
O Grêmio poderia ter matado o jogo e não foi eficiente. O Cruzeiro foi competente, aproveitou suas chances, mas tomou um gol no final que deu sobrevida aos gaúchos. Em um jogo muito disputado, o Cruzeiro venceu o Grêmio por 3X1, no Mineirão, e abriu boa vantagem na primeira partida da semifinal da Taça Libertadores da América 2009.
Já diria um velho bordão do futebol: ‘quem não faz, toma’. E essa frase poderia resumir o que aconteceu nesta noite em Belo Horizonte. O Tricolor Gaúcho teve tudo para sair praticamente classificado do Mineirão, mas Alex Mineiro e Maxi López desperdiçaram suas chances. Primeiro o atacante argentino lutou e foi à linha de fundo, cruzou a bola para a área e Alex Mineiro furou cara a cara com Fábio. Depois, aos 14 minutos, o mesmo Alex Mineiro, sozinho na área, cabeceou fraco e perdeu mais uma chance. O Cruzeiro não levava perigo no ataque e o Grêmio, ousado, mostrava que nos contra-ataques poderia surpreender. Maxi López teve mais uma grande chance. Aos 22 minutos, o argentino roubou a bola do zagueiro Thiago Heleno, driblou um cruzeirense, escolheu o canto e na frente de Fábio conseguiu fazer o improvável: chutou a bola para fora. Três chances claras e nenhum gol. Jogos de futebol em alto nível como esses não permitem erros em demasia. A bola, realmente, pune. E o Grêmio levou essa punição.
Aos 37 minutos, o Cruzeiro teve sua primeira chance real de gol. A torcida já se irritava com os inúmeros erros de Wellington Paulista, quando ele apareceu. Kléber cruzou a bola da direita e o atacante subiu mais que a zaga gremista para de cabeça abrir o placar e explodir a torcida Celeste. O jogo foi para o intervalo e Souza parecia prever o pior. Disse que desde a época de Pelé e Garrincha, todos no mundo do futebol sabem que gols desperdiçados não são bom sinal. E ele tinha razão.
Logo no primeiro minuto da segunda etapa o Cruzeiro aumentou a vantagem. O meia Wagner chutou forte, a bola desviou em Tcheco e traiu o goleiro Marcelo Grohe. 2X0. Festa na parte azul das Minas Gerais. O Cruzeiro sentia que era o momento de partir para cima e ampliar o placar. O Grêmio sentiu o segundo gol e ficou perdido em campo. O jovem volante Adílson parecia nem estar em campo. Fábio Santos sofria demais com Jonathan. Marquinhos Paraná, talvez a principal peça dessa boa equipe cruzeirense, além de ser polivalente marcando e saindo para o jogo com a mesma eficiência, foi decisivo para o terceiro gol do Cruzeiro. Ele cruzou a bola para a área e o ex-corintiano Fabinho subiu sozinho para marcar mais um.
Estava mais fácil sair o quarto gol do Cruzeiro do que o primeiro do Grêmio, totalmente abatido em campo. Os mais de 50 mil cruzeirenses já gritavam ‘Tricampeão, tricampeão, tricampeão’, enquanto o time Celeste tocava a bola e deixava o tempo passar. Mas o Tricolor Gaúcho, conhecido por sua imortalidade, nunca pode ser dado como morto antes do apito final. Em um toque de mão do atacante Kléber, o juiz anotou falta para os gremistas na entrada da área. O iluminado Souza cobrou com perfeição por cima da barreira e diminuiu, aos 42 minutos.
O jogo acabou e o resultado foi justo. A equipe que mais soube aproveitar as chances venceu. A classificação cruzeirense não está garantida, graças ao gol de Souza, que dá ao Grêmio a possibilidade de vencer por 2X0 para chegar à final da Libertadores. O Cruzeiro pode perder por um gol de diferença e empatar para ir à decisão. Confronto aberto e sem favoritos no próximo dia 2 de julho, no Estádio Olímpico, em Porto Alegre.
NOTA TRISTE: O fato a se lamentar na partida foi a acusação feita pelo volante Elicarlos, do Cruzeiro, que disse que durante o jogo foi chamado de ‘macaco’ pelo argentino Maxi López. O atacante gremista negou, mas o caso ainda está sendo investigado pela polícia mineira. Se for confirmado, só podemos lamentar mais uma vez um ato racista no esporte. Isso é inadmissível, triste e chateia quem gosta de esporte e de paz e odeia ‘burrices’ com essas.
O Cruzeiro é o melhor time do país! saudades eternas do Kleber, osasquense nato!
Oi Juliano. Concordo plenamente com vc. O Gremio poderia ter matado o jogo, mas…..
Quanto ao fato do Maxi Lopes ter chamado Elicarlos de “macaco”, é a parte mais chata do futebol. Voce não vê isso em outros esportes. Nem quando servios jogam contra croatas (tenis por exemplo).
Não acho que tenha sido preconceito não! Trata-se, inafordunadamente de um hábito adquirido por preconceituosos anteriores a essa geração. Irritar o rival é usar do termo mais abominável, que o atinge no âmago.
E os argentinos já aprenderam isso, pelo jeito, apesar de não conhecerem exatamente o que isso significa.
Deveria ser punido sim, para dar exemplo. Não se chega à casa dos outros abrindo a geladeira né?
Beijos!!!!!!!!!!!!!