção com sua classificação. Basta que entrem ligados e com a mesma vontade que apresentaram ontem nos próximos jogos. Ainda é difícil a classificação. Mas como eles mesmo provaram ontem, no futebol nada é impossível.

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O atacante é o homem mais decisivo no futebol. Ele tem o poder de decidir uma partida. A favor, se marcar os gols. Ou contra, se perdê-los. Convive com a pressão da torcida, do técnico, dos próprios companheiros de time e da imprensa. Encara fortes retrancas, zagueiros botinudos e bons goleiros. Não fosse tudo isso, ainda tem de encarar o árbitro, que muitas vezes não marca as faltas e os pênaltis que sofre. Tem atacante de todos os tipos, desde os artilheiros, passando pelos eficientes, pelos importantes taticamente, os cai-cais, os ruins e também os grossos.

Escrevo esse texto essa semana, pois um fato tem chamado a atenção. Ronaldo, atacante do Corinthians, é idolatrado por onde passa. Recebe honrarias e é paparicado por todos. É óbvio que fez por merecer tudo isso. Construiu uma carreira brilhante, jogou em clubes grandes e se tornou um ídolo mundial. Até embaixador da ONU o fenômeno é. Mas com o tempo, as lesões e sua vida social se tornaram seus grandes adversários. Ninguém apostava nenhuma ficha no atacante. Até o dia em que ele desembarcou no Corinthians disposto a mudar e voltar a ser o grande atacante que sempre foi. E conseguiu. Como não podia deixar de ser, novamente de forma brilhante.

Com a camisa alvinegra, Ronaldo fez gols, deus assistências e brilhou em 2009. Comandou o Corinthians na conquista do Campeonato Paulista de forma invicta e também no título da Copa do Brasil. Logo, aqueles que eram fãs do Fenômeno por suas atuações com a camisa brasileira, o colocaram num patamar de ídolo da nação corintiana também. Um ano perfeito e as expectativas para 2010 não podiam ser melhores.

Enquanto isso, o São Paulo contratava o atacante Washington. Velho conhecido, experiente e fazedor de gols por onde passou. Artilheiro na Ponte Preta, no Atlético-PR, no exterior e no Fluminense. Era a hora de provar o seu valor num grande clube paulista. O São Paulo foi eliminado no Paulistão e na Libertadores e, Washington, que veio para ser ídolo, se tornou vilão. Continuou fazendo seus gols e perdendo outros tantos. A torcida começou a pegar no seu pé e até para o banco de reservas ele foi. O São Paulo também não conseguiu vencer o Campeonato Brasileiro e por pouco Washington não foi negociado. Renovou seu contrato para 2010 e também suas esperanças.

O tão falado ano de 2010 começou e as coisas se inverteram. Ronaldo ainda não conseguiu entrar em forma e aparentemente está pior fisicamente do que no ano passado. Talvez não mais gordo, mas com certeza, mais lento. Ainda não brilhou e já começaram as críticas e até os pedidos para que ele vá curtir uma temporada ao lado de Mano Menezes no banco. Já Washington, começou o ano como terminou, errando muitos gols, mas também sendo mais decisivo do que antes. Até o momento, o atacante são paulino disputou 12 jogos e fez nove gols. Uma boa marca. Poderia ser melhor? É claro que sim, mas aos poucos a torcida do São Paulo, que certas vezes se irrita com o caneludo Washington, também comemora os gols importantes do ‘Coração Valente’ em tantas oportunidade.

Realmente a vida dos atacantes não é fácil. O que hoje está perfeito, amanhã pode se tornar uma tormenta. Em nenhum momento comparo a qualidade técnica de Ronaldo com Washington. Não seria tão louco para isso. Mas o engraçado é que enquanto um é decisivo hoje e outro estagnou, amanhã o quadro pode se inverter novamente. E o ciclo continuará. A perseguição ao camisa 9 é intensa e eterna. Mas quando a fase é boa, se transforma no jogador mais importante da equipe.

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Todos os cinco times brasileiros que disputam a Copa Libertadores neste ano entraram em campo nessa semana e jogaram suas partidas fora de casa. Porém, o saldo foi positivo, já que Flamengo e São Paulo conseguiram vencer e Corinthians, Cruzeiro e Internacional empataram seus jogos.

