
Ano a ano a rotineira mudança de treinadores no futebol brasileiro aumenta consideravelmente. No Campeonato Brasileiro de 2009, em apenas dez rodadas disputadas, nada menos do que oito clubes já trocaram seus comandantes. Destaque para o Náutico, que somente nesse período, já está com seu terceiro treinador diferente.
Atlético-PR (Waldemar Lemos no lugar de Geninho), Fluminense (Vinicius Eutrópio ‘interino’ no lugar de Carlos Alberto Parreira), Grêmio (Paulo Autuori no lugar do ‘interino’ Marcelo Rospide), Náutico (Márcio Bittencourt no lugar de Waldemar Lemos e Geninho no lugar de Márcio Bittencourt), Palmeiras (Jorginho ‘interino’ no lugar de Vanderlei Luxemburgo), São Paulo (Ricardo Gomes no lugar de Muricy Ramalho) e Sport (Leão no lugar de Nelsinho Baptista) são os times que deram início a dança dos técnicos no Brasileirão-09. Isso sem contar o Santos, que demitiu Vagner Mancini e ainda não definiu seu substituto. Vale ressaltar que desses oito clubes que mudaram a comissão técnica, somente o Palmeiras figura entre os quatro primeiros do campeonato. Alguma coincidência?
A 10ª rodada foi determinante para o aumento desses números. O Náutico foi goleado pelo Palmeiras em São Paulo e Márcio Bittencourt foi demitido. A diretoria do Timbu agiu rapidamente e confirmou Geninho como o terceiro técnico do clube na competição. A goleada sofrida pelo Santos na Bahia custou o cargo de Vagner Mancini. As desavenças no grupo e sina de procurar o ‘cagueta’ dentro do clube contribuíram para a demissão. E o experiente Carlos Alberto Parreira foi o outro treinador demitido nessa rodada. A derrota para o Santo André no Rio de Janeiro, a horrível 18ª colocação e a pressão da torcida do Fluminense tornaram a situação insustentável.
O problema dessa constante troca de treinadores é maior do que os dirigentes imaginam. Assim como em todas as profissões, existem profissionais mais e menos capacitados. Mas como diz o ditado futebolístico: “Futebol é resultado”, e esse realmente é o pensamento da grande parte dos cartolas. A bomba sempre estoura nas mãos dos treinadores, mas os dirigentes se esquecem de avaliar um fator muito importante antes das demissões. Os elencos fracos que eles mesmos deram para os treinadores fazerem milagres. Não estou defendendo a categoria dos treinadores de futebol, mas isso fica cada vez mais implícito. E a mudança constante não soma nada na evolução de uma equipe, ao contrário do que os cartolas pensam.
Muricy Ramalho e Vanderlei Luxemburgo estão disponíveis no mercado e figuram como ‘a bola da vez’. Possivelmente ainda treinarão alguma equipe nesse Campeonato Brasileiro. Resta deixar as especulações de lado e saber qual será o paradeiro deles. Vagner Mancini corre por fora, mas é um nome que agrada a grande maioria dos dirigentes. Vamos esperar os próximos capítulos e, obviamente, as próximas demissões.
E você torcedor, o que pensa sobre o ritmo acelerado de demissões de treinadores no futebol brasileiro? É a melhor opção? Ou só atrapalha o planejamento das equipes? Opine!
Eu achei que nesse campeonato brasileiro, o ritmo das demissões está maior do que os outros. Bom para os times que estão com um desempenho muito abaixo do desejado!
Parece um mercado de gente, não?Achei que isso era só em ralação aos jogadores…
Não existe mais amor á camisa no futebol! O futebol perdeu aquela coisa de amor pela camisa do time.
virou tudo uma questão de Business >:::<
(só o dinheiro interessa para essa gente mercenária)
abraço juliano / tbm curto bastante futebol