Começando por quarta-feira, o Flamengo foi até a capital da Venezuela enfrentar o time da casa, o Caracas. O jogo foi difícil como o esperado, mas a equipe dirigida por Andrade conseguiu se sair bem e venceu por 3X1, com destaque para o artilheiro Vágner Love, que marcou dois gols, o último, inclusive, com direito a drible no goleiro. A vitória foi bastante comemorada pelos rubro-negros, pois além de terem vencido com um jogador a menos – Toró foi expulso -, se consolidaram na liderança do grupo 8 com duas vitórias em duas partidas disputadas. O Universidad do Chile, que está em 2° lugar com quatro pontos, é o próximo adversário do Mengão na próxima semana.

O Corinthians foi até Bogotá, na Colômbia, jogar contra o Independiente de Medellín, em busca da segunda vitória na Libertadores. Começou bem o jogo, mas foi pouco incisivo e não conseguiu abrir o placar. O time colombiano, por sua vez, pecou demais nas finalizações e perdeu duas oportunidades claras na primeira etapa. No segundo tempo, o Independiente marcou com Valoyes e continuou desperdiçando boas chances. Mas nove minutos depois, Dentinho, que havia saído do banco de reservas, fez uma bonita jogada pelo lado esquerdo do ataque e mandou uma bomba no ângulo do goleiro Bobadilla. O empate teve gosto de vitória pelas circunstâncias do jogo e também por deixar o Timão na primeira colocação do grupo 1, com quatro pontos ganhos. O próximo desafio do alvinegro é na próxima semana, no Paraguai, contra o Cerro Porteño, lanterna do grupo.

Na quinta-feira, outros três brasileiros entraram em campo. Primeiro foi a vez do São Paulo, que vinha de derrota para o Once Caldas e precisava muito de um resultado positivo contra o fraco Nacional paraguaio. Com o estádio Defensores Del Chaco completamente vazio, o Tricolor não teve pressão da torcida, mas quase conseguiu complicar um jogo simples. Começou bem no primeiro tempo e perdeu ao menos três oportunidades de abrir o placar. Com um futebol displicente e disperso, o São Paulo chamou o adversário para cima e quase levou o gol. No segundo tempo, Ricardo Gomes colocou Cléber Santana em campo e a equipe melhorou um pouco, tanto que numa jogada de Dagoberto, Washington ficou livre dentro da área, driblou o goleiro e abriu o placar. No final da partida, Fernandinho, que acabara de entrar, avançou pela esquerda e tocou a bola para o atacante são paulino fazer seu segundo gol no jogo e dar números finais a partida. O São Paulo somou seu sexto ponto na competição e está no 2° lugar do grupo 2, um ponto atrás do líder Once Caldas.

Depois foi a vez do Cruzeiro tentar a sorte em Caracas contra o Deportivo Itália. O jogo começou bastante movimentado e os equatorianos abriram o placar com gol de Blanco, pressionando ainda mais os comandados de Adílson Batista. Mas, o atacante Kleber conseguiu fazer dois gols e virou o jogo para o time mineiro. A Raposa teve outras chances de garantir a vitória, mas pecou na finalização e acabou punida com o gol de empate de McIntosh. No final da partida, Kleber perdeu a cabeça novamente e foi expulso de campo, complicando ainda mais as coisas. O Cruzeiro tem quatro pontos e é o segundo colocado do grupo 7. Porém, o líder Vélez Sarsfield, além de ter dois pontos a mais que a equipe brasileira, ainda tem um jogo a menos. Caso o time argentino vença o próximo confronto contra o Colo Colo, abrirá cinco pontos de vantagem e deixará a situação do Cruzeiro bem delicada.

Por último, o Internacional foi até Quito, no Equador, enfrentar o Deportivo Quito e a altitude de 2.850 metros. Jogando no contra-ataque, a equipe dirigida por Jorge Fossati até ia bem e criava chances, mas o setor defensivo pecou bastante e complicou as coisas. O time equatoriano começou a gostar do jogo e depois de o goleiro colorado ‘Pato’ Abbondanzieri espalmar uma bola, Minda pegou o rebote e fez o gol. O Colorado acordou e empatou cinco minutos depois com gol de Giuliano. Daí para frente, a única coisa que chamou a atenção foi um lance em que o árbitro José Buitrago marcou pênalti para o Deportivo Quito numa dividida entre um jogador equatoriano e o goleiro do Internacional, onde claramente foi falta no arqueiro e não o inverso. Porém, o juiz conversou com o auxiliar e voltou atrás, se esquivando de cometer um erro bizarro. O Internacional chegou aos quatro pontos no grupo 5 e terminou a rodada na 2ª posição, atrás do Cerro, do Uruguai, que é o líder com seis pontos. Na próxima semana os dois se enfrentarão no Uruguai.

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Florentino Pérez retornou a presidência do Real Madrid em meados de 2009. E o retorno veio cercado de ambição, muita ambição. Ambição de reeditar um time galático, com grandes astros do futebol para ganhar tudo que disputar e, principalmente, não ficar para trás do maior rival, o Barcelona.

Para conseguir os títulos, o presidente merengue não mediu esforços e abriu os cofres. Foram várias contratações, mas em apenas quatro delas (Kaká, Cristiano Ronaldo, Xabi Alonso e Karim Benzema), foram gastos incríveis €228 milhões (aproximadamente R$550 milhões). Um investimento nunca antes visto na história por um time de futebol. Nem para os padrões europeus. Essa foi a aposta de Florentino Pérez, montando um time imbatível, mas somente no papel.

No Campeonato Espanhol 2009/2010, o Real Madrid aparece na liderança com 25 rodadas disputadas. Em segundo está o Barcelona, atual campeão, com o mesmo número de pontos (62), ficando atrás somente por ter uma vitória a menos. Na Liga dos Campeões, o time merengue entrou como forte favorito e chegou às oitavas-de-final. O adversário foi o Lyon, da França, com um elenco infinitamente inferior tática, técnica e financeiramente. No jogo de ida, os franceses ganharam por 1 a 0 em casa e ficaram com a vantagem para o confronto de volta na Espanha. Mas ninguém acreditava que o Real Madrid não conseguiria a classificação em pleno Santiago Bernabéu. E, de fato, não conseguiu.

Saiu na frente com um gol de Cristiano Ronaldo no primeiro tempo e tomou o empate com um gol do bósnio Pjanic no final da partida. O resultado levou o Lyon para as quartas-de-final da Liga dos Campeões e tirou as chances de título do Real Madrid pela sexta vez seguida nessa fase da competição. Nos anos anteriores, o time madridista já havia sido eliminado pela Juventus (04/05), Arsenal (05/06), Bayern Munique (06/07), Roma (07/08), Liverpool (08/09) e agora para o Lyon. O maior vencedor da Liga dos Campeões, com nove títulos, está eliminado novamente.

E a crise galática está instaurada. O técnico Manuel Pellegrini já foi eleito um dos culpados pela derrota e os torcedores querem a sua demissão. Kaká vem sendo duramente criticado pelos torcedores e pela mídia espanhola, que o acusam de não chamar a responsabilidade nos jogos e não ter feito jus ao alto investimento do clube. O presidente Florentino Pérez terá muito trabalho pela frente para contornar essa situação e também para arcar com os milionários salários dos jogadores.

Os galáticos do Real Madrid ainda não saíram do papel. Em campo não se vê nada de mais, nenhum show e muito menos vitórias. É óbvio que o time merengue está forte na briga pelo título espanhol nessa temporada, mas a competição europeia, que era o maior objetivo, já foi para o espaço.

O jornal espanhol ‘El País’ publicou na edição de hoje uma frase que resume bem o que está ocorrendo com o clube mais rico do mundo: “O futebol não tem preço. Os títulos não se compram, são conquistados”.

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Guarani Futebol Clube.

Fundado no longínquo ano de 1911, mais precisamente no dia 2 de abril. Lá se vão quase 100 anos de vida do tradicional clube campineiro. Porém, a situação não é da melhores. O Guarani está falido, endividado e sem perspectivas de melhora.

O Bugre já foi um clube grande, vitorioso e respeitado pelos adversários. Em sua história, o estádio Brinco de Ouro da Princesa já presenciou grandes jogadores brilhando com a camisa bugrina, como por exemplo: Careca, Djalminha, Neto, Edílson, Evair, João Paulo, Jorge Mendonça, Luizão, Mauro Silva, Ricardo Rocha, Waldir Peres, Zetti, Zenon, entre tantos outros.

Nos anos 70 e 80 o clube viveu seu maior auge. Venceu o Campeonato Brasileiro de 1978 contra o Palmeiras, conseguiu um quarto lugar na Copa Libertadores da América de 1979, além de ter sido vice-campeão brasileiro em 1986 e 1987. No dérbi campineiro contra seu maior rival, a Ponte Preta, é o maior vencedor da história com 63 vitórias ante 58 da Macaca.

O único campeão nacional do interior também já foi conhecido pelo forte trabalho nas categorias de base, revelando para o futebol nomes como: Neto, Mauro Silva, Luizão, Júlio César, Careca, Evair, João Paulo, Amaral e Amoroso.

Porém, através de má gestões, o Bugre foi afundando e hoje tem uma dívida estimada em aproximadamente R$90 milhões. Além disso, o tradicional estádio bugrino está penhorado, podendo ser demolido a qualquer hora e enterrar quase 100 anos de história.

Toda essa desordem administrativa rendeu resultados negativos e muitas vezes pífios dentro de campo. De 2001 para cá, o Bugre coleciona rebaixamentos no Campeonato Brasileiro e até no Paulistão. Porém, no ano passado, em meio a tantas coisas erradas, o Guarani conseguiu se reerguer e terminou a série B do Brasileirão na segunda colocação, conquistando a vaga na elite do futebol nacional em 2010.

Mas o curioso é que o Guarani jogará a primeira divisão nacional contra os maiores clubes do Brasil, e, no momento, disputa a série A2 do Campeonato Paulista, com times de pouca expressão e que não chegam nem perto da tradição bugrina no futebol. Porém, como desgraça pouca é bobagem, o Guarani vem fazendo uma campanha horrorosa e ocupa o modesto 12° lugar, 19 pontos atrás do líder União São João, de Araras. E o pior é que o Bugre está apenas três pontos na frente do primeiro clube da zona de rebaixamento, o Osvaldo Cruz. Se o Guarani não se cuidar, se tornará um caso raro: jogará a primeira divisão nacional e a terceira do campeonato estadual.

Hoje, o Guarani já pode começar a mudar essa história, pois enfrentará o Araguaína-TO, pela primeira fase da Copa do Brasil. No jogo de ida, o time campineiro venceu por 1 a 0 fora de casa e joga com a vantagem. É uma boa oportunidade de não passar por mais um vexame e aproveitar para melhorar o rendimento na A2 do Paulistão. Digo isso, pois nessa toada, o Guarani já entrará no Brasileirão desse ano como um forte candidato ao descenso.

É preciso mudança de postura e tentar esquecer das adversidades, ao menos dentro de campo. O Guarani Futebol Clube é muito maior que tudo isso, que qualquer dívida ou rebaixamento e merece voltar o mais rápido possível para o ser verdadeiro lugar entre os grandes times de futebol do Brasil.

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“O futebol é business“, afirmou Mário Gobbi, diretor de futebol do Corinthians em meados do ano passado. E pelo visto esse era um prenúncio para a torcida alvinegra. O Corinthians se planejou para disputar e ganhar pela primeira vez na história a Copa Libertadores da América no ano de seu centenário. Depois de voltar dignamente à elite do futebol brasileiro, o ano de 2009 deixou o corintiano animado. E a fiel torcida, acostumada a empurrar a equipe em todos os cantos, sabe a importância que terá num possível título continental.

Porém, pouco a pouco a frase emblemática do ainda mais emblemático dirigente foi se tornando uma realidade. O Corinthians sabe da força da torcida e também das condições financeiras dos brasileiros. Mas isso pouco importa, já que o lucro exorbitante é o maior objetivo. Com as contratações de estrelas como Ronaldo e Roberto Carlos, obviamente que a renda teria que vir de algum lugar. E veio. Veio dos inúmeros patrocínios que tornaram a camisa alvinegra poluída e também das cotas de televisão. Já bastaria, mas os dirigentes alvinegros ainda colocariam em prática uma outra fonte de renda altamente rentável: os ingressos. Lembre-se, o futebol é business.

Quando os ingressos para a Libertadores começaram a ser vendidos, os apaixonados torcedores corintianos tomaram um susto. E que susto. O mais barato é vendido por R$50, enquanto o mais caro pode chegar até R$500. Um absurdo. Um abuso. Uma afronta ao torcedor e, principalmente, ao trabalhador. Ninguém ganha a vida como torcedor, não existem torcedores profissionais. Todos aqueles que amam seus clubes e gostam de assistir as partidas no estádio, trabalham duro e muitas vezes ganham pouco. O salário mínimo no Brasil é de R$510,00. Como um torcedor pode pagar R$50 ou mais num ingresso? Não há cabimento. O business que o futebol se tornou afasta os torcedores dos estádios.

Para se ter uma ideia do abuso cometido pela diretoria do Corinthians, veja o gráfico abaixo e compare:

Comparando com seis jogos de Libertadores envolvendo grandes times brasileiros nos últimos anos, chegamos a conclusão de que o futebol é business somente na cabeça de Mário Gobbi. O cálculo feito por Evandro Daneu confirma isso. Jogos muito importantes e com alta repercussão como finais de Libertadores, tiveram pelo menos o dobro de público que o jogo do Corinthians contra o Racing, do Uruguai. Nesses jogos de edições anteriores da competição sul-americana, o preço médio mínimo que um torcedor desembolsou foi R$37,65, e o máximo, R$49,54.

Enquanto isso, o jogo de estreia do Timão na competição teve um custo médio de incríveis R$70,30 por torcedor. Caso a equipe chegue ao mata-mata, os ingressos ainda devem subir. Se chegar na final da competição, torcedores apaixonados terão que andar a pé, deixar de comer, não ir aos hospitais, nem às farmácias, não pagar o aluguel, as contas de água, luz, telefone, entre tantas outras, caso queira ir ao jogo do Corinthians. Sabe por quê? Porque futebol é business!

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Adriano tinha tudo para ser noticiado pela mídia do mundo inteiro por seu futebol, suas jogadas e seus gols. Mas, infelizmente, a carreira do jogador parece ter, definitivamente, tomado um rumo perigoso. Depois de todos os problemas que teve na Inter de Milão, Adriano passou um período no São Paulo tentando se recuperar, mas também criou confusões. Voltou para a Inter, decidiu abandonar o futebol e em seguida foi repatriado pelo Flamengo, seu time do coração e onde o atleta foi revelado. Parecia que isso seria bom para o atacante, já que ele mesmo disse que sentia falta da família, do carinho dos amigos e até da favela onde nasceu. Adriano retomou a alegria e a vontade de jogar futebol. Ajudou o Flamengo a conquistar o Campeonato Brasileiro, mesmo faltando aos treinos e tendo muitos privilégios com o aval da diretoria rubro-negra. Com isso, o Imperador voltou para a Seleção Brasileira e passou a ser um nome forte para o elenco que disputará a Copa do Mundo desse ano, na África do Sul.

Até esse momento, tudo corria perfeito. Certo? Certo, em partes. Foi só 2010 chegar e Adriano novamente entrou em confusões pessoais. Ora com a namorada, ora com as baladas e bailes funks, ora com a bebida. Não digo isso apenas pelo episódio da última sexta-feira, quando a namorada do jogador surtou, subiu num morro carioca onde Adriano e seus companheiros de Flamengo (Vagner Love, Álvaro, Denis Marques, Bruno, entre outros) curtiam um baile funk e quebrou o carro dos jogadores do Flamengo, causando um enorme tumulto e até mesmo envolvendo os traficantes locais na briga. Seria somente mais um fato isolado, se não fosse relacionado ao Adriano. Somente neste ano, o atacante coleciona ausências nos treinos e jogos do Flamengo. Já foram onze até o momento, pelos mais variados motivos. Aniversário da mãe, Carnaval, reunião de negócios, etc.

Qual o comprometimento do jogador? O que ele almeja para sua vida? Adriano vem, pouco a pouco, manchando de uma forma irrecuperável toda sua fama no meio do futebol. Está certo que tudo isso engloba problemas pessoais e é necessário discerni-los dos problemas profissionais. Mas o Imperador não pensa assim, não age assim. A vida dele se transforma num emaranhado de emoções e sentimentos. Não consegue ser profissional em seu trabalho e não consegue ser feliz em sua vida. Mas qual o motivo para tudo isso? Não se sabe e creio que nem o próprio ‘empresário-pai’ Gilmar Rinaldi consegue responder.

A situação está delicada e Adriano parece não ter forças para conseguir mudá-la. Acima de tudo, o jogador é ser humano e precisa de ajuda. Precisa refletir e colocar na balança tudo isso. Precisa dosar o profissionalismo e sua vida fora do trabalho. Precisa se recuperar dos problemas com o álcool. Precisa dar um jeito em sua vida rapidamente. Estamos a três meses da Copa do Mundo, onde até a semana passada, Adriano tinha certeza que estaria lá e que seria uma das peças fundamentais do Brasil em busca do hexa. Hoje, três dias depois, não se sabe mais se o Imperador estará na África do Sul. E não são por problemas técnicos ou táticos. São por problemas extra-campo que invadem a sua vida de uma forma descontrolada.

O que acontece na vida de Adriano? Qual a solução para todos esses infortúnios? Eu gostaria de ver o Imperador na Copa do Mundo, mas dessa forma, levá-lo à África é um enorme risco para todo o grupo. E vocês leitores, o que acham? Vocês convocariam o atacante para o Mundial? Opinem.

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